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Condenada, mas livre

25 de fevereiro de 2011 0

Cristiane comemorou a sentença com a família. Foto: Pablo Gomes

Condenada por homicídio de sua filha de 10 meses, mas livre para voltar para casa. Foi como terminou a noite de quinta-feira para Cristiane Lima Costa, de 30 anos.

Após 10 horas de júri popular, ela ainda foi inocentada por outro crime: a tentativa de assassinato de sua outra filha, de sete anos.

Cristiane pegou 18 anos e oito meses de prisão. Mas como foi considerada semiimputável (parcialmente responsável pelos seus atos), sua pena foi reduzida em dois terços — caiu para seis anos e dois meses.

Mesmo assim, a mulher que passou sete meses na cadeia, poderá dormir em casa. Ela terá que cumprir uma rotina de avaliações psiquiátricas, que vão durar de um a três anos. Depois desse período, dependendo da avaliação médica, ela pode ir para a cadeia.

Conforme a denúncia do Ministério Público, Cristiane, após ter dado uma mamadeira de leite à pequena Camila, de 10 meses de vida, teria colocado a menina sobre a cama e apertado o pescoço dela até matá-la.

Logo depois, teria enrolado um cordão de nylon ao pescoço da filha mais velha, para asfixiá-la. Em seguida, pegou uma faca para cravar no próprio peito, mas foi contida pelo irmão.

Composto por sete jurados — cinco homens e duas mulheres —, o júri popular começou às 10h desta quinta-feira.

Poucas pessoas acompanharam o evento. Todas as seis testemunhas garantiram não terem visto sinais de agressão no corpo da menina mais velha, nem mesmo no pescoço, onde supostamente Cristiane teria enrolado o fio de nylon a fim de praticar o homicídio.

Todas disseram que ela e a menina têm um relacionamento muito afetivo e que a pequena conta os dias para visitar a mãe no presídio.

Por estas informações, a defesa de Cristiane sustentou que ela era inocente na acusação de tentativa de homicídio.

Segundo a defesa, Cristina sofre de depressão profunda desde os 14 anos. Tanto que, antes do crime, quando tentou se matar com uma facada no peito, ela havia tentado suicídio em outras três ocasiões, ateando fogo ao seu corpo.

Além disso, Cristiane fez exames no Hospital de Custódia de Florianópolis e foi considerada semiimputável.

Segundo o advogado Clauri Olávio da Silva, até mesmo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que atendeu Camila e tentou reanimá-la no dia de sua morte, aponta que o bebê pode ter morrido ao se afogar com o leite enquanto mamava.

Pablo Gomes, Lages

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