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Com crise em hospital, Lages monta operação de emergência

27 de maio de 2011 0

Duas senhoras com problemas cardíacos esperam desde quinta-feira à tarde por vagas no hospital. FOTO: VANI BOZA

Dona Valdiva, de 74 anos, quebrou o braço e aguardava o atendimento de um ortopedista. FOTO: VANI BOZA

O que por vários meses foi uma ameaça, desde a noite de quinta-feira é uma realidade.

A emergência de um dos maiores hospitais do Estado, o Nossa Senhora dos Prazeres, em Lages, está fechada por falta de médicos.

E na ausência do setor que atendia, em média, 80 pessoas por dia, a cidade precisou improvisar em poucas horas uma estrutura que não existia.

Com a greve de aproximadamente 30 médicos da emergência desde o dia 2, os plantões ficaram restritos a um único clínico geral e, por volta das 20h de quinta-feira, sem condições técnicas e até emocionais, pois estavam cansados e estressados, os profissionais que ainda trabalhavam paralisaram as atividades, e as portas do setor foram fechadas.

Assim, já na quinta à noite, as secretarias municipal e estadual da Saúde começaram a se mobilizar para garantir um atendimento mínimo de emergência à população.

O Pronto Atendimento Municipal (PAM), mantido pela prefeitura, reforçou a equipe que normalmente conta com 10 técnicos de enfermagem, um enfermeiro e dois médicos. Uma sala foi montada no interior do prédio, no Centro da cidade, para ampliar os atendimentos.

No Hospital Tereza Ramos, mantido pelo Estado, também foi improvisada uma estrutura de emergência, já que a instituição não conta com este serviço.

Quatro especialistas – um cirurgião geral, um anestesista, um ortopedista e um neurocirurgião – ficarão de sobreaviso.

Assim, a orientação à população e às equipes de resgate é que casos clínicos, entorses, escoriações e pequenos cortes sejam encaminhados ao PAM.

Já os traumas mais graves, especialmente por acidentes de trânsito, devem ser encaminhados aos hospitais de Curitibanos, Rio do Sul e Florianópolis, que já estão orientados sobre a situação.

Uma UTI móvel do Samu de São Joaquim será deslocada para Lages e outra de Curitibanos ficará à disposição.

Devido à distância entre as cidades, alguns resgates poderão contar com o auxílio de helicópteros.

Enquanto isso, a população precisa procurar atendimento particular ou, então, ter paciência. É o caso de duas senhoras, de 67 e 68 anos e com problemas cardíacos, que chegaram ao PAM na tarde de quinta-feira e, um dia inteiro depois, ainda aguardavam vaga para internação no Hospital Tereza Ramos, já que precisariam passar antes pela emergência para serem internadas no Nossa Senhora dos Prazeres.

Quem também sofreu com a situação foi a aposentada Valdiva Fachini Wingert, de 74 anos. No início da tarde desta sexta-feira ela quebrou o braço ao cair na porta de uma agência bancária.

Levada para o Pronto Atendimento, foi medicada e teve o braço enfaixado, mas três horas depois ainda aguardava por um ortopedista.

_ É preciso mais consciência de que o problema é muito sério e a situação da saúde é precária _, disse a aposentada.

Continua…

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