As quadrilhas aliciavam mães em condições vulneráveis, como agricultoras muito pobres ou prostitutas.
As mulheres entregavam seus bebês - alguns ainda no ventre - diante da justificativa de que seriam cuidadas por abastadas famílias europeias.
Em troca, as mães recebiam um pagamento equivalente a um salário mínimo e mais dinheiro para remédios pós-parto.
Os bebês da região Sul eram os preferidos de casais estrangeiros pela sua herança genética e pele clara. Na Europa e no Oriente Médio, eram vendidos por valores entre 10 mil dólares e 40 mil dólares.
Com base nos arquivos da Justiça catarinense e paranaense, a repórter teve acesso a informações fundamentais para poder localizar mães e filhos.
A reportagem de Mônica tem um viés importante no jornalismo contemporâneo: é um dos raros casos nos quais a jornalista não contou com a colaboração policial, nem do Ministério Público e nem de qualquer outro organismo governamental.



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