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Chuva, frio e preço alto trazem esperança

17 de fevereiro de 2014 0
Renato de Souza Andrade, de Urupema, pretende investir em um sistema de irrigação para evitar mais prejuízos. Foto: Pablo Gomes

Renato de Souza Andrade, de Urupema, pretende investir em um sistema de irrigação para evitar mais prejuízos. Foto: Pablo Gomes

Diante da perspectiva de um quadro negativo, os produtores de maçã se amparam em alguns fatores que lhes dão esperança de uma safra nem tão desastrosa.

Com o retorno da chuva e a consequente queda das temperaturas, principalmente durante as noites na Serra, a expectativa é de que pelo menos a coloração da maçã melhore, o que pode garantir mais qualidade à fruta.

Outro ponto que pode contribuir é que, com menos maçã disponível no mercado, voltará a entrar em vigor a famosa lei da oferta e da procura e, assim, os preços devem subir.

No ano passado, o fruticultor recebeu em torno de R$ 0,60 pelo quilo da maçã e, na atual safra, o valor deve chegar a pelo menos R$ 0,80.

_ O preço mínimo ideal seria R$ 1, mas com R$ 0,80 já dá para cobrir o custo de produção, de R$ 0,50 por quilo, e minimizar o prejuízo _, diz o presidente da Amap.

E é realmente isso que os produtores esperam. Afinal, têm compromissos a honrar e planos a executar.

Renato de Souza Andrade, de 43 anos, cultiva maçã em 11,5 hectares na localidade de Fundo Doce, no interior de Urupema.

A previsão inicial dele era colher 650 toneladas, mas este número não deve passar de 400. Assim, já sabendo logo na primeira semana de colheita que terá um faturamento bem menor que o esperado, Renato será obrigado a adiar o sonho de comprar um apartamento e precisará investir em um sistema de irrigação no seu pomar, caso contrário, não vê outra alternativa.

_ Ou eu faço isso, ou eu paro de produzir maçã, porque é triste olhar para o pomar e ver que o custo foi alto para ter uma fruta com pouca qualidade.

Continua…

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