
Como prefeito, Juarez Furtado realizou a 1ª Festa do Pinhão, no Calçadão da Praça João Costa, em julho de 1973. Foto: Alan Pedro
O maior símbolo de uma cidade cheia deles é um evento que todos os anos atrai uma multidão do Brasil inteiro.
A Festa do Pinhão surgiu como uma feirinha de fim de semana para reunir as famílias lageanas, e hoje está consolidada como uma das principais festas tradicionalistas do país.
A primeira edição ocorreu em 14 e 15 julho de 1973, no calçadão da Praça João Costa, no Centro de Lages, com o objetivo de integrar as famílias lageanas, aproveitar a grande quantidade de pinhão disponível nas araucárias e inserir um evento anual na rotina do município.
Na ocasião, o calçadão recebeu duas Barracas da Amizade, com comidas típicas, desfile da rainha e princesas e apresentações de músicos locais.
A festa se repetiu em 1974 e 1975, foi interrompida por 12 anos e voltou a ocorrer apenas em 1987. Em 1989, ganhou o caráter de nacional e não foi mais interrompida.
Neste ano, mais de 343 mil pessoas curtiram o evento entre 27 de maio e 6 de junho. Foram 180 shows e um investimento de R$ 4,2 milhões, números que comprovam a grandeza da festa que, defendem muitos, já está na hora de virar internacional.
Só que para a festa chegar a este nível, alguém precisou dar o primeiro passo. Juarez Furtado, nascido em 1º de abril de 1938, em Lages, era o prefeito da cidade em 1973.
Ele não se considera o pai da festa, que foi idealizada por um grupo da então administração municipal, mas foi quem bateu o martelo para o que viria a ser hoje um dos principais símbolos da cultura catarinense.
_ A festa começou pequena, sem grandes pretensões, e hoje já precisa ser internacional. Um enorme sentimento de orgulho para mim e para o grupo que ajudou a criá-la.
Além de prefeito de Lages, Juarez Furtado foi vereador, deputado estadual – presidiu a Assembleia Legislativa entre 1987 e 1989 -, deputado federal e secretário de Estado.
Desde 1985 ele mora em Florianópolis, onde atua como advogado cível e trabalhista.
Ele não visita Lages com a frequência que gostaria, mas sempre que sobe a Serra vai ao Fórum cumprir compromissos profissionais, ao cemitério rezar nos túmulos dos pais e ao calçadão da Praça João Costa, onde começou a Festa do Pinhão e onde, até hoje, encontra velhos amigos.
Casado há 42 anos, pai de dois filhos e avô de três netos; com gosto pelo teatro, cinema, tango e bolero; leitor de biografias; jogador de sinuca (quando garoto, foi tirado várias vezes pelo pai do Bar Carajá, no Centro de Lages, onde existem várias mesas de sinuca); torcedor do Internacional, Vasco e Palmeiras por ter sido goleiro em times de mesmos nomes do futebol amador lageano e uma espécie de “faz tudo” em casa com seus serrotes, alicates e furadeiras, Juarez garante:
_ Gosto muito de Lages, e com o maior prazer, começaria tudo de novo.
Continua...











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