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Jovens pais de família comovidos com a fome

29 de agosto de 2011 3
Christian Muhl com a esposa, Bruna, e a filha Isabella

Christian Muhl com a esposa, Bruna, e a filha Isabella

Kleiton Muniz e  o filho Kauan

Kleiton Muniz e o filho Kauan

André dos Santos e o filho Gabriel

André dos Santos e o filho Gabriel

Os serranos que foram ao Haiti, na maioria, são jovens pais de família. O cabo Christian Muhl, de 24 anos, lembra da pequena Isabella, de apenas três, chorando antes da partida dele para o Haiti, em janeiro. Um choro de saudade. No Haiti, Christian se deparou com crianças chorando de fome.

_ É muita pobreza e desigualdade. Água vale mais que dinheiro. Lá você aprende a dar valor às pequenas coisas como um pedacinho de pão _, disse Christian na recepção desta segunda-feira, segurando um pequeno sanduíche com a filha Isabella e a mulher Bruna.

E a fome é, de fato, o que mais comove no Haiti. Com o filho Kauan, de um ano e sete meses no colo, o cabo Kleiton Muniz, 24, também disse ter voltado dando mais valor a tudo o que tem.

_ Eu repartia a marmita com os haitianos, pois não conseguia comer com tanta gente olhando.

O testemunho de Kleiton é semelhante ao do cabo André dos Santos, 38, que quando ia dar comida a alguma criança haitiana precisava protegê-la para que não fosse agredida por outra criança ou até um adulto desesperado de fome.

_ É inexplicável o dó que sentia das crianças _, disse André ao lado do filho Gabriel, de três anos.

A missão de paz da ONU no Haiti existe desde 2004 e, no âmbito militar, é chefiada pelo Brasil. O primeiro grupo do 10º BEC a integrar a força internacional embarcou em dezembro de 2006, com 34 homens. Desde então, 93 já participaram da missão.

Outros dois grupos, com contingente ainda não definido, devem partir nos próximos meses. Um possivelmente ainda este ano para integrar um batalhão de infantaria e outro no começo de 2012 para realizar os serviços de engenharia.

Pablo Gomes, Lages

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Comentários (3)

  • djoni alvinegro diz: 29 de agosto de 2011

    Experiência de vida inigualável a destes soldados.
    Alguns são contra o bolsa família no Brasil sem saber que para milhões é a unica garantia de comida em seus estômagos.

  • Jônatas diz: 30 de agosto de 2011

    Realmente um lindo trabalho desempenhado pelos militares. São os nossos heróis modernos que, deixando para trás família, conforto e comodidades, dedicam-se pelo bem da humanidade.
    Nosso reconhecimento ao competente trabalho realizado por eles! É um orgulho saber que nosso 10º BEC faz parte de um trabalho tão altruísta e social.

  • josé ernani freitas diz: 31 de agosto de 2011

    Nossos soldados voltam com um notável conhecimento de quão difícil é a vida por esse mundo afora.
    Se no Brasil, são enormes as mazelas sociais, imaginemos no Haiti. Um país paupérrimo, com alto
    nível de corrupção, vítima de terremotos avassaladores, analfabetismo, doenças, fome, etc.
    E o mais notável é que apesar dessas “pragas” todas, seu bravo povo encontra forças para ser alegre
    e hospitaleiro.
    As forças armadas brasileiras e no caso específico os jovens lageanos, não serão os mesmos, após
    tão nobre e valiosa missão – PARABÉNS!

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