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Inter de Lages: a história eternizada

21 de junho de 2012 1

Mauricio Neves de Jesus e a miniatura de Zé Melo: dois heróis do Inter. Foto: Pablo Gomes

Ele ainda era um bebê quando foi levado pelo pai ao estádio pela primeira vez. Depois, nunca mais parou de ir.

O advogado e professor universitário Mauricio Neves de Jesus, de 39 anos, simboliza bem o carisma de um dos times de futebol mais queridos e tradicionais de Santa Catarina.

Com 63 anos, completados no último dia 13, o Inter de Lages conquistou a sua maior glória ao ser campeão catarinense em 1965, e atualmente amarga a sofrível terceira divisão do campeonato estadual.

Mas ainda que esteja em uma competição quase amadora, sem títulos há um tempão e sem nenhum bem material, o Inter de Lages consegue, e de forma bem intensa, manter o amor de muita gente que faz de tudo para não deixar morrer o maior patrimônio do clube: sua bela história.

Mauricio Neves de Jesus é um dos “heróis” que lutam pelo Inter. E é a partir do seu esforço que, de agora em diante, ficará mais fácil e prazeroso saber mais sobre o Leão da Serra.

Mauricio lança nesta quinta-feira, em Lages, o livro “Aquelas camisas vermelhas”, resultado de 16 anos de pesquisas, mais de 100 entrevistas e duas mil fotos que contam a história do Colorado Lageano.

O lançamento do livro ocorrerá às 19h30min, no Serrano Tênis Clube, e contará com a presença de grandes ídolos dos 63 anos do Inter, como Anacleto Oliboni e José Carlos Susin, o Zezé, campeões estaduais em 1965; Mikimba, tio de Ronaldinho Gaúcho, armador do Inter em 1978 e que hoje trabalha com reciclagem em Porto Alegre; Andrade, que jogou no Inter em 1991, passou pelo futebol europeu, defendeu a seleção brasileira em Copa América e Olimpíada e foi campeão brasileiro em 2009 como técnico do Flamengo; e José de Melo, o Zé Melo, maior artilheiro da história do Inter, com 91 gols catalogados – 178 extraoficialmente -, xodó da torcida e que será homenageado com miniaturas suas feitas com base em 1992, quando foi artilheiro do Campeonato Catarinense, com 16 gols; da Copa Santa Catarina, com 14; e do Brasil inteiro, com 31 gols.

Para o evento desta quinta-feira não haverá um traje obrigatório, mas em referência ao título do livro e em honra ao grande homenageado da noite, no caso, o Inter de Lages, o pedido é que todos compareçam com aquelas camisas vermelhas. Se não do time, qualquer outra vermelha.

Na entrevista a seguir, Mauricio fala sobre a inspiração para produzir o livro, trechos marcantes e qual o significado da obra para a história do Inter, além de comentar a atual situação do clube.

Continua…

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Comentários (1)

  • marcio b oliveira diz: 27 de setembro de 2012

    Cara, eu morei em Lages durante trinta anos, hoje com 45 anos moro em Braco do Norte SC. Acredito que na decada de 80 ate 1995 mais oumenos fui o maior frequentador do estádio Vidal Ramos, eu e meu amigo Angelo Galli que ainda mora aí.Lembro que teve uma época que o nosso querido inter ficou 2 anos sem perder e seque empatar um jogo em casa, ganhou todas, mais não conseguia ser campeão porque naquela época as arbitragens sempre favoreciam equipes maiores principalmente quando jogava fora. Que saudades de Jones, Bim, Vanusa, e o nosso querido Zé. Pena que tudo passa. Um abraco.

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