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Aterro sanitário de Lages é um dos mais modernos do Brasil

29 de junho de 2011 3
Depois de ser separado do reciclável, o lixo orgânico é enterrado em camadas...

Depois de ser separado do reciclável, o lixo orgânico é enterrado em camadas...

Uma central de triagem no próprio aterro possibilita que 5% do lixo de Lages seja reciclado...

Uma central de triagem no próprio aterro possibilita que 5% do lixo de Lages seja reciclado...

Lagoa para tratamento de efluentes possibilita que o chorume volte à natureza em forma de água limpa. FOTOS: SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE DE LAGES, DIVULGAÇÃO

Lagoa para tratamento de efluentes possibilita que o chorume volte à natureza em forma de água limpa. FOTOS: SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE DE LAGES, DIVULGAÇÃO

O aterro sanitário de Lages, na Serra Catarinense, é um dos mais modernos do Brasil. O local foi inaugurado há cinco anos e proporciona, além da destinação final correta ao lixo orgânico, a reciclagem e o retorno do chorume em forma de água limpa ao meio ambiente.

Instalado na BR-282, na localidade de Índios, o aterro substitui o antigo lixão da cidade, que funcionava próximo ao aeroporto.

Hoje, segundo a secretaria municipal do Meio Ambiente, a área está recuperada, com árvores nativas e uma lagoa para tratamento do chorume.

O aterro sanitário pertence a uma empresa que presta os serviços a 14 prefeituras da região, além de supermercados, clubes e outras empresas.

Por mês, são destinados aproximadamente três mil e quinhentas toneladas de lixo ao aterro. Só o município de Lages responde por aproximadamente dois mil e trezentas toneladas.

A bióloga Ana Clarice Granzotto de Oliveira Vargas, da secretaria do Meio Ambiente, diz que o aterro foi feito para durar mais de 20 anos.

Todo o lixo que chega vai para uma central de triagem. O reciclável vai para uma cooperativa e o orgânico é enterrado em camadas.

Atualmente, cerca de 5% do lixo de Lages é reciclado, mas com a abertura de duas novas cooperativas de reciclagem, uma ainda este ano, o índice deve ficar próximo dos 20%, que é o padrão das cidades mais evoluídas do Brasil.

Por baixo, o aterro é impermeabilizado com mantas de polietileno de alta densidade, impedindo o chorume de ir para o lençol freático e nascentes e preservando o meio ambiente.

O chorume é tratado em uma lagoa de tratamento de efluentes e volta como água limpa para um córrego que a leva aos demais rios da região.

Pablo Gomes, Lages

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Comentários (3)

  • josé ernani freitas diz: 30 de junho de 2011

    A Secretaria do Meio Ambiente de Lages, merece um voto de louvor pelo tratamento dispensado ao lixo urbano,
    ainda mais, porque sabemos que no Brasil, esse tipo de ação não é nada comum, infelizmente.
    As autoridades responsáveis pela área, deveriam determinar aos municípios que estão à margem da lei, nesse
    quesito, que num período curto, regularizassem as suas situações. Pois, de pouco adianta a coleta regular do lixo,
    se não houver o seu tratamento adequado, porque as cidades podem ficar limpas o que é desejável, mas ter
    seriamente comprometido os lençóis freáticos, cursos d’água, etc.

  • ADMIRSON AMERICO LIMA diz: 30 de março de 2012

    PARABENS PELA INICIATIVA, TODOS DEVERIAMOS SEGUIR ESTE EXEMPLO !

  • Greice diz: 18 de junho de 2012

    Gostaria de saber quais foram os estudos realizados e seus respectivos autores que afirmam com tanta convicção que o antigo lixão está “totalmente recuperado”. Vocês tem essas fontes?

    Comentário do blog:

    Olá, quem faz tal afirmação é a bióloga Ana Clarice Granzotto de Oliveira Vargas, da secretaria do Meio Ambiente. Certamente o órgão deve dispor de todos os estudos. Abraços!

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