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Posts do dia 1 abril 2011

Empresários fazem pedidos ao governador

01 de abril de 2011 0

Governador recebeu a carta das mãos do presidente da Acioc, Odivan Cargnin. Foto: Vani Boza
Governador recebeu a carta das mãos do presidente da Acioc, Odivan Cargnin. Foto: Vani Boza

Associações empresariais de 12 cidades da Serra, Meio-Oeste e Oeste de Santa Catarina estão unidas em torno de obras e ações com vistas ao desenvolvimento destas regiões.

Na noite de quinta-feira, em Lages, uma carta de reivindicações elaborada por estas entidades foi entregue ao governador Raimundo Colombo pedindo o comprometimento dele.

O documento traz cinco pontos críticos no interior do Estado: a implantação de incentivos fiscais regionais para atrair novos negócios e estimular a expansão dos existentes; a revisão e adequação do sistema de levantamento do movimento econômico gerado pelas indústrias e agroindústrias; a imediata retomada das transferências dos créditos de ICMS oriundos de operações de exportação; duplicação da BR-282 e implantação da Ferrovia Leste-Oeste.

A carta foi assinada pelos presidentes das associações empresariais de Caçador, Campos Novos, Capinzal, Chapecó, Concórdia, Curitibanos, Fraiburgo, Joaçaba, Lages, Tangará, Videira e Xanxerê.

_ Existe uma boa intenção do governo com o desenvolvimento equilibrado no Estado, e sabemos que o interior pode desenvolver em igual com outras regiões _, disse o presidente da Acioc, de Joaçaba, Odivan Cargnin.

Raimundo Colombo recebeu a carta pouco antes da palestra que proferiu na quinta à noite no Centro Serra, em Lages, e se comprometeu em fazer o que for possível.

_ O governo se associa às reivindicações e quer tratar essas regiões como elas merecem.

Pablo Gomes, Lages

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Colombo, os partidos políticos e o ingresso da palestra

01 de abril de 2011 0

Raimundo Colombo participou de jantar palestra promovido pela Acil e cujo ingresso foi R$ 100. Foto: Vani Boza
Raimundo Colombo participou de jantar palestra promovido pela Acil e cujo ingresso foi R$ 100. Foto: Vani Boza

Duas frases do governador Raimundo Colombo que chamaram a atenção no jantar palestra promovido pela Associação Empresarial de Lages (Acil), na quinta-feira à noite, no Centro Serra, em Lages:

“Sigla partidária pouco me importa, pois só os burros não percebem que a crise é geral nos partidos, que não olham para o povo. Por isso eu não mudo agora. Mudar para o mesmo?”

“O Roberto (Roberto Amaral, presidente da Acil), me perguntou quanto tempo eu ia falar, e eu disse que, com o ingresso a 100 reais, eu deveria falar umas três horas”.

Pablo Gomes, Lages

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Estão liberadas a colheita, a venda e o consumo do pinhão

01 de abril de 2011 0

Antonio Lemos da Silva vendeu três toneladas de pinhão em sua propriedade, em Painel, e lucrou R$ 3 mil no ano passado. Foto: Vani Boza
Antonio Lemos da Silva vendeu três toneladas de pinhão em sua propriedade, em Painel, e lucrou R$ 3 mil no ano passado. Foto: Vani Boza

Estão liberadas desde esta sexta-feira a colheita, a comercialização e o consumo de um dos alimentos preferidos dos catarinenses no inverno.

O pinhão das araucárias ainda não engloba uma categoria profissional organizada, mas garante o sustento de muitas famílias na Serra. E é por isso que a atenção a esta cultura e aos seus produtores é cada vez maior.

Até o ano passado, tocar no pinhão só era permitido a partir do dia 15 de abril, conforme norma do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

A regra havia sido estabelecida em 1976 com o objetivo de preservar a espécie e garantir parte da produção para os animais silvestres.

Mas devido à mobilização dos produtores catarinenses, já que em muitos lugares o pinhão amadurece até um mês antes, o prazo foi antecipado para 1º de abril por uma lei estadual.

Ao contrário das culturas tradicionais, na do pinhão não existem números oficiais sobre a produção.

Estima-se que 12 mil famílias colhem pinhão na Serra Catarinense. Destas, cerca de 30% têm a atividade como principal fonte de renda.

A produção estadual gira em torno de 10 mil toneladas por ano, sendo quase a metade só nos vizinhos municípios de Painel e Urupema, onde há araucárias em praticamente 100% do território.

A expectativa é de que na atual safra os números sejam parecidos, bem como os preços pagos aos produtores, que no ano passado oscilaram entre R$ 1 e R$ 2 o quilo.

Já para o consumidor os valores variam entre os pontos de venda, podendo chegar a R$ 5 o quilo.

Antonio Lemos da Silva, de 63 anos, e o filho Ezequiel Oliveira da Silva, 29, colhem pinhão na fazenda onde vivem, no interior de Painel.

Na safra passada eles venderam três toneladas e ganharam aproximadamente R$ 3 mil. Agora, esperam repetir o lucro.

_ O pinhão não tem custo nenhum para nós. É só subir na araucária, tirar e vender.

Continua...

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Necessidade de profissionalizar a atividade...

01 de abril de 2011 0

Santa Catarina produz cerca de 10 mil toneladas de pinhão por ano. Foto: Vani Boza
Santa Catarina produz cerca de 10 mil toneladas de pinhão por ano. Foto: Vani Boza

Só que mesmo com todos estes benefícios, a cultura do pinhão poderia ser bem mais favorável ao produtor.

Como não existem informações oficiais e nem se sabe ao certo o comportamento das araucárias entre uma safra e outra, agrônomos do Projeto Kayuvá, numa parceria entre o Centro de Ciências Agroveterinárias da Udesc (CAV), em Lages, e o Instituto Pereté, monitoram desde o ano passado 120 exemplares para obter dados como solo, tamanho, quantidade e peso das pinhas, o que pode explicar a alternância de produção das árvores.

Com isso, pretende-se profissionalizar a atividade, certificando e agregando valor ao pinhão. O manejo correto também entra na pauta, com cursos sobre como subir nas araucárias com segurança utilizando equipamentos de rapel.

Tem também um projeto encaminhado à Assembleia Legislativa que pretende isentar o pinhão do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em Santa Catarina.

Assim, será possível criar uma cooperativa, por exemplo, com capacidade de armazenar pinhão em câmaras frias - sem depender dos chamados atravessadores – e abrir as portas para a exportação, uma vez que mercados do Japão e da Rússia já demonstraram interesse em adquirir a semente.

_ Se agregar valor ao pinhão e organizar a venda, com certificação e responsabilidade social, o lucro do produtor pode aumentar 50% ou mais _, diz o professor João Fert Neto, do Departamento de Engenharia Florestal do CAV.

Continua...

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