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Neve não é descartada, mas é difícil

18 de setembro de 2013 0

O frio que os catarinenses sentiram durante a madrugada e o amanhecer desta quarta-feira e que fez os termômetros registrarem valores negativos em pelo menos seis cidades, sendo -2,2ºC, em Urupema, o menor de todos, foi o último do inverno, mas não o último do ano.

Os meteorologistas preveem mais temperaturas baixas pela frente, só que com menos intensidade e duração. Já a neve, que deu o ar da graça com sobra em 2013, não pode ser descartada, mas as chances são cada vez menores daqui para frente.

Leandro Puchalski, da Central RBS de Meteorologia; e Gilsânia Cruz, do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia (Ciram), órgão vinculado à Epagri e responsável pela previsão oficial do tempo no Estado, destacam que algumas massas de ar polar devem entrar em SC ao longo da primavera que começa no próximo domingo, às 17h44min. Porém, terão atuação mais discreta. Formação de geada e até temperaturas negativas podem ocorrer nos pontos mais altos da Serra, o que é comum.

— Não se pode descartar uma ou outra massa, mas rápida e passageira, pois o predomínio ao longo da primavera é muito mais quente do que frio —, diz Leandro Puchalski.

Os meteorologistas preveem temperaturas baixas nos primeiros dias da primavera devido à atuação de uma massa de ar polar que entrará no Estado logo após a frente fria que deverá trazer muita chuva a todas as regiões entre esta sexta-feira e domingo.

São previstos volumes de 100 a 200 milímetros, em média, em todo o Estado. No Oeste, Sul e Norte podem ocorrer registros pontuais de até 300 milímetros, quase o dobro do esperado para o mês inteiro em um único fim de semana. Os meteorologistas alertam para os riscos de alagamentos, enchentes e deslizamentos de encostas.

Com relação à neve, que aconteceu durante 11 dias neste ano, Leandro Puchalski lembra que a previsão é feita para o curto prazo, não para uma estação inteira, mas havendo massas de ar frio, a hipótese de novas ocorrências do fenômeno não pode ser descartada. Gilsânia Cruz, por sua vez, acredita que a possibilidade de neve daqui para frente é mais difícil, pois será necessário haver a combinação de umidade e frio em camadas mais altas da atmosfera.

Sobre o inverno prestes a acabar, os dois meteorologistas concordam que foi histórico do ponto de vista da quantidade de neve, especialmente os episódios ocorridos no fim de julho, quando o fenômeno foi confirmado em pelo menos 115 dos 295 municípios catarinenses.

Leandro e Gilsânia comentam que a segunda metade da estação, principalmente o mês de agosto, foi mais frio que o padrão, com temperaturas entre 2ºC e 3ºC abaixo do esperado.

— A nevasca do fim de julho foi histórica, e o mês de agosto foi totalmente anômalo e extraordinário, com muita chuva e frio —, conclui Gilsânia Cruz.

Pablo Gomes, Urupema

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