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Posts de abril 2014

Sepultado o corpo de ex-prefeito de Urupema

28 de abril de 2014 0
Nelton Rogério de Souza teve intensa participação na vida política catarinense. Foto: Divulgação

Nelton Rogério de Souza teve intensa participação na vida política catarinense. Foto: Divulgação

Foi sepultado na manhã desta segunda-feira, em Urupema, na Serra Catarinense, o corpo do ex-prefeito da cidade e vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), Nelton Rogério de Souza, que morreu na manhã de domingo, no Hospital de Caridade, em Florianópolis, vítima de câncer e complicações cardiorrespiratórias.

Nelton tinha 72 anos e ocupava a vice-presidência da Faesc desde 1997. Ele nasceu em 10 de fevereiro de 1942 em Urupema, filho de Evaldo Pereira de Souza e Neci Fontanella de Souza. Casou-se com Neusa Carmem Formighieri de Souza, com quem teve duas filhas: Maria Cláudia de Souza Moia e Eloísa Cristina de Souza Santiago. Graduou-se pela Escola de Agronomia Eliseu Maciel, de Pelotas (RS).

Nelton teve intensa atividade comunitária, política e sindical. Elegeu-se prefeito de Urupema para o mandato de 1993 a 1996. Presidiu a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) no período de 1979 a 1983. Foi secretário executivo da Acaresc e presidente do Núcleo de Engenheiros Agrônomos do Vale do Rio do Peixe.

Presidiu o Conselho Paritário Produtor/Indústria do Estado de Santa Catarina (Conseleite) e foi um dos principais interlocutores do setor primário da economia barriga-verde.

Acometido de câncer na bexiga há vários anos, submetia-se a um tratamento rigoroso em Santa Catarina e, nos últimos anos, sofreu várias internações hospitalares. Mesmo assim, nunca abandonou suas funções nas instituições onde trabalhava.

* Com informações da MB Comunicação Empresarial/Organizacional.

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Inscrições para a Sapecada até a próxima segunda

16 de abril de 2014 0
Um dos maiores festivais de música da América Latina chega à 22ª edição com mais de 300 composições inscritas. Foto: Alvarélio Kurossu, junho de 2010

Um dos maiores festivais de música da América Latina chega à 22ª edição com mais de 300 composições inscritas. Foto: Alvarélio Kurossu, junho de 2010

Terminam na próxima segunda-feira, dia 21, as inscrições para a 22ª Sapecada da Canção Nativa e a 14ª Sapecada da Serra Catarinense, tradicionais festivais que ocorrem durante a Festa Nacional do Pinhão, em Lages. Neste ano, o evento será de 13 a 22 de junho, no Parque de Exposições Conta Dinheiro.

A organização das Sapecadas já recebeu mais de 300 composições até esta quarta-feira. As inscrições podem ser feitas pelo site www.festadopinhao.com/sapecada e pelos Correios ou pessoalmente na Fundação Cultural de Lages (FCL), que fará plantão durante o feriado para receber os interessados.

A triagem do material será feita nos dias 25, 26 e 27, no auditório da FCL, em encontro aberto ao público. Para cada um dos festivais serão selecionadas 16 canções com melhor pontuação. Na triagem, o júri avaliará letra, melodia e arranjo.

Durante a Festa Nacional do Pinhão também será analisada a apresentação em palco. O corpo de jurados será formado por Rogério Villagran, Maicon Oliveira, Athur Mattos, Angelo Franco, Michel Martins, Ricardo Comassetto e Diego Müller.

Os regulamentos e as canções inscritas e selecionadas para a triagem podem ser conhecidas no site www.festadopinhao.com/sapecada.

* Com informações da assessoria de comunicação da Fundação Cultural de Lages.

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Ceron e Elizeu se encontram após um ano e meio

02 de abril de 2014 0
Antonio Ceron e Elizeu Mattos, cercados pelo vereador João Chagas, se reencontraram em escola de Lages. Foto: Zé Rabelo, Divulgação

Antonio Ceron e Elizeu Mattos, cercados pelo vereador João Chagas, se reencontraram em escola de Lages. Foto: Zé Rabelo, Divulgação

Depois de serem companheiros nos governos de Luiz Henrique da Silveira e Raimundo Colombo, os ex-deputados estaduais Antonio Ceron (PSD) e Elizeu Mattos (PMDB) se enfrentaram na disputa pela prefeitura de Lages em 2012.

O clima entre eles não ficou nada agradável, até porque ambos apoiavam Colombo e, obviamente, queriam a retribuição no pleito municipal. Na campanha, que começou um tanto paz e amor, logo sobraram tiros para todos os lados.

Ceron levou o voto do governador, mas Elizeu levou a melhor na eleição. Pela mínima diferença de apenas 1.302 votos (46.583 contra 45.281), o peemedebista conquistou o direito de administrar Lages por quatro anos. E desde a eleição de 2012, não se tinha notícia de um encontro público entre Ceron e Elizeu.

O mais novo “cara a cara” ocorreu um ano e meio depois, na última terça-feira, em Lages. Ceron acompanhava a comitiva de Colombo na inauguração de um ginásio de esportes de uma escola estadual do Bairro Bela Vista e Elizeu prestigiava o evento como prefeito, até que os dois se cruzaram.

Um rápido cumprimento gentil com aperto de mãos, algumas palavras cordiais, um sorriso e, aparentemente, ficou por isso. Pelo menos em público, nenhum assunto específico foi discutido entre ambos.

Passados 18 meses da eleição, resta saber se o sentimento político e afetivo que prevaleceu entre Antonio Ceron e Elizeu Matos foi o da antiga amizade ou o da recente rivalidade.

Pablo Gomes, Lages

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Começa a colheita do pinhão em Santa Catarina

01 de abril de 2014 0
Semente da araucária terá aumento de produção. Foto: RBS TV Centro-Oeste, Reprodução

Semente da araucária terá aumento de produção. Foto: RBS TV Centro-Oeste, Reprodução

Começou nesta terça-feira e vai até o início do inverno um dos períodos mais aguardados do ano para muitas famílias catarinenses.

A colheita e a venda do pinhão já estão liberadas, e a expectativa fica por conta da produção, em queda nas últimas três safras. A atual, porém, deve marcar o retorno da normalidade e o aumento da quantidade de frutos nas araucárias.

Dados da Secretaria da Agricultura de Lages, na Serra, apontam que a média histórica por safra na região, maior produtora do Estado, é de 250 mil sacos de 50 quilos, o equivalente a 12,5 mil toneladas, ou 12,5 milhões de quilos.

Acontece que nos últimos três anos os números despencaram. Das 12,5 mil toneladas colhidas em 2011, a quantidade caiu para 10 mil em 2012 e 7,5 mil em 2013, numa redução de 40% em apenas três safras.

Já para 2014 a previsão é de que a produção volte a subir e fique em 8,75 mil toneladas, mas ainda 30% abaixo do normal. A expectativa é de que o produtor receba cerca de R$ 3 por quilo no começo da safra e R$ 5 no fim. No mercado, o preço pode até dobrar para o consumidor.

Continua…

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Amadorismo e estudos escassos na atividade

01 de abril de 2014 0

Como a atividade ligada ao pinhão ainda beira o amadorismo, os estudos e os dados relacionados ao cultivo ainda são escassos e imprecisos. Instituições como a Epagri e o Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV) da Udesc, localizado em Lages, investem em pesquisas e já têm informações relevantes.

Porém, muito ainda precisa ser descoberto, principalmente sobre os motivos que levam a produção da araucária a variar tanto de uma safra para a outra.

Alguns agrônomos acreditam que por ser a araucária uma planta nativa, que não recebe manejo e nem a interferência do homem, está sujeita à flutuação de produção.

Observações empíricas no campo indicam que a árvore passa por ciclos de aproximadamente três anos, alternando volumes altos e baixos de pinhão.

Uma das hipóteses para essa alternância é que a planta retira nutrientes do solo e a sua fisiologia regula a produção. Depois, é necessário um período estimado em três anos para a situação voltar ao normal.

— Tem também a polinização e as questões ligadas ao clima, como geadas tardias e estiagem. Nos pinheiros próximos a galpões, onde há esterco dos animais, a produção é maior porque as árvores recebem mais nutrientes. Mas são poucos os estudos que dizem exatamente o que acontece com o pinhão —, diz o agrônomo Raul Cerqueira, responsável pelo escritório da Epagri em Painel, pequeno município de 2,4 mil habitantes, distante 25 quilômetros de Lages e considerado o maior produtor do Estado, com previsão de colher 1,3 mil toneladas neste ano.

Pablo Gomes, Painel

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