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Posts de novembro 2010

Da feirinha ao festão

30 de novembro de 2010 1

Como prefeito, Juarez Furtado realizou a 1ª Festa do Pinhão, no Calçadão da Praça João Costa, em julho de 1973. Foto: Alan Pedro

O maior símbolo de uma cidade cheia deles é um evento que todos os anos atrai uma multidão do Brasil inteiro.

A Festa do Pinhão surgiu como uma feirinha de fim de semana para reunir as famílias lageanas, e hoje está consolidada como uma das principais festas tradicionalistas do país.

A primeira edição ocorreu em 14 e 15 julho de 1973, no calçadão da Praça João Costa, no Centro de Lages, com o objetivo de integrar as famílias lageanas, aproveitar a grande quantidade de pinhão disponível nas araucárias e inserir um evento anual na rotina do município.

Na ocasião, o calçadão recebeu duas Barracas da Amizade, com comidas típicas, desfile da rainha e princesas e apresentações de músicos locais.

A festa se repetiu em 1974 e 1975, foi interrompida por 12 anos e voltou a ocorrer apenas em 1987. Em 1989, ganhou o caráter de nacional e não foi mais interrompida.

Neste ano, mais de 343 mil pessoas curtiram o evento entre 27 de maio e 6 de junho. Foram 180 shows e um investimento de R$ 4,2 milhões, números que comprovam a grandeza da festa que, defendem muitos, já está na hora de virar internacional.

Só que para a festa chegar a este nível, alguém precisou dar o primeiro passo. Juarez Furtado, nascido em 1º de abril de 1938, em Lages, era o prefeito da cidade em 1973.

Ele não se considera o pai da festa, que foi idealizada por um grupo da então administração municipal, mas foi quem bateu o martelo para o que viria a ser hoje um dos principais símbolos da cultura catarinense.

_ A festa começou pequena, sem grandes pretensões, e hoje já precisa ser internacional. Um enorme sentimento de orgulho para mim e para o grupo que ajudou a criá-la.

Além de prefeito de Lages, Juarez Furtado foi vereador, deputado estadual – presidiu a Assembleia Legislativa entre 1987 e 1989 -, deputado federal e secretário de Estado.

Desde 1985 ele mora em Florianópolis, onde atua como advogado cível e trabalhista.

Ele não visita Lages com a frequência que gostaria, mas sempre que sobe a Serra vai ao Fórum cumprir compromissos profissionais, ao cemitério rezar nos túmulos dos pais e ao calçadão da Praça João Costa, onde começou a Festa do Pinhão e onde, até hoje, encontra velhos amigos.

Casado há 42 anos, pai de dois filhos e avô de três netos; com gosto pelo teatro, cinema, tango e bolero; leitor de biografias; jogador de sinuca (quando garoto, foi tirado várias vezes pelo pai do Bar Carajá, no Centro de Lages, onde existem várias mesas de sinuca); torcedor do Internacional, Vasco e Palmeiras por ter sido goleiro em times de mesmos nomes do futebol amador lageano e uma espécie de “faz tudo” em casa com seus serrotes, alicates e furadeiras, Juarez garante:

_ Gosto muito de Lages, e com o maior prazer, começaria tudo de novo.

Continua…

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Jogo rápido sobre Lages

30 de novembro de 2010 0

Juarez Furtado: "É preciso buscar o permanente aumento da qualidade de vida, a participação popular na administração e a modernização administrativa". Foto: Alvarélio Kurossu (abril de 2008)

* DIÁRIO CATARINENSE – O que o senhor mais gosta de Lages?

JUAREZ FURTADO – Admiro e amo tudo em Lages. Gosto de estar junto dos irmãos lageanos. Embora morando em Florianópolis, em nenhum momento eu esqueço deles. Gosto também de estar no calçadão, pois ali reencontro muitos amigos.

* DC – O que precisa melhorar em Lages?

JUAREZ – É preciso buscar o permanente aumento da qualidade de vida, a participação popular na administração e a modernização administrativa.

* DC – O que o senhor levaria de Lages para outros lugares?

JUAREZ – Levaria a hospitalidade do povo lageano e traria mais igualdade social.

* DC – Algo inesquecível que o senhor tenha vivido ou presenciado em Lages?

JUAREZ – Meu amor e casamento com a Mary, em 1968, e os nascimentos dos meus dois filhos. Também não esqueço o apoio político que sempre tive em Lages e região.

* DC – Como o senhor imagina Lages aos 300 anos?

JUAREZ – Com aquilo de acredito que precisa melhorar: qualidade de vida, participação popular na administração e modernização administrativa.

* DC – Três pessoas que, nestes 244 anos, representaram ou ainda representam muito bem o nome de Lages?

JUAREZ – Afonso Alberto Ribeiro Neto, o Al Neto (intelectual, amigo e conselheiro particular de Juarez), Dom Daniel Hostin (primeiro bispo de Lages) e Raimundo Colombo (governador eleito).

* Juarez Furtado foi o sexto de 10 personagens que entrevistamos para o caderno especial sobre os 244 anos de Lages, publicado no Diário Catarinense de segunda-feira, 22.

Aqui pelo Diário da Serra já passaram o médico Celso Anderson de Souza, o ex-prefeito e ex-senador Dirceu Carneiro, o bispo Dom Oneres Marchiori, o empresário Emilio Binotto e o dono do Bar do Gordo, Jair Gonçalves.

O próximo será Manoel Corrêa, o Maneca, apresentador do programa Alma Cabocla, na Rádio Clube AM, há mais de meio século.

Para acessar todos os entrevistados, clique na categoria “244 anos”, na coluna da direita do blog.

E para deixar uma mensagem para Lages, clique aqui e acesse um mural de recados com fotos da cidade no site do Diário Catarinense.

Pablo Gomes, Lages

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Uniplac: oportunidade aos inadimplentes

30 de novembro de 2010 0

Atendimentos serão realizados até a próxima sexta-feira, dia 3, das 8h às 12h. Foto: Divulgação, Uniplac

Atuais e ex-alunos da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) têm uma boa oportunidade para quitar as suas dívidas com a instituição.

Até a próxima sexta-feira ocorre o Mutirão de Conciliação, numa parceria entre a Uniplac e a Vara Fazenda de Lages.

A Unidade Judiciária Avançada (UJA) para as negociações foi instalada no bloco do Centro de Ciências Jurídicas, com atendimento ao público das 8h às 12h.

Na Uniplac, o número de processos em pauta chega a 80, com casos de pessoas que já haviam sido contatadas, não deram retorno e agora estão sendo cobradas judicialmente. Cada caso é estudado individualmente.

* Com informações da Assessoria de Comunicação da Uniplac.

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O amigão de todos

29 de novembro de 2010 1

Jair parou em Lages por acaso, não saiu mais e é dono do Bar do Gordo, um dos mais tradicionais da cidade. Foto: Alan Pedro

_ Opa, tudo bem? O que manda, amigo? Fique à vontade. Qualquer coisa é só dar um grito.

É mais ou menos assim que ele atende qualquer pessoa que chega ao seu estabelecimento.

Dono de um dos pontos de encontro mais tradicionais de Lages, o cara é uma daquelas figuras agradáveis com quem dá vontade de conversar o dia inteiro.

Jair Gonçalves, de 44 anos, proprietário do Bar do Gordo, parou em Lages por acaso. E nunca mais saiu.

Nascido em 1º de maio de 1966, em Coronel Vivida (PR), Jair estava de mudança com os pais para Tubarão, em 1974, mas a grande enchente que destruiu o Sul de Santa Catarina em março daquele ano impediu a descida da Serra, e a família obrigou-se a ficar em Lages.

O pai era caminhoneiro e o dinheiro era curto. Assim, ainda garoto, Jair começou a trabalhar transportando lenhas e vendendo doces, picolés e alface para ajudar no sustento da casa.

No início da década de 80 o pai abriu um bar na esquina da Rua Fausto de Souza com a Avenida Belizário Ramos, às margens do Rio Carahá, na subida de acesso ao Bairro Morro do Posto.

Só que, na mesma época, havia um outro bar exatamente em frente. Era o Bar do Gordo, construído em 1982 e cujo proprietário, de apelido Gordo, morreu em 1984.

No ano seguinte, Jair conheceu a filha de Gordo, com quem namorou e casou em 1987 e tem três filhos.

Assim, passou a administrar o bar do sogro falecido. Detalhe: fazendo concorrência com o próprio pai.

Uns dois anos depois, o pai fechou o bar dele, e Jair ficou sozinho na famosa esquina. Daquela época, o Bar do Gordo é um dos poucos ainda existentes na cidade.

Por lá, todo santo dia, passam homens e mulheres das mais diversas classes sociais. Sem discriminação, sem brigas.

Uma mesa de sinuca, duas ou três mesas para jogar cartas, uma churrasqueira elétrica – a famosa TV de cachorro -, uma máquina onde se colocam notas de dinheiro para ouvir músicas e dois televisores para assistir jogos de futebol são os principais atrativos do bar.

Além, é claro, da simpatia e do bom atendimento de Jair.

Fanático pelo Inter de Porto Alegre, Jair não tem preconceitos com os outros times, tanto que nas paredes do bar estão pintados, além do Inter, os símbolos do Grêmio (pela grande torcida gremista em Lages), do Flamengo (em homenagem à mulher) e do Figueirense (a pedido de um amigo).

Jair é tão gente boa que muitas vezes guia caminhoneiros de outras cidades até certos pontos da cidade.

Fisicamente, o Bar do Gordo não tem nada de mais. É um bar simples como outro qualquer. Mas a simpatia e o bom humor de Jair fazem do local a segunda casa de muita gente.

Continua…

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Jogo rápido sobre Lages

29 de novembro de 2010 0

Jair Gonçalves: "No futuro imagino Lages uma cidade moderna, cheia de tecnologia. Já o Bar do Gordo vai acabar quando eu morrer". Foto: Alan Pedro

* DIÁRIO CATARINENSE – O que o senhor mais gosta de Lages?

JAIR – Do povo humilde, amigo e sem preconceitos.

* DC – O que precisa melhorar em Lages?

JAIR – O respeito no trânsito, tanto por parte de motoristas como pedestres. Já vi muitos acidentes, inclusive com morte de amigo, aqui na frente do meu bar. E isso precisa ter um fim.

* DC – O que o senhor levaria de Lages para outros lugares?

JAIR – A Festa Nacional do Pinhão e o tradicionalismo.

* DC – Algo inesquecível que o senhor tenha vivido ou presenciado em Lages?

JAIR – Em 1985 fui fazer a minha primeira carteira de motorista para caminhão, e o rapaz que iria aplicar a prova duvidou que fosse para mim por eu ser baixinho. Isso me marcou muito. Também a eleição do meu amigo Valentim Elisboa Anacleto, o Tozzo, para vereador na eleição de 1996, e o título mundial do meu Inter, em 2006.

* DC – Como o senhor imagina Lages aos 300 anos?

JAIR – Uma cidade moderna, cheia de tecnologia. Já o Bar do Gordo vai acabar quando eu morrer.

* DC – Três pessoas que, nestes 244 anos, representaram ou ainda representam muito bem o nome de Lages?

JAIR – Raimundo Colombo (governador eleito), Wilson Graupner (amigo de Jair e proprietário do Jornal O Momento) e o vereador Valentim Elisboa Anacleto, o Tozzo (que morreu em 17 de dezembro de 2001, quando exercia o seu segundo mandato consecutivo).

* Jair Gonçalves foi o quinto de 10 personagens que entrevistamos para o caderno especial sobre os 244 anos de Lages, publicado no Diário Catarinense de segunda-feira, 22.

Aqui pelo Diário da Serra já passaram o médico Celso Anderson de Souza, o ex-prefeito e ex-senador Dirceu Carneiro, o bispo Dom Oneres Marchiori e o empresário Emilio Binotto.

O próximo será Juarez Furtado que, como prefeito, foi o criador da Festa do Pinhão, em 1973.

Para acessar todos os entrevistados, clique na categoria “244 anos”, na coluna da direita do blog.

E para deixar uma mensagem para Lages, clique aqui e acesse um mural de recados com fotos da cidade no site do Diário Catarinense.

Pablo Gomes, Lages

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De brincadeira de criança a competição

26 de novembro de 2010 0

Em setembro do ano passado, Ponte Alta sediou a sua 1ª Fórmula Rolimã. Foto: Alvarélio Kurossu

Uma brincadeira de criança que inevitavelmente proporciona tombos, tênis furados, chinelos gastos, calças rasgadas e joelhos esfolados aos poucos vai se tornando coisa séria.

Os carrinhos de rolimã ainda são utilizados para a diversão, mas tem gente que vai além e põe os “brutos” nas pistas de corrida.

Neste domingo, dia 28, Lages vai receber o 1º Grande Prêmio Serrano de Rolamento. Este tipo de competição não é novidade em Santa Catarina.

Outras cidades como Ponte Alta, Campos Novos e Palhoça já promoveram eventos do gênero.

Em Lages, as disputas ocorrerão a partir das 10h, na Avenida Presidente Vargas, na descida para o Bairro da Penha. As provas serão divididas nas categorias Sub 15, Livre e Master.

As inscrições podem ser realizadas na Agência Carlos Joffre (Rádio Clube AM) e no dia do evento. Será cobrada uma taxa de R$ 20 mais um quilo de alimento não perecível por carrinho.

Menores de 18 anos só poderão competir com autorização dos pais ou responsáveis. Serão permitidos apenas carrinhos com rodas de rolamento, sem qualquer tipo de revestimento ou capa.

Cada carrinho deverá ter, no máximo, 1,8 metro de comprimento e 90 centímetros de largura.
Não será permitido nenhum sistema de propulsão (empurrar) durante as provas. Será obrigatório o uso de encosto nos carrinhos, com inclinação livre, e de capacete.

Este acessório de segurança deve ser levado pelo competidor, pois não será fornecido pela organização.

Também deve haver nos carrinhos um espaço de 20 cm x 20 cm para que seja afixado o número do competidor.

O freio dos carrinhos é opcional, mas é recomendado o uso de freio de mão. Em caso de chuva o evento será transferido para o domingo seguinte, dia 5 de dezembro.

SERVIÇO

* 1º Grande Prêmio Serrano de Rolamento;

* Domingo, dia 28 de novembro, a partir das 10h;

* Avenida Presidente Vargas, descida para o Bairro da Penha;

* Inscrições a R$ 20 mais um quilo de alimento não perecível na Agência Carlos Joffre (Rádio Clube AM) e no local do evento, das 7h às 10h de domingo;

* Categorias Sub 15 (até 15 anos completos em 2010), Livre (todas as idades) e Master (maiores de 40 anos completos ou a completar em 2010).

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Exército descarta a ida de militares lageanos para atuar na guerra contra os traficantes do Rio de Janeiro

26 de novembro de 2010 1

Há quatro anos militares do 10º Batalhão de Engenharia de Construção do Exército Brasileiro, sediado em Lages, são enviados ao Haiti para integrar as tropas de paz da Organização das Nações Unidas (ONU). Foto: Guto Kuerten, 15/09/2006

Está descartada a ida de militares lageanos para integrar as forças do Exército Brasileiro na guerra contra os traficantes do Rio de Janeiro.

A garantia é do coronel Carlos Hassler, comandante do 10º Batalhão de Engenharia de Construção, sediado em Lages, na Serra Catarinense.

A hipótese chegou a ser cogitada depois que o Exército anunciou que enviaria 800 homens ao Rio de Janeiro, e como há quatro anos o 10º BEC envia seus militares ao Haiti, onde integram as tropas de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), surgiram rumores de que alguns deles poderiam estar a caminho da capital fluminense.

Apenas boatos, garante o coronel Hassler. Ele lembra que o 10º BEC é um batalhão de engenharia de construção, que atua na retaguarda, e não de engenharia de combate, que tem um contato mais próximo com o inimigo.

_ As tropas de engenharia de combate têm equipamentos e treinamentos diferentes dos nossos. Se algum batalhão de engenharia precisa ir para o Rio de Janeiro nestas circunstâncias é de combate, mas não de construção.

O coronel Hassler lembra que no próprio Estado do Rio de Janeiro existem batalhões de Engenharia de Combate. Em Santa Catarina existe uma unidade, o 5º Batalhão, na cidade de Porto União.

Pablo Gomes, Lages

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Sucesso na empresa e nas pistas

26 de novembro de 2010 0

Emilio Binotto construiu um gigantesco patrimônio e agora dedica-se aos arrancadões de caminhão. Foto: Alan Pedro

Tudo começou em 1959 com um “Fenemê” zerinho comprado em Petrópolis (RJ) para carregar madeira.

Meio século depois, são mais de 1,3 mil caminhões que rodam o Brasil inteiro transportando de tudo. E um destes veículos e seu motorista são especiais.

Emilio Binotto, de 78 anos, construiu na década de 60 uma estrutura que só cresce e o destaca no ramo de transportadoras.

Hoje com 2,8 mil funcionários diretos e outros três mil indiretos, mais de 1,3 mil caminhões e 1,1 mil máquinas e equipamentos florestais próprios, a Binotto S/A tem um patrimônio avaliado em cerca de R$ 350 milhões, condição que a colocou, conforme levantamento feito em 2007 pela revista Quatro Rodas, como a segunda maior transportadora do Brasil.

Nascido em 19 de maio de 1932, em Erechim (RS), Binotto conheceu o Brasil inteiro em 20 anos como caminhoneiro, de 1950 a 1970.

Em todo este tempo, sofreu um único acidente de trânsito. Por culpa da imprudência de outro motorista, Binotto acabou tombando o caminhão na Via Dutra, em São José dos Campos (SP), mas sem gravidade.

Já uma viagem inesquecível foi a Carolina, no Maranhão, onde se deparou com belíssimas cachoeiras, em especial a da Pedra Caída.

Em 1983, instala-se definitivamente em Lages para tocar a sua empresa. Há aproximadamente 10 anos deixou a administração para os filhos e passou a dar mais atenção à sua vida própria, ainda que sem nunca parar de trabalhar.

Antes, Emilio gostava muito de caçar, mas há uns quatro anos uma nova paixão surgiu em sua vida: o arrancadão de caminhões.

Guapo, um Volkswagen 2002 que foi tirado da frota da empresa após um acidente, passou a ser o novo “brinquedinho” de Binotto.

Com um motor devidamente preparado e 900 cavalos de potência, a máquina pode atingir nada menos que 200 quilômetros por hora em uma reta de 800 metros.

Vovô entre os corredores, Binotto participa de competições em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, e com frequência sobe ao pódio ao lado de garotos com idades para serem seus netos.

Quando não está na empresa ou nas pistas de arrancadão, Binotto gosta também de passear e acampar com a mulher em um motor home que é um apartamento completo.

Para aguentar tanto pique aos 78 anos, duas horas de academia por dia e uma vida saudável.
Casado há 53 anos, com quatro filhos, sete netos e dois bisnetos, Binotto não tem um time de futebol do coração e não sabe cozinhar.

Mas garante ser um bom churrasqueiro, lê de tudo, assiste filmes de faroeste e procura ser a cada dia mais jovem.

Continua…

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Jogo rápido sobre Lages

26 de novembro de 2010 0

Emilio Binotto: "Procuro ser agradável com as pessoas, até porque vim do nada, e não é agora que eu vou ser diferente". Foto: Alan Pedro

* DIÁRIO CATARINENSE – O que o senhor mais gosta de Lages?

EMILIO BINOTTO – Gosto do povo amigo. Nunca me encrenquei com ninguém. Procuro ser agradável com as pessoas, até porque vim do nada, e não é agora que eu vou ser diferente. Também gosto muito dos momentos de lazer ao lado da família e dos funcionários da empresa.

* DC – O que precisa melhorar em Lages?

BINOTTO – A educação no trânsito e o respeito ao próximo, principalmente com os idosos e deficientes.

* DC – O que o senhor levaria de Lages para outros lugares?

BINOTTO – Levaria a bondade, a humildade e a simplicidade do povo. Também levaria os jardins e a limpeza da cidade.

* DC – Algo inesquecível que o senhor tenha vivido ou presenciado em Lages?

BINOTTO – Os nascimentos dos meus sete netos e dos dois bisnetos.

* DC – Como o senhor imagina Lages aos 300 anos?

BINOTTO – Do jeito que está indo, imagino uma cidade boa. A partir de agora, com o governador aqui de Lages, tenho muita esperança.

* DC – Três pessoas que, nestes 244 anos, representaram ou ainda representam muito bem o nome de Lages?

BINOTTO – Padre David Bruno Goedert (pároco da Catedral), Raimundo Colombo e Luiz Henrique da Silveira (ex-governador do Estado que, apesar de não ser lageano, Emilio Binotto acredita que fez muito por Lages).

* Emilio Binotto foi o quarto de 10 personagens que entrevistamos para o caderno especial sobre os 244 anos de Lages, publicado no Diário Catarinense de segunda-feira, 22.

Aqui pelo Diário da Serra já passaram o médico Celso Anderson de Souza, o ex-prefeito e ex-senador Dirceu Carneiro e o bispo Dom Oneres Marchiori.

O próximo será Jair Gonçalves, proprietário do Bar do Gordo, um dos mais tradicionais da cidade.

Para acessar todos os entrevistados, clique na categoria “244 anos”, na coluna da direita do blog.

E para deixar uma mensagem para Lages, clique aqui e acesse um mural de recados com fotos da cidade no site do Diário Catarinense.

Pablo Gomes, Lages

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Fé inabalável há 60 anos

25 de novembro de 2010 0

Em fevereiro deste ano, Dom Oneres Marchiori completou meio século de ordenação. Foto: Pablo Gomes

Nascido em 2 de maio de 1933, em Carazinho (RS), ele ainda era um garotão quando chegou a Lages, em 1950, com o sonho de ser padre.

Ficou quatro anos no seminário, voltou para o Rio Grande do Sul para cursar faculdade de Filosofia e foi para Roma, na Itália, onde ficou mais quatro estudando Teologia e conseguiu realizar o grande sonho iniciado 10 anos antes, aqui em Lages.

Já como padre, Oneres Marchiori foi professor no seminário de Lages por seis anos e, por uma década, foi coordenador pastoral da Diocese.

Em 17 de abril de 1977, Oneres Marchiori vive um momento muito especial e é ordenado bispo pelo Papa Paulo VI.

Dom Oneres assume como bispo de Caçador, onde fica até 1983, e volta em definitivo para Lages como bispo coadjutor (sucessor nomeado) do titular Dom Honorato Piazzera.

Até que, em 17 de fevereiro de 1987, assume a Diocese de Lages. Foram 23 anos e 11 dias de atuação como bispo titular até 28 de fevereiro deste ano, quando entregou o cargo a Dom Irineu Andreassa, de 60 anos e vindo do estado de São Paulo.

Atualmente com 77 anos de idade, Dom Oneres é bispo emérito (aposentado), sem responsabilidade sobre a Diocese de Lages, mas continua envolvido com os movimentos da igreja católica, faz pregação de retiros, palestras, preside a Cáritas Diocesana, é membro do Pontifício Conselho Para a Unidade dos Cristãos no Vaticano e do Conselho de Desenvolvimento Regional, a convite do ex-governador Luiz Henrique da Silveira.

Com sua aposentadoria, Dom Oneres poderia ir embora de Lages, já que não tem mais compromissos com a Diocese.

Poderia, por exemplo, morar em Passo Fundo (RS), onde vivem os irmãos que insistiram que ele fosse para lá. Poderia também ir para o Litoral.

Mas nenhum lugar faz Dom Oneres tão feliz como Lages. E é na cidade que o acolheu há 60 anos que ele quer passar o resto da vida.

_ Árvore velha não se muda. Ela morre. Não posso sair de Lages. Conheço toda a região, meu círculo de amizades é muito grande, as pessoas até me param na rua para pedir bênção e se confessar. É aqui que vou continuar vivendo.

Jogador de futebol quando jovem, Dom Oneres é torcedor do Internacional. O de Porto Alegre e o de Lages, tanto que estava no estádio quando o Colorado Lageano foi campeão estadual em 1965.

Comedor de churrasco, ouvinte de música clássica e sertaneja, leitor de história – ele pensa em fazer faculdade de História – e com gosto por filmes de bang-bang, Dom Oneres passa horas contando acontecimentos e dando uma aula sobre o passado e o futuro de Lages.

Continua…

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