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Câmara vereadores de Curitibanos e novas denúncias

26 de janeiro de 2012 0

A Câmara de Curitibanos pediu que o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) investiguem a denúncia de que dois vereadores, atualmente licenciados, teriam empréstimos consignados sendo pagos diretamente pela conta bancária do Legislativo.

Os dois vereadores, Paulo Roberto Halla e Roque Stanguerlin, têm funções, atualmente, na secretaria regional. Depois que ficou sabendo dos empréstimos, a Comissão Especial do Legislativo baixou uma recomendação comunicando MP e TCE. O pagamento dos empréstimos foram suspensos e caso seja provado que os pagamentos eram indevidos, deverá haver o ressarcimento dos valores por parte dos dois vereadores.

Segundo Stanguerlin, o que está acontecendo é um desvio de foco. Para ele, não há nada de errado com seu empréstimo, pois ele continuou pagando mesmo depois de licenciado. Stanguerlin acredita que o que estão tentando fazer é transferir o foco do sumiço do dinheiro, que segundo ele, é algo muito maior do que simples empréstimos consignados.

_ Eu emitia um cheque todo mês e pagava para a contadora da Câmara, Ana Maria Carvalho, que ficava responsável por pagar meu empréstimo. A minha parte eu fazia, se o dinheiro não chegava até a conta, aí já não sei, mas nunca deixei de pagar minha dívida _, afirmou Stanguerlin, que é pré-candidato a prefeito de Curitibanos.

Halla também se justificou dizendo que em vez de emitir cheques, ele fazia transferências mensais para a conta particular de Ana, que se responsabilizava pelo pagamento de seu empréstimo. Segundo ele, várias pessoas conferiam os pagamentos da Câmara, e se alguém falhou nisso, foram essas pessoas, que não se deram conta do que estava sendo pago indevidamente.

A fonte disse também, que a auditoria descobriu que a contadora que foi encontrada morta em frente à Câmara, Ana Maria Carvalho, assinava cheques da casa nominais a ela mesma, e que o valor desses cheques ultrapassa R$ 40 mil.

No dia 23 de dezembro do ano passado os vereadores constataram que a conta bancária da casa estava zerada e alguns pagamentos continuavam pendentes. No mesmo dia, a contadora responsável pelas finanças do Legislativo apareceu morta, o que impossibilitou aos vereadores e à comunidade saber onde foi parar o dinheiro.

A auditoria que foi contratada pela casa para investigar o caso, está trabalhando agora, também junto à Comissão Especial, formada pelos vereadores, para analisar todas as finanças do Poder Legislativo, em especial, os débitos do exercício 2011. Além disso, a Polícia Civil continua trabalhando no caso, que segundo o delegado Egídio Maciel Ferrari deverá ser finalizado nos próximos dez dias.

_ Até a próxima semana terei a definição do que aconteceu e o nome dos envolvidos. A população já está alvoroçada e tem o direito de saber o que aconteceu _, afirmou o delegado.

Vani Boza, Curitibanos

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