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Lebres e capivaras destroem plantações

27 de janeiro de 2012 1
Indacílio Farias Gonçalves já perdeu cerca de 20% da produção.

Indacílio Farias Gonçalves já perdeu cerca de 20% da produção.

Osni das Neves vai perder 40% do milho que plantou. FOTOS: VANI BOZA

Osni das Neves vai perder 40% do milho que plantou. FOTOS: VANI BOZA

Produtores de milho e melancia em Ponte Alta estão literalmente perdendo o sono por causa de duas espécies de animais. Lebres e capivaras. Elas atacam as plantações durante a noite e madrugada e destroem tudo o que vêem pela frente. Para conte-las é preciso pernoitar acordado cuidando da lavoura.

Ponte Alta é a capital da moranga está cada vez mais cultivando outros produtos. Segundo o secretário da agricultura Fredolino Hemkemaier, as chuvas constantes fazem as morangas apodrecerem e os agricultores já chegaram a perder toda plantação em alguns anos.

_ Por isso eles partiram para outras culturas, como a melancia e o milho, mas agora estão tendo prejuízos novamente _, afirma o secretario.

Na comunidade de Cerrado, Indacílio Farias Gonçalves, de 53 anos, plantou dois hectares de melancia. Com o granizo do final de novembro do ano passado, ele perdeu cerca de 10% da produção, e agora, com o ataque das lebres, cerca de 20% já está comprometida.

_ Elas comem a parte de fora, mas a fruta estraga toda, não serve mais para a venda. Mesmo ficando na lavoura à noite para cuidar, elas atacam, pois o espaço é grande demais para tantos animais _, contou o produtor.

Osni das Neves, 51 anos, cultiva milho para tratar o gado, mas dos oito hectares plantados, cerca de 60% já está perdido. Segundo Neves, as capivaras atacam em bando de cerca de 36 animais e cortam o caule da planta, que ainda nem começou a florescer.

_ No ano passado perdi 40%, mas nesse ano elas chegaram mais cedo, antes da florada, então minha perda vai ser ainda maior.

Assim como ele, José Oliveira Tobias, 45 anos, que produz milho para venda, vai perder boa parte da produção. Ele, que planta 10 hectares e colheria cerca de 60 toneladas, nesse ano vai perder 40%.
O secretário acredita que a única solução é o Ministério Público juntamente com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) permitir o abate controlado desses animais, pelo menos na época de cultivo dessas plantas.

Vani Boza, Ponte Alta

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Comentários (1)

  • josé ernani freitas diz: 29 de janeiro de 2012

    Eis aí um problema grave e de difícil solução. Em Ponte Alta, as capivaras e as lebres destruindo as plantações;
    Na região de Campo Belo, os javalis que não deixam por menos, já nos campos lageanos, o leão baio, que
    tira o sono dos pecuaristas.
    Não há não condoer-se com o drama daqueles que sofrem tamanho prejuízo, como demonstra a reportagem,
    por outro lado, está a preservação da fauna nativa e do equilíbrio ambiental e nisso está, sem dúvida, a enorme dificuldade para a equação do problema.
    Certo, no entanto, é que como está não pode ficar.

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