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Erick disse que amava a mãe antes de morrer

30 de outubro de 2013 0
Ariana Branco Pereira, mãe de Erick, precisou ser consolada por parentes e amigos durante o velório do filho. Foto: PABLO GOMES

Ariana Branco Pereira, mãe de Erick, precisou ser consolada por parentes e amigos durante o velório do filho. Foto: PABLO GOMES

Enquanto lutava pela sobrevivência na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Infantil Seara do Bem, em Lages, na Serra Catarinense, depois de ter 70% do corpo queimado pelo fogo durante uma brincadeira com um amigo, as últimas palavras do pequeno Erick Pereira Melo, de quatro anos, para a mãe Ariana Branco Pereira, 24, foram “eu te amo, mamãe”. A declaração veio seguida de uma lágrima, e na manhã desta quarta-feira, uma semana após o acidente, a voz de Erick se calou e seus olhos se fecharam para sempre.

Familiares e amigos presentes no velório, realizado na capela mortuária do Bairro Guarujá, lembraram de Erick como uma criança ativa, inteligente e educada. Filho único, ele era paparicado e querido por todos que o conheciam. Afinal, era um brincalhão que adorava fazer suas traquinagens, mas sempre com obediência.

_ Ele era um anjinho, muito amado e respeitava os pais. Não tinha quem não gostasse dele _, conta a agente de saúde Franciele Alves de Melo, amiga da família.

Erick era aluno do Centro de Educação Infantil Jardim Celina, localizado no bairro de mesmo nome, onde ele morava. Atualmente, porém, não frequentava a escola para ficar em casa com a mãe, que está desempregada. E foi num desses momentos que o pior aconteceu.

O comerciante Celso Matos da Silva, tio e padrinho de Erick, lembra que pouco antes do acidente, no fim da tarde do último dia 23, Ariana chamou o menino, que estava na rua com o amigo de sete anos, para tomar um lanche. Erick pediu para brincar mais alguns minutos e, logo em seguida, a mãe ouviu os gritos desesperados do filho.

_ Ele não chegou a tomar o Nescau _, lamenta o padrinho.

Celso lembra do afilhado como uma criança dócil e saudável e que gostava de passar gel no cabelo quando se arrumava. E essa imagem jamais sairá da cabeça de Celso.

_ Trabalho de domingo a domingo e moro do outro lado da cidade, e por isso fazia um ano que não via o Erick. Esse sentimento ficará para sempre comigo.

O sepultamento do corpo de Erick ocorrerá às 11h desta quinta-feira no jazigo pertencente à família, no Cemitério da Penha, em Lages.

Pablo Gomes, Lages

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