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Sucesso na empresa e nas pistas

26 de novembro de 2010 0

Emilio Binotto construiu um gigantesco patrimônio e agora dedica-se aos arrancadões de caminhão. Foto: Alan Pedro

Tudo começou em 1959 com um “Fenemê” zerinho comprado em Petrópolis (RJ) para carregar madeira.

Meio século depois, são mais de 1,3 mil caminhões que rodam o Brasil inteiro transportando de tudo. E um destes veículos e seu motorista são especiais.

Emilio Binotto, de 78 anos, construiu na década de 60 uma estrutura que só cresce e o destaca no ramo de transportadoras.

Hoje com 2,8 mil funcionários diretos e outros três mil indiretos, mais de 1,3 mil caminhões e 1,1 mil máquinas e equipamentos florestais próprios, a Binotto S/A tem um patrimônio avaliado em cerca de R$ 350 milhões, condição que a colocou, conforme levantamento feito em 2007 pela revista Quatro Rodas, como a segunda maior transportadora do Brasil.

Nascido em 19 de maio de 1932, em Erechim (RS), Binotto conheceu o Brasil inteiro em 20 anos como caminhoneiro, de 1950 a 1970.

Em todo este tempo, sofreu um único acidente de trânsito. Por culpa da imprudência de outro motorista, Binotto acabou tombando o caminhão na Via Dutra, em São José dos Campos (SP), mas sem gravidade.

Já uma viagem inesquecível foi a Carolina, no Maranhão, onde se deparou com belíssimas cachoeiras, em especial a da Pedra Caída.

Em 1983, instala-se definitivamente em Lages para tocar a sua empresa. Há aproximadamente 10 anos deixou a administração para os filhos e passou a dar mais atenção à sua vida própria, ainda que sem nunca parar de trabalhar.

Antes, Emilio gostava muito de caçar, mas há uns quatro anos uma nova paixão surgiu em sua vida: o arrancadão de caminhões.

Guapo, um Volkswagen 2002 que foi tirado da frota da empresa após um acidente, passou a ser o novo “brinquedinho” de Binotto.

Com um motor devidamente preparado e 900 cavalos de potência, a máquina pode atingir nada menos que 200 quilômetros por hora em uma reta de 800 metros.

Vovô entre os corredores, Binotto participa de competições em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, e com frequência sobe ao pódio ao lado de garotos com idades para serem seus netos.

Quando não está na empresa ou nas pistas de arrancadão, Binotto gosta também de passear e acampar com a mulher em um motor home que é um apartamento completo.

Para aguentar tanto pique aos 78 anos, duas horas de academia por dia e uma vida saudável.
Casado há 53 anos, com quatro filhos, sete netos e dois bisnetos, Binotto não tem um time de futebol do coração e não sabe cozinhar.

Mas garante ser um bom churrasqueiro, lê de tudo, assiste filmes de faroeste e procura ser a cada dia mais jovem.

Continua…

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