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Entrevista com o vice-presidente da Ambev

24 de julho de 2013 0

A fábrica de Lages produz praticamente todas as marcas de cerveja da Ambev, com exceção da Budweiser. Em breve, a Stella Artois será feita em solo lageano. Fotos: Banco de Imagens DC

* DIÁRIO CATARINENSE: Qual é a importância da fábrica de Lages entre as 36 que a Ambev tem no Brasil?

NELSON JAMEL: Desde o projeto inicial a unidade de Lages tem um layout modular, que permite expansões sem interferências. A questão ambiental é exemplar, com 99% dos resíduos reciclados. A região tem muitos talentos e a mão-de-obra é muito qualificada. Assim, nossos resultados são excepcionais. A fábrica de Lages é especial, super moderna, inspira todos os investimentos da Ambev e serve de modelo para o mundo inteiro.

* DC: O que vai mudar na fábrica de Lages com o novo investimento?

JAMEL: Dos R$ 3 bilhões em investimentos previstos pela Ambev para este ano, R$ 140 milhões serão na fábrica de Lages. Sempre aumentamos nossas ofertas de produtos e embalagens. Estamos lançando em Lages a garrafa retornável de 300 ml, a Brahma zero álcool e logo em breve, já nesses investimentos, passaremos a produzir a Stella Artois.

* DC: Os investimentos na fábrica de Lages devem ser concluídos poucos dias antes do início da Copa do Mundo. Neste sentido, a unidade terá alguma posição estratégica para a Ambev?

JAMEL: Nosso plano de investimentos recordes não é só de aumento de capacidade, mas de oferecer mais produtos e embalagens. Em 2014 investiremos menos e produziremos mais.

* DC: Lages não tem voos regulares para São Paulo há alguns anos. Isso é empecilho para a companhia? A infraestrutura da cidade é adequada?

JAMEL: Lages nos garante captação de água e uma localização muito favorável para o mercado consumidor no Sul do Brasil. Assim, os voos são menos importantes.

* DC: Como está o mercado da cerveja no Brasil?

JAMEL: O setor de bens de consumo, no qual se inclui a cerveja, está sofrendo um pouco com a desaceleração da economia e a alta inflação dos alimentos. Mesmo assim, cresce moderadamente. O consumo médio per capita no Brasil é de 65 a 66 litros por ano. São Paulo está acima da média, e o Norte e Nordeste consomem menos.

* DC: E a Lei Seca, cada vez mais rigorosa, tem afetado o setor?

JAMEL: Interfere, mas demora. No fim de 2008 a fiscalização foi muito intensa, principalmente no Rio de Janeiro, mas demorou alguns meses para o consumidor se adaptar. E no fim, ele sempre se adapta. Nós incentivamos o consumo responsável.

Pablo Gomes, Lages

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