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Posts na categoria "Capão Alto"

O que a água esconde, a seca revela

05 de abril de 2012 1

Destroços da ponte antiga estão visíveis no Rio Pelotas. Fotos: Vani Boza (ruínas da ponte) e Alvarélio Kurossu, maio de 2008
Destroços da ponte antiga estão visíveis no Rio Pelotas. Fotos: Vani Boza (ruínas da ponte) e Alvarélio Kurossu, maio de 2008

Destroços da ponte antiga estão visíveis no Rio Pelotas. Fotos: Vani Boza (ruínas da ponte) e Alvarélio Kurossu, maio de 2008

Nas últimas semanas uma cena tem chamado a atenção de quem cruza a divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul pela rodovia BR-116, entre os municípios de Capão Alto e Vacaria (RS).

Na travessia da ponte que liga os dois estados, a visão do imponente Rio Pelotas praticamente seco lá embaixo assusta.

A longa ausência de chuva tem castigado a paisagem do local, mas é nas ruínas de duas obras humanas que está o retrato mais fiel da situação.

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Ponte destruída pela força da chuva

05 de abril de 2012 2

Passarela da BR-116 sobre o Rio Pelotas foi destruída pela enchente no inverno de 1964. Fotos: Banco de Imagens DC
Passarela da BR-116 sobre o Rio Pelotas foi destruída pela enchente no inverno de 1964. Fotos: Banco de Imagens DC

Passarela da BR-116 sobre o Rio Pelotas foi destruída pela enchente no inverno de 1964. Fotos: Banco de Imagens DC

Era começo do inverno de 1964 e chovia há vários dias sem parar nas Serras Catarinense e Gaúcha.

A única ligação entre os dois estados, se não pelo Pelotas, era por uma ponte inaugurada apenas quatro anos antes junto com a BR-116, uma das principais rodovias do Brasil e que liga Jaguarão (RS), na divisa com o Uruguai, a Fortaleza (CE), num total de 4,6 mil quilômetros.

Mas naquele começo do gelado e chuvoso inverno de 1964, o Rio Pelotas se agigantou ainda mais e destruiu a passarela.

Algumas semanas depois o Exército instalou uma ponte de ferro para liberar o tráfego até a inauguração da nova ponte de concreto de 250 metros, no fim de 1966.

Alguns anos mais tarde foi construída outra ponte de concreto sobre o Rio Socorro, afluente do Pelotas, para possibilitar aos moradores da localidade de Passo do Socorro, em Vacaria, saírem de suas casas sem a necessidade de usar a canoa para chegar à ponte do Pelotas.

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Ruínas sumiram no reservatório da hidrelétrica

05 de abril de 2012 0

Pontes de ferro e de concreto que foram colocadas sobre o rio após a enchente. Fotos: Banco de Imagens DC
Pontes de ferro e de concreto que foram colocadas sobre o rio após a enchente. Fotos: Banco de Imagens DC

Pontes de ferro e de concreto que foram colocadas sobre o rio após a enchente. Fotos: Banco de Imagens DC

As ruínas da ponte destruída pela enchente no Pelotas e a pequena ponte de concreto do Socorro foram realidade até 2004, quando a Usina Hidrelétrica Barra Grande, construída a 100 quilômetros dali, começou a alagar a região para servir de reservatório do empreendimento.

E desde então, as duas estruturas desapareceram na imensidão da água e entraram definitivamente para a história.

_ É muito estranho saber que lá no fundo do rio estão duas pontes que eu usei durante toda a minha vida justamente para passar por cima do rio _, diz o aposentado Celeste Vicentin, 61 anos.

Mas desde setembro do ano passado algo começou a mudar. A chuva ficou escassa e, com a estiagem, há cerca de 60 dias o passado voltou à tona.

Continua...

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Estiagem traz o passado de volta

05 de abril de 2012 0

As fotos acima foram enviadas pelo leitor Adriano Oliveira e foram feitas na época em que o seu pai, Vitor Hugo de Oliveira (ao lado do caminhão), já falecido, viajava pela região. Fotos: Acervo Adriano Oliveira, Divulgação
As fotos acima foram enviadas pelo leitor Adriano Oliveira e foram feitas na época em que o seu pai, Vitor Hugo de Oliveira (ao lado do caminhão), já falecido, viajava pela região. Fotos: Acervo Adriano Oliveira, Divulgação

As fotos acima foram enviadas pelo leitor Adriano Oliveira, de Rio Negro (PR), e foram feitas na época em que o seu pai, Vitor Hugo de Oliveira (ao lado do caminhão), já falecido, viajava pela região. Fotos: Acervo Adriano Oliveira, Divulgação

O nível da água baixou mais de 20 metros, e todas as árvores e estradas que haviam sido afogadas pelo reservatório da usina voltaram a dar as caras.

Inclusive as duas pontes sobre as quais Elenir Fátima Bastos, de 53 anos, tanto pescou.

_ Minha principal fonte de renda veio de cima dessas pontes. Dá muita saudade daquele tempo.

A drástica redução do reservatório formado nos rios Pelotas e Socorro não chega a comprometer a geração da usina hidrelétrica, mas assusta pelo tamanho da estiagem e por deixar expostos os restos de duas pontes que foram tão importantes para o Brasil e estavam tão debaixo d’água.

_ Cresci aqui e nunca vi o rio tão baixo assim. É assustador e dá até uma sensação de morte _, lamenta a dona de casa Maria Zen Vicentin, de 58 anos.

Pablo Gomes, Vacaria (RS)

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Jovem é morto a pedradas

10 de janeiro de 2011 0

O corpo de um jovem foi encontrado por um motorista de caminhão por volta das 8h da manhã de hoje, as margens da BR 116 em Capão Alto. O corpo estava de bruços e tinha pedras na cabeça.

O jovem aparenta ter aproximadamente 27 anos e, segundo a polícia, foi morto com duas pedradas na cabeça por volta das 6h da manhã.

Há indícios de que o jovem tenha sido levado até o local para ser assassinado.

Um inquérito policial foi instaurado na delegacia de Capão Alto para apurar o motivo e o autor do homicídio. O corpo ainda não foi identificado.

Vani Boza, Lages.

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Homem que assassinou a própria mãe é encontrado morto na cadeia

14 de junho de 2010 1

O agricultor Edson José Córdova, 48 anos, que confessou ter matado a pauladas a mãe, Maria de Lourdes Rosa Soares, 66 anos, e colocado o corpo em um caixote em Capão Alto, foi encontrado morto sábado na Cadeia Pública de Anita Garibaldi.

Edson estava enforcado com um lençol da cadeia. A polícia descarta a possibilidade de homicídio. Segundo o delegado Luís Otávio Pohlmann, o caso será investigado e em 30 dias será divulgado um laudo oficial com as causas da morte de Córdova.

_ A Polícia Civil instaurará inquérito policial para apurar as circunstâncias deste fato. A princípio trabalharemos com a hipótese de suicídio.

Edson estava preso desde quinta-feira e não tinha contato com os demais detentos.

O delegado afirma ainda que Edson demonstrava tranquilidade e não dava a entender que cometeria o suicídio.

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Homem confessa que matou a mãe, mas garante que não cortou os pés

10 de junho de 2010 1

Na delegacia, Edson chorou bastante e demonstrou arrependimento por ter matado a mãe depois de uma nova briga. Foto: Alvarélio Kurossu
Na delegacia, Edson chorou bastante e demonstrou arrependimento por ter matado a mãe depois de uma nova briga. Foto: Alvarélio Kurossu

A suspeita foi confirmada e o agricultor Edson José Córdova, de 48 anos, confessou o assassinato da própria mãe, a aposentada Maria de Lourdes Rosa Soares, 66.

Edson foi encontrado pela polícia 24 horas após a localização do corpo da vítima, no galpão ao lado da casa onde morava, no interior do município de Capão Alto, na Serra Catarinense.

O cadáver foi encontrado na manhã de quarta-feira pelo caseiro que cuidava da residência sempre que Maria e Edson, que moravam juntos, estavam fora.

O corpo, sem os dois pés, estava escondido em uma grande caixa de madeira usada para guardar mantimentos e ferramentas.

Edson passou a ser o principal suspeito por ter sido visto sozinho na casa nos últimos dias, inclusive na sexta-feira passada, quando pediu dinheiro emprestado a um vizinho e saiu com o carro dele e da mãe, não sendo mais visto desde então.

No fim da manhã desta quinta, após denúncia anônima, a Polícia Militar localizou Edson em uma casa de prostituição em Lages.

Ele foi conduzido à Central de Polícia Civil, onde foi interrogado por mais de cinco horas pelo delegado Raphael Quagliato Bellinati.

Edson disse que ele e a mãe discutiam com frequência porque ela era muito brava com ele, mas garante que nunca tinha revidado.

Até que, por volta das 14h do dia 28 de maio, durante uma nova e intensa briga, Edson se irritou e atacou a mãe com cinco pauladas na cabeça.

E assim que percebeu a gravidade da agressão e constatou a morte de Maria, escondeu o corpo na caixa.

Edson garante, porém, que não cortou os pés da mãe, e que os membros certamente foram comidos pelos vários animais que vivem na propriedade, como cães, gatos e porcos, que estavam há alguns dias com fome.

Só o laudo do Instituto Médico Legal (IML) vai confirmar a informação, mas o delegado Raphael adianta que a versão de Edson deve ser verdadeira.

Ele disse ao delegado que não falou do crime para ninguém, que agiu sozinho, pensou em se entregar à polícia e até cogitou se matar, mas decidiu pagar pelo crime em vida.

No interrogatório, chorou bastante e demonstrou arrependimento, mas não aparentou nenhum distúrbio psicológico.

O delegado pediu à Justiça a prisão preventiva do suspeito, especialmente para garantir a sua segurança e a ordem pública, evitando assim que ele fosse linchado na rua.

O mandado de prisão foi expedido e, no início da noite, Edson foi transferido para a Cadeia Pública de Anita Garibaldi, para onde são levadas as pessoas que cometem crimes em Capão Alto.

Pablo Gomes, Capão Alto

Crack, nem pensar

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Homem é o principal suspeito de matar, cortar os pés e esconder o corpo da mãe

09 de junho de 2010 1

Animais sem comida levantaram a suspeita dos vizinhos. Corpo de Maria foi encontrado no galpão ao lado da casa. Foto: Alvarélio Kurossu

Um agricultor de 48 anos é o principal suspeito de ter matado, cortado os pés e escondido o corpo de uma aposentada na Serra Catarinense.

O crime ocorreu no interior de Capão Alto e chocou os cerca de 3,4 mil moradores do pequeno município, já que o homem é filho da vítima.

Maria de Lourdes Rosa Soares, de 66 anos, morava com seu filho na localidade de Potreiro Grande, a cinco quilômetros do Centro de Capão Alto.

Há alguns dias, vizinhos passaram a desconfiar que algo estava errado, pois Maria não aparecia mais em casa, não avisou ninguém e alguns de seus animais, como cães, gatos e porcos, estavam sem comida.

Na noite de terça-feira, os vizinhos entraram em contato com parentes de Maria, que moram em Lages, e a polícia foi acionada.

No início da madrugada desta quarta, policiais civis e militares foram até a casa de Maria, mas não encontraram ela nem seu filho. O carro dos dois também não estava na casa.

Pela manhã, o caseiro que sempre cuidava da casa quando Maria e o filho saíam foi até o local e, num galpão ao lado da casa, encontrou o corpo de Maria dentro de uma grande caixa de madeira, geralmente usada para guardar mantimentos ou ferramentas, com os dois pés cortados.

O próprio caseiro avisou a polícia. Pelo adiantado estado de decomposição do corpo, acredita-se que Maria tenha sido morta há pelo menos 10 dias. Só a necropsia do Instituto Médico Legal (IML) vai apontar a causa da morte.

Nenhuma arma que pode ser diretamente relacionada ao crime foi encontrada.

Nem mesmo os pés de Maria, que podem ter sido entregues pelo assassino aos animais existentes na propriedade.

Apesar de, segundo a polícia, parentes e vizinhos, o filho de Maria ser um homem calmo, de bom relacionamento com a mãe e sem nenhum antecedente criminal, ele é o principal suspeito.

Desde o desaparecimento de Maria, ele foi visto sozinho algumas vezes e pediu R$ 700 emprestados a um vizinho, dos quais, R$ 400 na última sexta-feira, quando, questionado sobre a ausência da mãe, disse que ela estava em Lages cuidando de um parente doente.

Ao mesmo vizinho, o filho de Maria insistiu para vender algumas novilhas, mas o homem recusou.

Desde que saiu da casa do vizinho, já na noite de sexta-feira, o filho de Maria desapareceu junto com o carro, um Fiat Palio azul, placas LZQ-5624, de Capão Alto.

Os documentos e os cartões de Maria para receber a aposentadoria no banco foram encontrados na casa.

O único bem material que sumiu foi o carro, o que pode descartar a hipótese de latrocínio (matar para roubar) e levanta a suspeita de que o filho da vítima pegou dinheiro e fugiu com o veículo.

Um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil e, segundo José Carlos da Costa, responsável pela delegacia do município, o filho de Maria ainda não é considerado foragido, mas dependendo do que apontarem as investigações, sua prisão pode ser solicitada junto à Justiça.

Pablo Gomes, Capão Alto

Crack, nem pensar

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