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Posts na categoria "244 anos"

Pra delírio da galera

06 de dezembro de 2010 0

Zé Melo é o maior artilheiro da história do Inter de Lages, com 178 gols. Foto: Alvarélio Kurossu (julho de 2008)

_ Lá vai o craque do time com a bola dominada. Ele passa por um, passa por dois, se aproxima da área, dribla o goleiro e é gol. Goooooooooool do Internacional de Lages. E que golaço!

Não necessariamente com essa mesma narração, mas por 178 vezes a fanática torcida do Leão da Serra vibrou com um gol do maior artilheiro da história do clube.

Nos 61 anos de existência do Inter, campeão estadual de 1965, ninguém marcou mais gols que ele.
Zé Melo.

Oficialmente, José de Melo. Atacante habilidoso, rápido, oportunista e “marrento”, ele jogou em vários times do futebol brasileiro, mas foi no Colorado Lageano que viveu os seus melhores momentos.

Nascido em 19 de janeiro de 1960, em Governador Valadares (MG), Zé Melo chegou a Lages em janeiro de 1980 contratado pelo Inter junto ao Vasco da Gama, onde jogou de 1974 a 1979.

Zé ficou no Inter até 1983. Em 1990, voltou para ajudar o time a conquistar o título da Segunda Divisão e a retornar à elite, já que havia sido rebaixado em 1988.

Em 1991, com Andrade (campeão brasileiro como técnico do Flamengo no ano passado) no time, Zé Melo foi vice-artilheiro do Campeonato Catarinense, com 14 gols, e no ano seguinte foi o jogador que mais marcou na competição: 16 vezes.

Ainda em 1992, foi artilheiro também da Copa Santa Catarina, com 14 gols. Com mais um gol em um amistoso, Zé Melo terminou aquele ano com 31 gols, sendo o principal artilheiro do Brasil em competições profissionais oficiais.
De tanto balançar as redes dos adversários, Zé Melo foi contratado pelo Figueirense, onde jogou em 1993.

Em 1994, ele voltou para o Inter, encerrando a carreira no fim daquele ano. E em 2001 foi técnico do time em novo retorno à Primeira Divisão.

Entre início e encerramento de sua passagem pelo Inter, Zé Melo passou oito anos no time. Ao fim da carreira, poderia ter voltado para sua terra natal, em Minas Gerais. Mas preferiu ficar em Lages.

_ Se sou o que sou e tenho o que tenho agradeço a Lages. Cidade gostosa, povo humilde, honesto e trabalhador. Quando vou a Governador Valadares não vejo a hora de voltar. Faz tempo que me sinto e sou lageano, e compro briga com quem for para defender a cidade.

Zé Melo tem Lages como a terra do seu coração, até porque sua mulher, o filho e o neto nasceram na cidade.

Homenageado várias vezes em competições esportivas e até pela Câmara de Vereadores como Cidadão Lageano, Zé Melo promete passar o resto da vida em Lages.

Atualmente, ele administra uma escolinha de futebol em parceria com o amigo Martinho Bin, outro grande jogador da história do Inter, e é comentarista esportivo em uma rádio local.

Zé Melo gosta de curtir o neto de quatro anos, ler jornais, jogar caxeta, comer churrasco, arroz e feijão e beber cerveja. Ah, sim, o seu time de coração. Precisa dizer?

Continua…

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Jogo rápido sobre Lages

06 de dezembro de 2010 0

Zé Melo: "Que Lages volte a ser como foi no passado, com indústrias, emprego, segurança, desenvolvimento social e um time de futebol profissional campeão". Foto: Alan Pedro

* DIÁRIO CATARINENSE – O que o senhor mais gosta de Lages?

ZÉ MELO – Gosto de tudo. Da cidade, do clima, da gastronomia e das pessoas.

* DC – O que precisa melhorar em Lages?

ZÉ MELO – É necessário mais indústrias grandes, pois o povo não quer esmola, quer trabalho.

* DC – O que o senhor levaria de Lages para outros lugares?

ZÉ MELO – Levaria Lages inteira.

* DC – Algo inesquecível que o senhor tenha vivido ou presenciado em Lages?

ZÉ MELO – O nascimento do primeiro filho, Alaor, em 9 de dezembro de 1982; e do primeiro neto, Igor, em 7 de março de 2006.

* DC – Como o senhor imagina Lages aos 300 anos?

ZÉ MELO – Uma cidade bem maior. Que Lages volte a ser como foi no passado, com indústrias, emprego, segurança, desenvolvimento social e um time de futebol profissional campeão.

* DC – Três pessoas que, nestes 244 anos, representaram ou ainda representam muito bem o nome de Lages?

ZÉ MELO – Martinho Bin (amigo, sócio e um dos principais craques da história do Inter), Jones Minosso (amigo e também um dos principais craques do Inter, que morreu afogado há 11 anos durante pescaria e dá nome ao maior ginásio de esportes de Lages) e Jones Paulo (amigo e radialista).

* Zé Melo encerra a série de 10 personagens que entrevistamos para o caderno especial sobre os 244 anos de Lages, publicado no Diário Catarinense de segunda-feira, 22 de novembro.

Além dele, passaram aqui pelo Diário da Serra o médico Celso Anderson de Souza, o ex-prefeito e ex-senador Dirceu Carneiro, o bispo Dom Oneres Marchiori, o empresário Emilio Binotto, o dono do Bar do Gordo, Jair Gonçalves, o ex-prefeito Juarez Furtado, o radialista Maneca, o governador eleito Raimundo Colombo e a artista Tere Arruda.

Para acessar todos os entrevistados, clique na categoria “244 anos”, na coluna da direita do blog.

E para deixar uma mensagem para Lages, clique aqui e acesse um mural de recados com fotos da cidade no site do Diário Catarinense.

Pablo Gomes, Lages

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A arte de ser mulher

03 de dezembro de 2010 0

Tere é diretora do Teatro Marajoara, dona de casa, esposa, mãe, cozinheira e amiga. Foto: Alan Pedro

_ A mulher modela a família. Ela tem que ser exemplo para os filhos e companheira do marido, pois fazendo as coisas que ele gosta, o acompanhando no futebol, por exemplo, traz ele pra perto.

Teresinha Arruda, a Tere, procura ser uma mulher completa. Talvez por isso esteja sempre de bem com a vida e seja tão querida por quem convive com ela.

Tere nasceu em 23 de abril de 1956, em São Joaquim, e foi embora para Lages com 13 anos de idade em um caminhão “Fenemê” com os pais e os cinco irmãos.

Aos 16, Tere entrou no grupo de jovens da Igreja do Navio, onde participava do teatro, de atividades sociais e fazia pregações.

Um ano depois, Tere começou a namorar o coordenador do teatro do grupo, Neto Arruda, mas logo engravidou, e os dois saíram do movimento.

A gravidez gerou polêmica em família e, sem ninguém saber, Tere foi para Porto Alegre, onde ficou em uma escola de mães solteiras.

Passados três meses, Neto descobriu o paradeiro de Tere, e ela voltou para Lages. O primeiro filho do casal nasceu em setembro de 1975.

Tere e o bebê ficaram morando na casa da mãe de Neto, mas ela não queria casar para não atrapalhá-lo.

Até que, por orientação e incentivo do Frei Silvério Weber, Tere e Neto casaram em uma cerimônia simples para poucos amigos, ela de calça jeans e camiseta, em 8 de maio de 1976.

Em janeiro do ano seguinte, nasce a segunda filha do casal, e a arte entra de vez na vida da família Arruda.

As crianças ainda eram pequenas quando Tere ia para as aulas de teatro no Colégio Diocesano.

Depois, com os filhos um pouco maiores, Tere começou a trabalhar com teatro-escola no Bairro Santa Clara, um dos mais carentes de Lages.

Nesta oportunidade ajudou a resgatar os valores das crianças, trazendo-as para dentro da cultura e fazendo-as se sentirem valorizadas.

_ A arte na escola salvou a vida de muita gente. O teatro leva a criança a ficar sob os olhares, sob o julgamento dos outros. Assim é na vida, que a gente encena todos os dias. E se não encenar direito, você cai. O teatro ensina compromisso, organização, improviso e imaginação, e é preciso incentivar essa imaginação para talvez resolver tantos problemas que existem por aí.

Diretora do belo Teatro Marajoara e coordenadora do Festival de Teatro de Lages (Fetel), que neste ano chegou à sua 33ª edição, Tere trata todo mundo com carinho e procura fazer as pessoas se sentirem bem na sua companhia.

Dona de casa, esposa, mãe, cozinheira, artista, sem um time de futebol do coração, jogadora de cartas com os amigos, com paixão pela natureza e dorminhoca nos raros momentos de folga.

Essa é Tere Arruda, uma batalhadora mulher lageana.

Continua…

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Jogo rápido sobre Lages

03 de dezembro de 2010 0

Tere Arruda: "Precisa o lageano gostar mais de Lages, investir na cidade". Foto: Alan Pedro

* DIÁRIO CATARINENSE – O que a senhora mais gosta de Lages?

TERE ARRUDA – Além do Marajoara, gosto do povo de Lages, que é muito receptivo. Vejo isso porque recebemos muita gente de fora em todas as edições do Fetel, e os visitantes se sentem muito bem aqui.

* DC – O que precisa melhorar em Lages?

TERE – Precisa o lageano gostar mais de Lages, investir na cidade. Não adianta vir alguém de fora investir aqui se nós não quisermos. Falta um pouco de garra.

* DC – O que a senhora levaria de Lages para outros lugares?

TERE – Levaria justamente o que mais gosto de Lages: a receptividade do povo.

* DC – Algo inesquecível que a senhora tenha vivido ou presenciado em Lages?

TERE – A morte do Frei Silvério Weber (4 de março de 2000, aos 54 anos, vítima de infarto). Ele foi muito importante para a fé em Lages e para mim, particularmente.

* DC – Como a senhora imagina Lages aos 300 anos?

TERE – Uma cidade grande, com muita cultura, turismo e valorização do que tem.

* DC – Três pessoas que, nestes 244 anos, representaram ou ainda representam muito bem o nome de Lages?

TERE – João Rath (livreiro e intelectual), Danilo Thiago de Castro (fundador do Museu Histórico Thiago de Castro) e o professor Ion José de Souza (professor que coordenou o Fetel quando o festival ainda era estudantil).

* Tere Arruda foi a nona e penúltima das 10 pessoas que entrevistamos para o caderno especial sobre os 244 anos de Lages, publicado no Diário Catarinense de segunda-feira, 22 de novembro.

Aqui pelo Diário da Serra já passaram o médico Celso Anderson de Souza, o ex-prefeito e ex-senador Dirceu Carneiro, o bispo Dom Oneres Marchiori, o empresário Emilio Binotto, o dono do Bar do Gordo, Jair Gonçalves, o ex-prefeito Juarez Furtado, o radialista Maneca e o governador eleito Raimundo Colombo.

O próximo e último personagem será o ex-jogador de futebol Zé Melo, maior artilheiro da história do Inter de Lages.

Para acessar todos os entrevistados, clique na categoria “244 anos”, na coluna da direita do blog.

E para deixar uma mensagem para Lages, clique aqui e acesse um mural de recados com fotos dacidade no site do Diário Catarinense.

Pablo Gomes, Lages

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O governador artilheiro

02 de dezembro de 2010 0

Eleito para governador, Raimundo Colombo procura aliar os intermináveis compromissos da política às "peladas" de fim de semana com os amigos. Foto: Alan Pedro

A maioria dos lageanos ainda comemora a eleição de um conterrâneo para ocupar o cargo político mais importante do Estado.

João Raimundo Colombo será o sétimo governador nascido em Lages – o último havia sido Celso Ramos, de 1961 a 1966 – e volta a colocar a cidade em evidência no cenário político nacional.

Detentor da maior votação da história de Santa Catarina com 1.815.304 votos, quebrando seu próprio recorde obtido em 2006, quando foi eleito senador com 1.734.794, Colombo é um campeão nas urnas.

Mas não só na competição eleitoral, garante ele. “Metido” a jogador de futebol, Colombo já foi um campeão nas quadras de futsal, e hoje procura aliar os intermináveis compromissos da política às agradáveis “peladas” de fim de semana com os amigos.

Nascido em 28 de fevereiro de 1955, em Lages, e torcedor do “Santástico” de Pelé, Colombo começou a jogar em 1971 como goleiro do Hélio Mortiz Futsal, um time de alto nível, diz ele, comparado, na atualidade, a grandes do cenário nacional como Jaraguá do Sul.

Ainda que amadora, a equipe disputou competições em toda Santa Catarina e até fora, conquistando vários campeonatos estaduais.

Em 1978, Colombo rompeu o tendão de aquiles e precisou deixar o Hélio Moritz, mas até hoje ele mantém contato com os companheiros do time.

Atualmente, quando pode, convida os amigos para partidas de futebol suíço em sua chácara, em Lages, onde joga como centroavante e, como é o dono do campo e da bola, sempre acaba marcando um ou outro golzinho.

Na chácara, além de descansar e jogar futebol, Colombo lida com os animais da propriedade. Ele diz que o esporte é referência para os jovens e fortalece a identidade da cidade.

Muitos torcedores do Inter de Lages veem no novo governador uma salvação para o time, que neste ano disputou a 3ª Divisão do Campeonato Catarinense, mas Colombo não promete nada.

Diz apenas que incentiva a ajudar os times, podendo até pedir ajuda, mas não tem nada de concreto previsto para nenhuma equipe.

_ Ficou difícil fazer esporte pelos altos custos, e sem apoio é praticamente impossível. O modelo atual do calendário também não ajuda.

Prestes a ocupar o cargo mais importante do Estado, Raimundo Colombo diz que bom mesmo é ser prefeito – ele foi três vezes -, pois pode ter contato mais intenso com as pessoas e ajudar o seu povo e a sua cidade.

Colombo participou de grupo de jovens e do movimento estudantil, conquistando a posição de liderança que o levou a ser três vezes prefeito de Lages, deputado estadual, deputado federal, secretário de Estado, senador e agora eleito para ocupar o cargo mais importante da sua vida.

Pai de dois filhos, leitor de biografias de personalidades, autor de um livro (O povo tem rosto, nome e endereço) que conta histórias de pessoas simples a quem ajudou como prefeito, com gosto pela música nativista e pelos filmes de ação, péssimo cozinheiro e admirador de um bom churrasco de ovelha, Colombo promete que não vai abandonar suas raízes.

_ Lages é e continuará sendo a minha querida casa.

Continua…

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Jogo rápido sobre Lages

02 de dezembro de 2010 0

Raimundo Colombo: "Lages precisa aumentar e desenvolver o seu potencial de crescimento". Foto: Alan Pedro

* DIÁRIO CATARINENSE – O que o senhor mais gosta de Lages?

RAIMUNDO COLOMBO – Gosto das pessoas. O povo diferente, amigo. Gosto também da natureza, do clima e da história de Lages, com a Revolução Farroupilha e a família Ramos.

* DC – O que precisa melhorar em Lages?

COLOMBO – A geração de emprego e renda. Um depende do outro. É preciso atrair investimentos, sobretudo nos setores da indústria e de serviços.

* DC – O que o senhor levaria de Lages para outros lugares?

COLOMBO – A Catedral e o Tanque (Parque Jonas Ramos), que é uma cópia de Paris.

* DC – Algo inesquecível que o senhor tenha vivido ou presenciado em Lages?

COLOMBO – O nascimento dos meus dois filhos, Edson, de 30 anos, e Joana, 27. Eu morava em Florianópolis e fiz questão que os dois nascessem em Lages.

* DC – Como o senhor imagina Lages aos 300 anos?

COLOMBO – Lages precisa aumentar e desenvolver o seu potencial de crescimento.

* DC – Três pessoas que, nestes 244 anos, representaram ou ainda representam muito bem o nome de Lages?

COLOMBO – Vidal Ramos (pai da família Ramos), Vidal Ramos Junior (três vezes prefeito de Lages) e Nereu Ramos (primeiro e único catarinense a ser presidente do Brasil, de 11 de novembro de 1955 a 31 de janeiro de 1956).

* Raimundo Colombo foi o oitavo de 10 personagens que entrevistamos para o caderno especial sobre os 244 anos de Lages, publicado no Diário Catarinense de segunda-feira, 22 de novembro.

Aqui pelo Diário da Serra já passaram o médico Celso Anderson de Souza, o ex-prefeito e ex-senador Dirceu Carneiro, o bispo Dom Oneres Marchiori, o empresário Emilio Binotto, o dono do Bar do Gordo, Jair Gonçalves, o ex-prefeito Juarez Furtado e o radialista Maneca.

O próximo e penúltimo personagem será a diretora do Teatro Marajoara, Tere Arruda.

Para acessar todos os entrevistados, clique na categoria “244 anos”, na coluna da direita do blog.

E para deixar uma mensagem para Lages, clique aqui e acesse um mural de recados com fotos da cidade no site do Diário Catarinense.

Pablo Gomes, Lages

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"Olha a hora, olha a hora"

01 de dezembro de 2010 1

Manoel Corrêa, o Maneca, tem 77 anos anos de vida, dos quais, 53 dedicados ao mesmo programa de rádio. Foto: Alan Pedro

“Olha a hora, olha a hora”. Não tem lageano que nunca ouviu o simpático alerta de despertar ou de que o ônibus para o trabalho está chegando na voz de uma das figuras mais queridas da cidade: Manoel Corrêa, o Maneca, 77 anos de vida e 53 dedicados ao mesmo programa radiofônico.

Nascido em Gaspar, no Vale do Itajaí, em 10 de janeiro de 1933, Maneca chegou a Lages em 1949, com 16 anos, para trabalhar com rádio.

Na época, com um transmissor de 100 watts, a programação alcançava um raio máximo de 40 quilômetros.

Depois, com um novo transmissor dez vezes mais potente, Maneca passou a ser ouvido em todos os cantões da Serra Catarinense.

Maneca incluiu na grade da Rádio Clube AM o programa Alma Cabocla, que foi ao ar pela primeira vez das 19h às 20h do dia 15 de fevereiro de 1957.

Poucos meses depois, a atração passou a ser das 6h30min às 8h e, em 1985, Maneca passou a acordar mais cedo e o Alma Cabocla ficou das 5h às 8h. E é assim até hoje.

Maneca tocou muitos bailes com os amigos Tavinho, Souzinha e Hugo Coelho, mas foi no rádio que viveu suas maiores emoções.

Nestes quase 54 anos de Alma Cabocla, incontáveis os pedidos de músicas, notas de aniversário e falecimento, previsões do tempo, serviços de utilidade pública e recados principalmente para os moradores do interior.

Maneca lembra que muitos fazendeiros determinavam o serviço aos seus funcionários, a dezenas de quilômetros, ao vivo no programa.

As notícias também fazem parte da vida de Maneca. Boas, como o título do Internacional de Lages no Campeonato Catarinense de Futebol, em 1965, na vitória por 2 a 1 sobre o Metropol, de Criciúma.

Tristes, como a morte do amigo e fundador da Rádio Clube, Carlos Joffre do Amaral, em 1976. E bizarras, como dizer que o tempo estava bom e, lá fora, chovia forte.

_ Bom para a agricultura _, sorri Maneca.

Maneca é casado há 56 anos com Iracema Melegari, 72, por quem se apaixonou quando ainda era um jovem galanteador e com quem tem quatro filhas, 10 netos e quatro bisnetos.

Gremista e um bom jogador de sinuca – pelo menos é o que ele diz -, Maneca gosta de assistir telejornais, de assar um suculento churrasco todo domingo e de achar graça da vida.

_ Nunca fiquei doente e nenhuma vez o Alma Cabocla deixou de ir ao ar. As pessoas gostam, e logo que começa o programa começam a ligar. Conheci muitos amigos neste tempo todo. Quando se tem o apoio da comunidade, tudo vale a pena, cada minuto compensa.

Continua…

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Jogo rápido sobre Lages

01 de dezembro de 2010 0

Maneca: "O acidente com o avião da Esquadrilha da Fumaça, em abril deste ano, me marcou muito. Foi na Sexta-Feira Santa, um dia que deveria ser respeitado. Aquela apresentação não deveria ter ocorrido naquele dia". Foto: Alan Pedro

* DIÁRIO CATARINENSE – O que o senhor mais gosta de Lages?

MANECA – Gosto de tudo. O clima é muito bom, agradável e saudável. Lages é uma ótima cidade para viver. Um lugar de grandes amigos.

* DC – O que precisa melhorar em Lages?

MANECA – Muita gente saiu de Lages por não ter trabalho. É preciso haver mais indústrias para o povo ter emprego, pois quem saiu poderá voltar e quem está aqui não precisará sair.

* DC – O que o senhor levaria de Lages para outros lugares?

MANECA – Muitos lugares bonitos, como o Tanque (Praça Jonas Ramos) e a Praça Joca Neves (da Concha Acústica), que está abandonada mas é muito bela.

* DC – Algo inesquecível que o senhor tenha vivido ou presenciado em Lages?

MANECA – Vivi e presenciei muitos acontecimentos marcantes, mas o acidente com o avião da Esquadrilha da Fumaça (2 de abril deste ano), quando um avião caiu durante apresentação no aeroporto e o piloto morreu, marcou bastante. Foi na Sexta-Feira Santa, um dia que deveria ser respeitado. Aquela apresentação não deveria ter ocorrido naquele dia.

* DC – Como o senhor imagina Lages aos 300 anos?

MANECA – O dobro de hoje (atualmente são pouco mais de 154 mil habitantes, segundo o IBGE). Acredito que a cidade vai melhorar muito.

* DC – Três pessoas que, nestes 244 anos, representaram ou ainda representam muito bem o nome de Lages?

MANECA – Vidalzinho (Vidal Ramos Júnior, três vezes prefeito de Lages), Dom Daniel Hostin (primeiro bispo da Diocese de Lages, onde atuou por 44 anos) e Al Neto (intelectual e fazendeiro criador de gado charolês).

* Maneca foi o sétimo de 10 personagens que entrevistamos para o caderno especial sobre os 244 anos de Lages, publicado no Diário Catarinense de segunda-feira, 22 de novembro.

Aqui pelo Diário da Serra já passaram o médico Celso Anderson de Souza, o ex-prefeito e ex-senador Dirceu Carneiro, o bispo Dom Oneres Marchiori, o empresário Emilio Binotto, o dono do Bar do Gordo, Jair Gonçalves, e o ex-prefeito Juarez Furtado.

O próximo será o governador eleito, Raimundo Colombo.

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E para deixar uma mensagem para Lages, clique aqui e acesse um mural de recados com fotos da cidade no site do Diário Catarinense.

Pablo Gomes, Lages

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Da feirinha ao festão

30 de novembro de 2010 1

Como prefeito, Juarez Furtado realizou a 1ª Festa do Pinhão, no Calçadão da Praça João Costa, em julho de 1973. Foto: Alan Pedro

O maior símbolo de uma cidade cheia deles é um evento que todos os anos atrai uma multidão do Brasil inteiro.

A Festa do Pinhão surgiu como uma feirinha de fim de semana para reunir as famílias lageanas, e hoje está consolidada como uma das principais festas tradicionalistas do país.

A primeira edição ocorreu em 14 e 15 julho de 1973, no calçadão da Praça João Costa, no Centro de Lages, com o objetivo de integrar as famílias lageanas, aproveitar a grande quantidade de pinhão disponível nas araucárias e inserir um evento anual na rotina do município.

Na ocasião, o calçadão recebeu duas Barracas da Amizade, com comidas típicas, desfile da rainha e princesas e apresentações de músicos locais.

A festa se repetiu em 1974 e 1975, foi interrompida por 12 anos e voltou a ocorrer apenas em 1987. Em 1989, ganhou o caráter de nacional e não foi mais interrompida.

Neste ano, mais de 343 mil pessoas curtiram o evento entre 27 de maio e 6 de junho. Foram 180 shows e um investimento de R$ 4,2 milhões, números que comprovam a grandeza da festa que, defendem muitos, já está na hora de virar internacional.

Só que para a festa chegar a este nível, alguém precisou dar o primeiro passo. Juarez Furtado, nascido em 1º de abril de 1938, em Lages, era o prefeito da cidade em 1973.

Ele não se considera o pai da festa, que foi idealizada por um grupo da então administração municipal, mas foi quem bateu o martelo para o que viria a ser hoje um dos principais símbolos da cultura catarinense.

_ A festa começou pequena, sem grandes pretensões, e hoje já precisa ser internacional. Um enorme sentimento de orgulho para mim e para o grupo que ajudou a criá-la.

Além de prefeito de Lages, Juarez Furtado foi vereador, deputado estadual – presidiu a Assembleia Legislativa entre 1987 e 1989 -, deputado federal e secretário de Estado.

Desde 1985 ele mora em Florianópolis, onde atua como advogado cível e trabalhista.

Ele não visita Lages com a frequência que gostaria, mas sempre que sobe a Serra vai ao Fórum cumprir compromissos profissionais, ao cemitério rezar nos túmulos dos pais e ao calçadão da Praça João Costa, onde começou a Festa do Pinhão e onde, até hoje, encontra velhos amigos.

Casado há 42 anos, pai de dois filhos e avô de três netos; com gosto pelo teatro, cinema, tango e bolero; leitor de biografias; jogador de sinuca (quando garoto, foi tirado várias vezes pelo pai do Bar Carajá, no Centro de Lages, onde existem várias mesas de sinuca); torcedor do Internacional, Vasco e Palmeiras por ter sido goleiro em times de mesmos nomes do futebol amador lageano e uma espécie de “faz tudo” em casa com seus serrotes, alicates e furadeiras, Juarez garante:

_ Gosto muito de Lages, e com o maior prazer, começaria tudo de novo.

Continua…

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Jogo rápido sobre Lages

30 de novembro de 2010 0

Juarez Furtado: "É preciso buscar o permanente aumento da qualidade de vida, a participação popular na administração e a modernização administrativa". Foto: Alvarélio Kurossu (abril de 2008)

* DIÁRIO CATARINENSE – O que o senhor mais gosta de Lages?

JUAREZ FURTADO – Admiro e amo tudo em Lages. Gosto de estar junto dos irmãos lageanos. Embora morando em Florianópolis, em nenhum momento eu esqueço deles. Gosto também de estar no calçadão, pois ali reencontro muitos amigos.

* DC – O que precisa melhorar em Lages?

JUAREZ – É preciso buscar o permanente aumento da qualidade de vida, a participação popular na administração e a modernização administrativa.

* DC – O que o senhor levaria de Lages para outros lugares?

JUAREZ – Levaria a hospitalidade do povo lageano e traria mais igualdade social.

* DC – Algo inesquecível que o senhor tenha vivido ou presenciado em Lages?

JUAREZ – Meu amor e casamento com a Mary, em 1968, e os nascimentos dos meus dois filhos. Também não esqueço o apoio político que sempre tive em Lages e região.

* DC – Como o senhor imagina Lages aos 300 anos?

JUAREZ – Com aquilo de acredito que precisa melhorar: qualidade de vida, participação popular na administração e modernização administrativa.

* DC – Três pessoas que, nestes 244 anos, representaram ou ainda representam muito bem o nome de Lages?

JUAREZ – Afonso Alberto Ribeiro Neto, o Al Neto (intelectual, amigo e conselheiro particular de Juarez), Dom Daniel Hostin (primeiro bispo de Lages) e Raimundo Colombo (governador eleito).

* Juarez Furtado foi o sexto de 10 personagens que entrevistamos para o caderno especial sobre os 244 anos de Lages, publicado no Diário Catarinense de segunda-feira, 22.

Aqui pelo Diário da Serra já passaram o médico Celso Anderson de Souza, o ex-prefeito e ex-senador Dirceu Carneiro, o bispo Dom Oneres Marchiori, o empresário Emilio Binotto e o dono do Bar do Gordo, Jair Gonçalves.

O próximo será Manoel Corrêa, o Maneca, apresentador do programa Alma Cabocla, na Rádio Clube AM, há mais de meio século.

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Pablo Gomes, Lages

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