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Casal ficou três meses com os salários atrasados

19 de fevereiro de 2014 0
Alejandro Tortolero e Olga Sanchez continuam internados em hospitais da região. Foto: São Joaquim Online, Divulgação

Alejandro Tortolero e Olga Sanchez continuam internados em hospitais da região. Foto: São Joaquim Online, Divulgação

Há pouco mais de uma semana, o casal Alejandro e Olga esteve no centro das discussões em São Joaquim depois que se tornou público que os dois estavam com os salários atrasados há três meses.

No último dia 11, a reportagem do Diário Catarinense entrou em contato com Alejandro por telefone, que garantiu que ele e a mulher não paralisaram os atendimentos em nenhum momento em respeito à população e ao juramento que fizeram.

Na ocasião, Alejandro explicou que o contrato entre eles e o governo brasileiro é de três anos e prevê um salário mensal de R$ 10 mil para cada um. Mas no caso dele, os vencimentos de novembro, dezembro e janeiro só foram pagos no dia 11 de fevereiro. Olga, que estava com dezembro e janeiro atrasados, também recebeu só no mesmo dia.

Alejandro disse que os atrasos ocorreram devido a problemas relacionados às contas bancárias dele a da mulher, que foram abertas em Brasília e, depois, precisaram ser transferidas para São Joaquim.

Com o pagamento feito no dia 11 e a pendenga burocrática teoricamente solucionada pelo governo brasileiro, o casal acreditava que o problema não vai se repetir. E se por ventura ocorrer de novo, Alejandro e Olga, que se tornaram médicos há apenas quatro anos, reforçaram o compromisso com a população de São Joaquim e garantiram que iriam cumprir os seus contratos.

— O Mais Médicos é uma excelente e importante iniciativa para as pessoas mais carentes porque ficam mais perto dos médicos. Estamos sendo muito bem tratados no Brasil. O que aconteceu conosco foi um problema burocrático que poderia ter ocorrido, pois é um programa muito grande e novo —, disse Alejandro.

— Minha mulher e eu exercemos a medicina por vocação. Médico tem que cumprir o seu juramento e não pode esperar que o paciente tenha dinheiro para ser atendido. Na Venezuela nunca trabalhamos particular, só com o governo, pois acreditamos que a saúde gratuita e de qualidade é um direito do povo e um dever do Estado —, concluiu o médico venezuelano na entrevista concedida ao DC no último dia 11.

Pablo Gomes, São Joaquim

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