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Festa do Pinhão: déficit superior a R$ 1 milhão

27 de julho de 2012 6

Na edição deste ano, 212.603 pessoas passaram pelo Parque de Exposições Conta Dinheiro. Foto: Taina Borges, Divulgação

A 24ª Festa Nacional do Pinhão, realizada de 1º a 10 de junho deste ano, em Lages, na Serra Catarinense, teve um déficit milionário.

A prefeitura, como organizadora do evento, prefere tratar o aporte financeiro como “investimento” devido à movimentação financeira no comércio e no trade turístico local e à divulgação que a cidade ganha em âmbito nacional.

Conforme prestação de contas disponibilizada nesta sexta-feira para a imprensa, as arrecadações entre bilheteria (10% das noites com entrada paga, já que os demais 90% ficaram com os artistas), patrocínios, comercialização dos boxes, impostos e vendas dos CDs da Sapecada da Canção Nativa somaram R$ 2.096.134,44.

Já as despesas, incluindo toda a infraestrutura da festa, mídia e os shows locais e nacionais com entrada gratuita, totalizaram R$ 3.208.395,03. Assim, o déficit foi de R$ 1.112.260,59.

O público presente ao Parque de Exposições Conta Dinheiro foi de 212.603 pessoas, das quais, apenas 105.004 (49,4%) pagaram ingresso. O restante entrou de graça.

Com mais 75 mil que passaram, todas gratuitamente, pelo Recanto do Pinhão, no Calçadão da Praça João Costa, no Centro da cidade, o público total foi de 287.603 pessoas. Assim, o percentual de pagantes caiu para 36,5%.

A noite de maior público foi a de quarta-feira, 6 de junho, véspera do feriado de Corpus Christi, com três grandes shows nacionais. Na ocasião, Paula Fernandes, Victor e Leo e Michel Teló levaram 48.171 pessoas ao parque.

Foi o terceiro maior público da história da festa, perdendo apenas para um show de Victor e Leo, em 2008, e um de Luan Santana, em 2010, ambos com aproximadamente 53 mil pessoas.

A princípio, se for mantida a tradição histórica, a 25ª Festa Nacional do Pinhão ocorrerá de 24 de maio a 2 de junho de 2013, mas o calendário oficial do evento só deverá ser definido após as eleições municipais de outubro deste ano.

Pablo Gomes, Lages

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Comentários (6)

  • Elizabete Mattei Nunes diz: 27 de julho de 2012

    É UMA VERGONHA!!!!!!!!!!! COMO UMA FESTA DESSE TIPO,QUE LEVA TANTA GENTE A LAGES,PODE TER PREJUÍZO?????????????????
    ……….SERÁ QUE AS PESSOAS ENTRARAM NA FESTA DE GRAÇA?? NÃO CONSUMIRAM NADA?????????????????………. PÃO E CIRCO PARA O POVO…………….AFINAL,QUEM PAGA AS CONTAS SOMOS NÓS MESMO.
    CHEGA DE VER O NOSSO SUADO DINHEIRO INDO EMBORA PELO RALO………

  • silvio diz: 27 de julho de 2012

    Essa é boa, porque fazer esta festa? Gente Lages é uma cidade abandonada às ruas e a saúde são péssimas e eles ficam com essa conversa que a festa da prejuízo, conversa para boi dormir. Deixem de ser safados e invistam esses milhões no povo e não nos seus bolsos seus… Parem com essa festa ministério publico neles já.

  • Ana diz: 28 de julho de 2012

    E quem paga essa conta? Quando alguém perguntou se o dinheiro público poderia ser disponibilizado para isso?Poderia perguntar um milhão de coisa…mas pq?…qual a diferença, isso cansa…e os ladrões de vida…de futuro…pensam que são gente importantes…políticos sem noções do que é administrar para todos…cansa…

  • Luiz diz: 28 de julho de 2012

    Sugiro as autoridades e cidadãos não só de Lages como de toda a região da serra catarinense repensarem os conceitos sobre atratividade turística e econômica. O que está acontecendo em municípios como Campos de Jordão e Gramado (cuja vegetação tem araucária também)? Digo isso pela insistente dignificação da árvore e do pinhão assim como o exacerbado holofote sobre a ‘santificada cultura serrana’. Tudo até o momento se resume a tradicionalismo barato que recorre a atrações artísticas de massa. Essa fórmula é fácil e um tanto desgastada que somente tem servido como argumento populista de palanque as próprias autoridades políticas. Nossa região catarinense tem um potencial turístico, econômico e natural gigantesco, basta cidades como a de Lages, que servem de âncora, para fazer valer desse potencial.

  • Schell diz: 29 de julho de 2012

    Fico curioso: todos os lageados perderam mais de um milhão de reais, já que o dinheiro saiu da prefeitura; no entanto, alguns (quantos, mesmo?) poucos (hoteleiros, restaurantes e bares, em sua maioria) ganharam muito dinheiro: desse dinheiro ganhado pelos poucos, quanto resultou – efetivamente – em ISS para o município? Zero? Foi o que pensei. Quer dizer, mais uma vez – e como sempre – o povo nativo é quem paga pela festa dos de sempre. Aplaudiria se a festa fosse 100% bancada pelos “empreendedores” particulares. Sim, aqueles que faturam e lucram. Não estaria na hora de deixar de explorar o povo?

  • Névio S. Filho diz: 30 de julho de 2012

    Com certrza esta Comissão da Festa do Pinhão não demora muito e estará aparecendo no Fantástico, todos sabemos sabem que determinado integrante já está com muitas posses, quem sabe pelo seu trabalho abnegado a causa lageana.

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