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Polícia suspeita que médicos venezuelanos sofreram intoxicação por gás

19 de fevereiro de 2014 0
Corpo de Bombeiros e Polícia Civil vistoriaram o apartamento na tarde desta quarta-feira em busca de vestígios. Foto: Wagner Urbano, On Jack, Divulgação

Corpo de Bombeiros e Polícia Civil vistoriaram o apartamento na tarde desta quarta-feira em busca de vestígios. Foto: Wagner Urbano, On Jack, Divulgação

A Polícia Civil de São Joaquim, na Serra Catarinense, vai instaurar um inquérito para apurar o que levou dois médicos venezuelanos que trabalham na cidade a passar mal e desmaiar no apartamento em que moram, no Centro da cidade. Na manhã desta quarta-feira, ambos precisaram ser levados às pressas para hospitais da região, onde continuam internados.

O delegado Diego Azevedo, responsável pelo caso, adianta que a primeira linha de investigação sugere uma intoxicação por gás, mas só ao fim dos trabalhos, com os resultados dos laudos médicos e da perícia, é que será possível saber o que realmente aconteceu.

No início da tarde, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil estiveram no apartamento. Num primeiro momento, não foi constatado cheiro de gás, mas os profissionais do Instituto Geral de Perícias (IGP) vasculharam o imóvel em busca de indícios que possam levar a alguma pista.

Alejandro Tortolero, de 31 anos, e Olga Sanchez, 28, são casados e chegaram a São Joaquim em novembro do ano passado por meio do programa Mais Médicos, do governo brasileiro. Ele passou a atuar no posto de saúde do Bairro Madre Paulina e, ela, na localidade de Pradinho.

Na manhã desta quarta-feira, nenhum dos dois apareceu para trabalhar. Colegas de Olga telefonaram para ela, estranharam o tom de voz e resolveram ir até o apartamento. Ao chegarem, avistaram o casal caído na sala e acionaram os bombeiros e o Samu. A porta foi aberta com uma chave reserva do proprietário do prédio e o casal foi imediatamente socorrido.

Olga estava desorientada e em estado de choque e foi conduzida ao Hospital de Caridade Sagrado Coração de Jesus, em São Joaquim. Alejandro estava inconsciente e com a pulsação bastante baixa e foi para o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, em Lages, a 80 quilômetros.

Mycchel Legnaghi, amigo do casal, foi um dos primeiros a chegar e falou com Olga ainda no apartamento. Em uma breve conversa, ela contou que na noite de terça-feira foi com o marido à academia e, em seguida, a um restaurante, onde ambos comeram bife acebolado. Então foram para casa, tomaram banho e, depois disso, ela disse não lembrar de mais nada, apenas de ter sentido uma forte dor de cabeça.

Até as 18h, Olga continuava internada no hospital de São Joaquim. A direção alegou que não vai se manifestar sobre o caso e nem permitir contato de estranhos com a paciente enquanto a Polícia Civil não concluir as investigações, mas garantiu que Olga foi bem atendida e não corre perigo. Já Alejandro continuava inconsciente, sedado e internado no hospital de Lages. Os médicos que o atendem aguardavam o resultado de exames para definir o diagnóstico.

O chefe de gabinete da prefeitura de São Joaquim, Carlos Marconi, garante que a administração municipal está dando todo o suporte necessário ao casal venezuelano e que um tutor do programa Mais Médicos irá à cidade para tomar as providências necessárias.

Continua…

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