Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de dezembro 2010

A Beatlemania invade Lages

31 de dezembro de 2010 0

The Beatles Cover. Fotos: Vani Boza

O Cover dos Beatles, da Argentina, está em Lages e fará hoje o show da virada.

Os fãs dos garotos de Liverpool podem matar a saudade da banda que mudou os anos 60 e trouxe tendências de moda, estilo e música.

Simpáticos e sorridentes, os quatro argentinos que dão vida ao inesquecível grupo mostram-se ansiosos pelo show, que será o segundo feito por eles em Lages.

O revellion promete ser regado de muito rock no Mirhante Centro de Eventos.

Vani Boza, Lages.

Bookmark and Share

Feliz Ano Novo?

31 de dezembro de 2010 0

Andando para o trabalho chutei uma pedra – sempre chuto pedras. Ela rolou e foi para perto de um homem que atravessava a rua. Ele olhou a pedra, olhou para mim, com cara de poucos amigos.

Eu baixei a cabeça, senti medo dele. Pareceu não gostar da pedra indo em sua direção.

A pedra parou. Quando ergui a cabeça ele olhou e disse: Feliz Ano Novo!

Congelei. Descongelei em seguida para dizer, envergonhada: Igualmente.

Ele seguiu pelo outro lado da rua e eu continuei rumo ao meu trabalho. Foi o primeiro voto de Feliz Ano Novo que recebi. De alguém que, no primeiro momento, senti medo.

É nisso que dá conviver com tanta violência. Acabamos não deixando nem o espírito de um novo ano nos tocar.

Esse homem que me fez sentir medo, foi a pessoa que alegrou a manhã do meu último dia de 2010. Ele me fez sorrir e acreditar que o mundo ainda tem jeito e que ainda podemos desejar um Feliz Ano Novo.

Que o dele, o seu, o meu e o de todo mundo seja um ótimo ano. E que saibamos olhar para as pessoas com mais humanidade e amor.

Que venha 2011!

Vani Boza, Lages.

Bookmark and Share

Simpatia para o Ano Novo

31 de dezembro de 2010 0

Simpatia para o Ano Novo. Foto: Vani Boza

Na Avenida Belizário Ramos, esquina com a Dom Pedro II, em Lages, um terreno baldio é ocupado por uma espécie de ‘macumba’.

Um tecido rosado sob um prato branco com balas.

Último dia do ano. Quem sabe uma simpatia para começar 2011 com tudo de bom. Um doce Ano Novo.

Quem passa por ali, para, observa com curiosidade e segue. Ninguém ousa tocar na simpatia. Sinal de respeito ou medo talvez.

O fato é que alguém acreditou, ou no Ano Novo, ou em alguma outra coisa que deseja e ali, nesse terreno depositou a sua fé.

E se assim realmente for: boa sorte!

Vani Boza, Lages.

Bookmark and Share

Prédio abandonado chama a atenção

30 de dezembro de 2010 0

Prédio abandonado. Foto: Vani Boza

Na Avenida Belizário Ramos, em Lages (SC), um prédio abandonado chama a atenção de quem passa.

A construção parece abandonada há tempo e não tem indícios de ter sido habitada ou utilizada para qualquer tipo de atividade.

O mato tomou conta da fachada e pode-se observar trapos de roupa, calçados, garrafas de plástico e vidro, provavelmente deixados por moradores de rua, que utilizam o local para dormir e se protegerem da chuva.

A situação desagradável, além de ser negativa para a estética da avenida, tornou-se também um acumulador de lixo, o que pode trazer riscos para quem tiver contato com o local.

Vani Boza, Lages.

Bookmark and Share

Um alô do Diário da Serra

29 de dezembro de 2010 0

Então, amigos, mais um ano chega ao fim.

Estou entrando em férias e volto ao trabalho no início de fevereiro.

Até lá, nossa nova colega do Diário da Serra, a jornalista Vani Boza, dará conta tanto do DC quanto do blog.

Muitíssimo obrigado pelo excelente 2010 e um ano novo 2011 vezes melhor!

Pablo Gomes, Lages

Bookmark and Share

Vida após o vício

29 de dezembro de 2010 0

As circunstâncias que levam uma pessoa a usar drogas são diversas, mas geralmente estão ligadas à curiosidade, às más influências e à tentativa de manter-se em um grupo ou de provar algo que acredita ser necessário, como não ser “careta”.

Só que em muitos casos essa demonstração de “força” acaba em vício, em desespero e tragédia, e voltar atrás é bem difícil.

Anderson, Gilson e Renato entraram nessa barca furada, perderam muita coisa boa na vida e quase morreram.

Mas procuraram ajuda a tempo, tiveram o apoio incondicional das famílias, estão em recuperação e voltaram a sentir prazer na vida.

_ Se o dependente aderir, a família apoiar e o tratamento for bem feito, a chance de recuperação é bem grande. Só que mesmo após vários anos sem usar nada, ele não pode achar que está curado. É preciso mudar hábitos e pessoas em relação a quando tinha o vício, manter a espiritualidade e participar sempre de grupos de apoio. É uma manutenção diária pelo resto da vida _, diz a psicóloga Tatiane Goulart Corrêa, do Centro de Recuperação Nossa Senhora Aparecida (Crensa), entidade que há 12 anos trabalha com dependentes químicos em Lages.

Anderson, Gilson e Renato têm consciência da complexidade deste processo e estão dispostos a tudo para ficar bem longe dos traumas de um passado recente.

Hoje, eles vivem bem, sorriem, se ajudam e fazem planos. Conheça um pouco da história de cada um e o que eles esperam de 2011, já que “só por hoje” é o dia mais feliz da vida deles.

Continua…

Bookmark and Share

Da overdose à universidade e maternidade

29 de dezembro de 2010 1

Anderson esteve bem perto da morte, e hoje é um cara feliz. Foto: Pablo Gomes

Anderson Machado, de 33 anos, começou com 15 a cheirar cola e benzina. Em seguida começou a beber, a ponto de levar litros de cachaça para a escola e faltar aulas para se embriagar. Depois veio a maconha e, por fim, a cocaína.

Para o então adolescente Anderson tudo era motivo para beber e se drogar. Mentiras e até pequenos furtos na própria casa a fim de conseguir dinheiro para comprar droga eram comuns.

Certa vez, escondeu o carro e mentiu para o pai que o veículo estava empenhado junto a um traficante devido a uma suposta dívida de R$ 1 mil.

O pai deu o dinheiro para recuperar o carro, e Anderson gastou tudo com drogas em apenas dois dias.

Numa madrugada sob efeito de drogas, Anderson chegou ao ponto de praticamente espancar o próprio filho, então com apenas um aninho de vida, porque o bebê chorava.

Durante um ano Anderson vestiu as mesmas roupas e, no Natal, usava o seu dinheiro para se drogar em vez de comprar um presente para o filho.

Em 2002, após três dias consecutivos usando cocaína, Anderson teve uma overdose. Ao acordar e ver que a mãe chorava desesperada e dizia “meu filho, você está morrendo”, Anderson também achou que iria morrer e pediu ajuda.

Ficou cinco meses internado em uma clínica psiquiátrica, sofreu um derrame cerebral atribuído pelos médicos ao uso excessivo de substâncias tóxicas, depois procurou o Crensa e começou a sua recuperação.

Agora, Anderson está há sete anos e dez meses “limpo”. Há seis anos casou com uma dependente química em recuperação, pelo segundo ano é monitor no Crensa e em 2011 pretende voltar para a faculdade de Educação Física, abandonada quando usava drogas, e dar um filho à sua mulher.

_ Eu pedi ajuda quando vi que ia morrer. A minha família, que tanto chorou e sofreu ao me ver drogado, nunca me abandonou e hoje tem orgulho de mim. Hoje eu sou um cara muito feliz.

Continua…

Bookmark and Share

Casamento e carteira da OAB em 2011

29 de dezembro de 2010 0

Formado em Direito, Gilson quer agora entrar para a Ordem dos Advogados do Brasil. Foto: Pablo Gomes

Gilson Pedro Rodrigues, de 31 anos, começou a beber com 14, a fumar maconha com 16 e a cheirar cocaína com 18.

Na época, morava em Porto União, no Norte do Estado, e começou a desfalcar o caixa da agência dos Correios, de quem a mãe tinha franquia no município. Os desvios chegavam a R$ 100 por dia, tudo para consumir drogas.

Depois que a família descobriu, Gilson ficou três meses sem usar nada, mas não resistiu. Aprovado no vestibular de Direito, foi estudar em Balneário Camboriú, onde morava e trabalhava com um irmão.

No primeiro semestre do curso, nada de drogas. Mas depois que ficou morando sozinho, nova recaída. Mesmo assim, Gilson conseguiu se formar em dezembro de 2003.

Até que foi viver em Correia Pinto, na Serra, para trabalhar na madeireira do pai. Foi quando conheceu o crack, chegando a gastar R$ 1 mil em um só dia com a droga.

A rotina sob o efeito do crack consumia Gilson, e ele não conseguia mais trabalhar, não comia, não dormia e via cada vez mais a sua vida ser destruída.

Uma internação de 28 dias em uma clínica em Curitiba (PR) não foi suficiente para tirar Gilson das drogas.

Até que no dia 29 de janeiro de 2007, após ser flagrado dormindo no banheiro da empresa, o jovem foi para o Crensa.

Recebeu todo o apoio da namorada Julia e da família e, desde então, nunca mais usou nada. Hoje, Gilson se emociona ao dizer que reconquistou a confiança de todos e que pelo terceiro Natal consecutivo foi o Papai Noel da família.

Em 2011 Gilson vai casar com Julia, que em nenhum momento desistiu dele, vai continuar a faculdade de Ciências Contábeis, iniciada no segundo semestre de 2010, e vai realizar a prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

_ O dependente químico não pode ser orgulhoso, deve aceitar ajuda e precisa do apoio da família. Já a família tem que ser consciente, tem que conhecer o problema e não pode desistir. Minha vida é muito mais feliz. Mas eu sei que não estou curado e por isso carrego sempre comigo a minha lata de lixo. Às vezes eu a abro para ver o que eu fiz de errado, e sei que não quero voltar para lá.

Continua…

Bookmark and Share

Dedicação aos estudos e aos dependentes

29 de dezembro de 2010 0

Renato cuida da árvore que leva o seu nome no Crensa: "essa árvore representa o meu renascimento, a minha vitória. Eu estava morto e voltei para a vida. Enterrei aqui aquele cara que se drogava". Foto: Pablo Gomes

Renato Júnior, de 32 anos, começou a beber com 14, a fumar maconha com 16 e a cheirar cocaína com 17.

O efeito das drogas era tão devastador em sua vida que ele não queria saber de nada. Ficou três anos sem estudar, foi preso três vezes por posse, perdeu o emprego de office-boy, a namorada e a confiança da família. Pior que tudo isso: Renato perdeu a alegria de viver.

Ele nunca chegou a roubar, mas vendia suas próprias roupas e mentia muito para conseguir dinheiro.

A droga mandava na vida de Renato, e mesmo quando ele não queria usar, uma “força”, definida por ele como um demônio, o levava a consumir a cocaína.

Até que, na manhã de 17 de janeiro de 2002, quando tinha 23 anos, após dois dias inteiros cheirando, Renato teve um princípio de overdose e quase morreu.

Ele estava sozinho em casa, e no dia seguinte pediu ajuda à família. Renato foi levado para o Crensa, onde aprendeu que nada valeu a pena e onde a esperança começou a voltar.

Exatamente seis meses após a sua internação, Renato saiu da instituição bem melhor do que antes, apenas com o vício do cigarro, do qual conseguiu se livrar há um ano e meio.

A partir da sua recuperação, Renato evita sair sozinho e procura sempre ter alguém também em recuperação ao seu lado para que um possa cuidar do outro, pois sabe que é impotente perante a droga. Atualmente ele é monitor no Crensa, onde cuida de uma árvore batizada com o seu nome.

_ Essa árvore representa o meu renascimento, a minha vitória. Eu estava morto e voltei para a vida. Enterrei aqui aquele cara que se drogava.

Hoje Renato está feliz. Casado há cinco anos com uma dependente química em recuperação que ele conheceu em um grupo de apoio, recuperou praticamente tudo o que perdeu, tem carro e apartamento próprios, tem a confiança da família e uma grande vontade de viver.

Em 2011 Renato vai se dedicar à faculdade de Direito que começou em 2009 e vai continuar a cumprir a sua missão de ajudar os dependentes químicos que, como ele, precisam de apoio e confiança para conseguir a recuperação.

_ Quando eu mais precisei, alguém me deu a mão. Quero retribuir todo o bem que recebi.

Pablo Gomes, Lages

Bookmark and Share

Curto e grosso!

29 de dezembro de 2010 0

E pensar que é necessário deixar um recado na parede para que muitos mantenham a limpeza de um banheiro utilizado por várias pessoas... Foto: Pablo Gomes

Frase escrita na parede do banheiro de um ginásio de esportes, em Lages, é um recado mais que direto a quem não é muito chegado a limpeza.

Perfeito!

Pablo Gomes, Lages

Bookmark and Share