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Polícia tem suspeitos de nova barbárie na Serra

14 de fevereiro de 2013 0

Marlene, de 52 anos (foto de cima) e Seraselia, 74, foram assassinadas a tiros dentro da própria casa. Fotos: Álbum de família

Menos de um mês após o assassinato de um casal de idosos em Lages, cuja autoria ainda é um mistério, outro crime que destruiu uma família chocou a Serra Catarinense. Mãe e filha foram mortas a tiros na pequena Campo Belo do Sul, cidade de oito mil habitantes e distante 50 quilômetros de Lages.

O caso é tratado como latrocínio, que é o roubo seguido de morte, e a polícia já tem pistas de quem teria praticado a barbárie. O crime ocorreu na tarde de quarta-feira, em um sítio na localidade de Morro do Chapéu, a cinco quilômetros do Centro de Campo Belo do Sul.

Ao chegar ao local, onde mora, por volta das 17h30min, Edemar Alberto Pletsch, de 64 anos, vereador eleito em outubro do ano passado e atualmente no cargo de secretário municipal da Agricultura, encontrou os corpos da mulher, Marlene Catarina Pletsch, 52, e da sogra, Seraselia Neis da Silva, 74, na cozinha da casa.

Edemar acionou a polícia imediatamente, e foi constatado que mãe e filha foram mortas com tiros na cabeça. Assim como Edemar, elas eram naturais de Não-Me-Toque, cidade de aproximadamente 16 mil habitantes, localizada no Planalto Médio do Rio Grande do Sul e distante 280 quilômetros da capital Porto Alegre. Porém, moravam há vários anos em Campo Belo do Sul.

A perícia ainda analisa com que arma os disparos foram feitos, mas já se sabe que os assassinos reviraram toda a casa e roubaram um revólver calibre 38, um relógio e uma quantia em dinheiro ainda desconhecida das carteiras das vítimas.

A delegada Camila Rizzo Andrioli assumiu o caso e diz já ter suspeitos, mas não entra em detalhes de quem e quantas pessoas seriam para não comprometer as investigações.

Ela descarta, porém, que o crime tenha sido motivado por algum tipo de desavença entre autor e vítimas, como vingança ou rixa política, e confirma o latrocínio como a principal hipótese.

Marlene e Seraselia produziam artesanatos e, quando Edemar encontrou os corpos das duas, uma máquina de costura ainda estava ligada.

Os trabalhos feitos por elas estavam espalhados por toda a casa. Uma porta lateral estava aberta, mas não foram encontrados sinais de arrombamento.

Os corpos de mãe e filha foram sepultados na tarde desta quinta-feira.

Pablo Gomes, Campo Belo do Sul,

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