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Idoso perde R$ 8 mil no golpe do falso sequestro

25 de março de 2014 0

A Polícia Civil abriu investigação para tentar descobrir o autor de um golpe que resultou em um prejuízo de R$ 8 mil a um idoso de Lages, na Serra Catarinense. O homem, de 60 anos, recebeu um telefonema em que um desconhecido dizia ter sequestrado o filho da vítima e, para libertá-lo, exigiu o pagamento do resgate. O idoso não resistiu à ameaça, pagou a quantia exigida e, para a polícia, é praticamente nula a chance de ele conseguir o dinheiro de volta.

O caso ocorreu no início da tarde de segunda-feira, no Bairro Penha. O homem recebeu a ligação de um celular do Rio de Janeiro e o suposto sequestrador disse que só libertaria o filho da vítima mediante o pagamento do valor exigido.

Do total, segundo o delegado José Rogério de Castro Filho, R$ 7 mil foram depositados em duas contas da agência do Itaú no Bairro Coral, em Lages, e outros R$ 1 mil em uma conta da Caixa Econômica no Rio de Janeiro.

O delegado explica que, apesar de as contas terem sido identificadas, os titulares provavelmente são pessoas que já morreram ou jamais existiram. As contas geralmente são abertas com documentos falsos por alguma pessoa que tem ligação com os criminosos autores dos telefonemas, na maioria das vezes feitos de dentro de presídios.

— Vamos verificar os nomes dos titulares das contas, enviar ofícios aos gerentes das agências, pedir imagens dos bancos para tentar identificar algum saque e fazer todo o trâmite necessário. Iremos até o fim, mas dificilmente esse tipo de caso tem solução. E quando conseguimos informações sobre os titulares das contas, na maioria das vezes constatamos que são moradores de rua, pessoas falecidas ou que nunca existiram —, diz o delegado.

Ainda na segunda-feira, uma mulher de 66 anos, moradora do Bairro Araucária, também em Lages, quase foi vítima do mesmo golpe. O suposto sequestrador exigiu um depósito de R$ 5 mil para libertar a filha, o genro e o neto da idosa, mas antes de fazer qualquer tipo de pagamento ela acionou a Polícia Militar e foi orientada a entrar em contato com a filha, constatando, em seguida, que estava tudo bem e que o telefonema era uma tentativa de golpe.

— Ao receber esse tipo de telefonema é preciso manter a calma e confirmar se a pessoa supostamente sequestrada está mesmo em poder dos criminosos. Se de fato houver o sequestro, tem que chamar a polícia imediatamente e não fazer nenhum pagamento. Aquela história de não chamar a polícia não resolve nada. A única chance é com a polícia. Aqui em Santa Catarina, 90% dos sequestros foram resolvidos —, conclui o delegado.

Pablo Gomes, Lages

 

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