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Posts de outubro 2010

Colombo espera boa relação com Dilma

31 de outubro de 2010 1

Raimundo Colombo, logo após saber que Dilma Rousseff havia sido eleita: "A boa relação é lógica por ser a favor do povo". Foto: Alan Pedro

O governador eleito de Santa Catarina, Raimundo Colombo (DEM), declarou e pediu voto ao ex-governador paulista José Serra (PSDB) para a presidência da República e por várias vezes criticou o PT, mas não teme ser discriminado por isso, acredita que terá um bom relacionamento com a presidente eleita Dilma Rousseff e espera que ela o ajude a desenvolver o Estado.

_ A boa relação é lógica por ser a favor do povo. Passada a eleição, a hora é de unir forças pelo bem comum _, disse Colombo por volta das 20h30min deste domingo, quando já se sabia oficialmente que a candidata petista estava eleita para presidir o Brasil.

Colombo previa que, em Santa Catarina, Serra venceria Dilma por um milhão de votos, mas a diferença foi de 473 mil a favor do candidato tucano.

Mesmo assim, Colombo considera que estes números dão força ao seu grupo político no Estado.

O novo governador catarinense atribui a derrota de Serra em âmbito nacional ao fato de a mensagem do candidato tucano não ter sido transmitida corretamente, sem empolgação.

Também entende que, como a economia cresceu no Brasil, as pessoas estão vivendo melhor e, por isso, se acomodaram e não vivem um clima de necessidade de mudança.

_ A oposição ao Lula foi congressual. Não houve um movimento de oposição forte, nas ruas.

Colombo quer a ajuda de Dilma para atender as demandas de Santa Catarina na esfera federal, como a duplicação das BRs 470 e 280, a conclusão da BR-101 e a construção e modernização de portos e aeroportos.

_ Vamos levar essas demandas e propor parcerias, assumir responsabilidades. Acredito que a Dilma vai colaborar com Santa Catarina.

Raimundo Colombo reúne-se na próxima quarta-feira com o governador Leonel Pavan (PSDB) para dar início ao processo de transição.

Na quinta, viaja à Espanha para fazer um curso e descansar, e já no dia 11 reassume sua vaga no Senado para discutir o orçamento da União.

Pablo Gomes, Lages

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Cidadania centenária!

31 de outubro de 2010 1

A lageana Zilda Lemos Vieira, de 101 anos, esperou 25 minutos até ser localizada a seção onde fez questão de votar. Fotos: Alan Pedro

Enquanto milhares, talvez milhões, deixaram de votar neste domingo porque foram viajar ou porque não concordam com a obrigatoriedade do voto ou ainda porque acham que votar é besteira, alguém que não tem mais nenhuma obrigação eleitoral fez questão de comparecer à urna para mostrar que todos precisam votar e que um único voto pode fazer uma grande diferença.

Com 101 anos de idade, a lageana Zilda Lemos Vieira está dispensada deste compromisso há três décadas, mas na manhã deste domingo deu um exemplo de cidadania e parecia uma eleitora de primeira viagem, de tão empolgada que estava.

Zilda chegou às 11h40min ao Centro Educacional Vidal Ramos Júnior, um dos maiores colégios eleitorais de Lages, acompanhada da filha Cândida Maria Vieira Letti, 69.

Como havia votado pela última vez nas eleições gerais de 2002 e não tem mais o seu título eleitoral, a vovó Zilda não lembrava a sua seção.

Mãe de oito filhos, bastante politizada e leitora assídua de jornais e revistas, Zilda temia que o seu direito de votar tivesse sido cancelado após oito anos, e disse que ficaria muito triste se não conseguisse.

_ Se ela não conseguir votar vocês vão conhecer uma mulher brava _, brincou a filha Cândida.

Mas deu tudo certo, e 25 minutos após a chegada de Zilda à escola, os fiscais localizaram o seu nome na seção 24 da 21ª Zona Eleitoral.

Cumprimentada por várias pessoas que perceberam o esforço dela, Zilda votou às 12h05min e não conteve a emoção.

_ O voto é muito importante para o nosso país. E dependendo de quem forem os candidatos, vou votar para prefeito daqui a dois anos.

Dona Zilda completa 102 anos de vida no próximo dia 1º de janeiro, exatamente no dia em que os novos governantes assumirão os seus cargos. Festa de aniversário. Festa da democracia.

Pablo Gomes, Lages

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Vire à direita para... atropelar!

29 de outubro de 2010 1

Placa no Centro de Lages indica que é permitido virar para onde não pode. Foto: Pablo Gomes

Ainda bem que os motoristas de Lages são os melhores do mundo, caso contrário, poderiam se confundir ao trafegar pela Rua Zeca Neves, no Centro da cidade.

No ponto em que é obrigatório o acesso à Avenida Presidente Vargas, uma placa está correta, indicando que é proibido seguir em frente.

Já a outra aponta que é permitido virar à direita. Mas como? Só se for para guardar o carro na garagem ou atropelar alguém na calçada…

Pablo Gomes, Lages

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O que? Onde? Como?

29 de outubro de 2010 1

Placas em São José do Cerrito (acima) e em Correia Pinto (abaixo) confundem os motoristas. Fotos: Alvarélio Kurossu e Divulgação

Mas calma, amigos, placas erradas ou que levam ao nada não são exclusividade de Lages.
Vejamos essas duas situações, flagradas pelo repórter fotográfico Alvarélio Kurossu em São José do Cerrito (foto de cima) e por um leitor do Diário da Serra em Correia Pinto (foto de baixo).

Uma placa indica o caminho pelo meio do mato passando por uma cerca. A outra mostra uma lombada dentro do pátio de uma escola.

E por aí vai… Como diz um amigo: mais perdido que cebola em salada de frutas!

Pablo Gomes, Lages

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Cemitérios de Lages têm vagas pelos próximos 10 anos

27 de outubro de 2010 1

No Cruz das Almas, a artesã Maria Enir preferiu pintar a depositar flores no jazigo da família. Foto: Alan Pedro

Os cemitérios de Lages preparam-se para o natural crescimento e envelhecimento da população.
Atualmente com cerca de 170 mil habitantes, uma das principais cidades de Santa Catarina planeja-se para o futuro e reserva lugares para as pessoas que morrerem na próxima década.

Responsável pela administração dos cemitérios públicos da cidade, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente não divulga quantas vagas ainda existem, mas garante que haverá espaço suficiente para sepultamentos por pelo menos 10 anos.

Atualmente, são investidos mais de R$ 240 mil na revitalização e ampliação dos cemitérios da Penha e Cruz das Almas, os dois maiores da região e que já somam, juntos, 110 mil sepulturas.

O aumento de capacidade segue o sistema vertical, proporcionando mais espaço nos terrenos.

Para este Dia de Finados, além das obras realizadas pela prefeitura, os cemitérios recebem os cuidados dos parentes e amigos das pessoas sepultadas.

Como a artesã Maria Enir de Matias Andrade, de 61 anos, que preferiu pintar a depositar flores no jazigo da família, no Cruz das Almas.

_ Fiz com muito amor e carinho. É melhor pintar a deixar flores naturais ou artificiais, que estragam com o tempo.

Pablo Gomes, Lages

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Dia de Finados nos principais cemitérios

27 de outubro de 2010 0

Cemitério Cruz das Almas, no Bairro Triângulo, soma 30 mil sepulturas e passa por obras de revitalização. Foto: Alan Pedro

CEMITÉRIO DA PENHA

* Funcionamento no Dia de Finados: das 8h às 19h;

* Programação: não há;

* Capacidade: 80 mil sepultados (média de 50 por mês). A prefeitura não divulga quantas vagas

restam, mas garante haver espaço suficiente pelos próximos 10 anos;

* Informações: (49) 3225-3632 e/ou 3222-8275;

* Endereço: Avenida Manoel Antunes Pessoa, Bairro da Penha.

CEMITÉRIO CRUZ DAS ALMAS

* Funcionamento no Dia de Finados: das 8h às 19h;

* Programação: Missas às 9h e às 16h;

* Capacidade: 30 mil sepultados (média de 30 por mês). A prefeitura não divulga quantas vagas

restam, mas garante haver espaço suficiente pelos próximos 10 anos;

* Informações: (49) 3224-6247 e/ou 3222-8275;

* Endereço: Avenida Marechal Floriano, Bairro Triângulo.

CEMITÉRIO PARQUE DA SAUDADE

* Funcionamento no Dia de Finados: das 8h às 19h;

* Programação: Missa às 16h;

* Capacidade: 5,5 mil sepultados (média de 20 por mês) e 12,5 mil vagas restantes;

* Informações: (49) 3222-5533 e/ou 9983-0079;

* Endereço: BR-282, Bairro São Paulo.

Pablo Gomes, Lages

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Uniplac conquista o recredenciamento como universidade

27 de outubro de 2010 0

Comissão de Avaliação do processo de recredenciamento anunciou a boa notícia nesta quarta-feira. Foto: Uniplac, Divulgação

A Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) obteve a aprovação do Conselho Estadual de Educação e do Ministério da Educação e terá renovado o credenciamento do seu status de universidade pelos próximos cinco anos.

Cada uma das 10 dimensões que compuseram o relatório final, encaminhado ao Conselho Estadual de Educação em 30 de abril, foi avaliada minuciosamente pela comissão.

Além disso, os dois dias de visita aos campi de Lages e São Joaquim auxiliaram na nota dada às dimensões, numa escala de 1 a 5.

Na média, a Uniplac conquistou a pontuação de 3.53, suficiente para a renovação do credenciamento.

O relatório final será levado à sessão plenária do Conselho Estadual de Educação em novembro, quando será divulgado oficialmente o resultado.

* Com informações da Assessoria de Comunicação da Uniplac

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Acadêmicos da Uniplac passam a ter acesso a todas as bibliotecas do Brasil

27 de outubro de 2010 0

Com a implantação do Pergamum, sistema integrado de bibliotecas, a Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) passa a ter acesso aos acervos de todas as bibliotecas das instituições de ensino do Sistema Acafe, que somam cerca de dois milhões de títulos, e das mais de três mil bibliotecas de todo o país.

Com o novo gerenciador de banco de dados será possível fazer o empréstimo de obras de qualquer uma das instituições integradas.

Outra novidade se refere ao aviso disparado pelo próprio sistema.

No momento do empréstimo, o estudante receberá um e-mail com a data do recebimento do material e o prazo de entrega.

Passada a data limite, a pessoa recebe outro e-mail com o aviso de que está em atraso com a biblioteca.

Além de integrar a biblioteca do campus de São Joaquim e o laboratório morfofuncional – pequena biblioteca da área da saúde -, em breve todos os trabalhos de conclusão, teses e dissertações produzidos na Uniplac estarão disponíveis para consulta na rede.

Anteriormente, os pedidos para compra de livros eram feitos semestralmente.

Agora, as solicitações podem ser realizadas em qualquer período do ano.

* Com informações da Assessoria de Comunicação da Uniplac

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Garoto lageano sofre de doença rara e precisa de ajuda

25 de outubro de 2010 0

Henrique da Silva Vargas e sua mãe, Iolanda Vieira da Silva. Foto: Alan Pedro

Um pequeno cidadão catarinense pede ajuda. Henrique da Silva Vargas, de dez anos, é portador de uma doença rara e grave.

A medicina já encontrou uma solução para amenizar o sofrimento do garoto. A família, por sua vez, busca uma solução para continuar o tratamento, que é de alto custo.

Portador há três anos de esclerose múltipla, Henrique é o terceiro dos quatro filhos da agora desempregada Iolanda Vieira da Silva, 37.

Moradora do Bairro Morro Grande, um dos mais carentes de Lages, Iolanda tinha, até cinco meses atrás, um emprego no qual recebia um salário mensal de R$ 700.

Mas precisou pedir demissão para cuidar do garoto, e até dezembro contará com o seguro-desemprego de R$ 550 por mês.

Não fosse este benefício com data para terminar, os R$ 300 que Henrique recebe de pensão do pai, a ajuda das avós e as rifas e os jantares promovidos na comunidade para arrecadar dinheiro, o tratamento que custa em torno de R$ 1,2 mil por mês em uma clínica de Curitiba (PR) – em Santa Catarina Henrique não encontrou tratamento justamente pela raridade da doença – seria inviável.

Iolanda lembra que este tratamento, feito há cinco meses, evita as crises de esclerose múltipla, que a cada três meses, em média, levavam Henrique a perder força no corpo e praticamente vegetar na cama.

Uma alternativa para reduzir os custos e o sofrimento seria um tratamento mais forte, que substituiria este mensal e estabilizaria a doença. Só que o custo passa de R$ 21 mil.

_ Nestes três anos que o meu filho tem a doença, eu já cheguei a vê-lo praticamente morto e pensei que iria perdê-lo. Nas crises, ele não tinha força nem para abrir uma garrafa. O tratamento tem efeitos colaterais e apresenta riscos, por isso tivemos dificuldade em encontrar alguma clínica que aceitasse o caso. Hoje estamos bem mais confiantes, pois o tratamento está dando certo, mas estamos sofrendo com o alto custo _, diz Iolanda.

Henrique é tímido, mas deixa evidente o desejo de ficar bem. Jogar futebol, andar de bicicleta e brincar de pega-pega são atividades complicadas para ele.

Um computador com internet tornou-se a sua principal diversão. Até mesmo ir para a escola fica difícil quando o corpo está debilitado.

E é para mudar essa realidade e manter o sorriso no rosto que ele pede ajuda.

_ Só quero ficar bem.

Continua no post a seguir…

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Uma doença rara em crianças

25 de outubro de 2010 0

Lazer de Henrique é restrito a navegar na internet. Foto: Alan Pedro

O neurologista Paulo Rogério Mudrovitsch de Bittencourt, que atende Henrique em Curitiba, explica que a esclerose múltipla é uma doença inflamatória que atinge pequenos pontos no cérebro e na medula.

Proveniente da carga genética do indivíduo junto a uma carga viral, provoca incapacidades no corpo, como deficiência nas pernas e incapacidade de segurar a bexiga, enxergar e engolir.

Estes são os principais sintomas. As mortes por causa da doença, no entanto, são incomuns.

A esclerose múltipla começa, geralmente, em pessoas na faixa etária dos 30 aos 35 anos, e 65% dos pacientes são mulheres.

Quando a doença começa abaixo dos 18 anos, é chamada de esclerose múltipla pediátrica.

Já quando começa abaixo dos 10 anos, como é o caso de Henrique, é chamada de esclerose múltipla infantil. E essa categoria é muito rara.

_ Em 30 anos tratando esclerose múltipla já atendi vários casos pediátricos, mas nenhum infantil. Na literatura médica nacional e até internacional são raros os casos. Os médicos, em geral, não sabem como tratar alguém em quem a doença começou aos sete anos _, diz o neurologista.

Por uma questão ética profissional, o médico de Henrique não fala sobre o caso do garoto.

Paulo Rogério diz que nos pacientes mais jovens a doença é inflamatória, ao contrário dos mais velhos, em quem é degenerativa.

Nos mais jovens a resposta do tratamento é mais rápida, mas as incapacidades físicas são praticamente inevitáveis e apenas uma questão de tempo.

_ O tratamento prolonga esse tempo, mas a esclerose múltipla é uma doença que dura a vida toda e não tem cura. Até 15 anos atrás nem existia tratamento. Os remédios funcionam enquanto o paciente os consome, e 50% dos portadores da doença conseguem controlá-la e melhoram _, conclui o neurologista.

Continua no post a seguir…

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