Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "Cerro Negro"

Pela primeira vez, padre será prefeito na Serra

28 de dezembro de 2012 2

Padre Edilson (foto de cima) será o primeiro padre a assumir um cargo eletivo na Serra Catarine. Já Elizeu e Toni (foto abaixo) farão festa pública após a posse. Fotos: Divulgação

Em Campo Belo do Sul, na Serra Catarinense, o prefeito eleito Edilson José de Souza (PMDB) será empossado no dia 1º de janeiro de uma maneira jamais vista na região.

Depois de perder a eleição de 2008 por 55 votos, ele venceu a de 2012 com 602 votos e será o novo chefe do Executivo municipal.

Natural de Otacílio Costa e padre da Igreja Católica há 12 anos, Edilson receberá familiares, amigos e sacerdotes de todo o Brasil para uma missa na Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, às 9h.

É a primeira vez em 80 anos da Diocese de Lages que um padre ocupa um cargo eletivo.

Até o bispo de Lages, Dom Irineu Andreassa, foi convidado para a celebração, que será comandada pelo pároco local, Padre Antonio.

A posse ocorrerá às 10h, no Centro de Eventos. Na ocasião, Edilson vestirá clégima, roupa utilizada por padres, em vez do tradicional terno e gravata.

O prefeito continuará exercendo normalmente suas atividades de padre, e só deixará de ser pároco (comandante) da Paróquia São Francisco de Paula, em Cerro Negro.

Em tempo: Em Lages, o prefeito eleito Elizeu Mattos (PMDB) e o vice Toni Duarte (PPS) serão  empossados às 17h do dia 1º, no Cine Marrocos.

E a partir das 19h30min, praça da Catedral, ao lado da prefeitura, bem no Centro da cidade, será palco de um show pirotécnico e apresentações musicais de artistas lageanos, tudo aberto ao público.

Pablo Gomes, Campo Belo do Sul

Bookmark and Share

Fraudes em licitações renderiam R$ 6,7 milhões

16 de maio de 2012 1

O suposto esquema criminoso de fraudes em licitações praticadas em pelo menos quatro prefeituras de Santa Catarina – Anita Garibaldi, Cerro Negro e São Joaquim, na Serra, e Porto Belo, no Litoral, – poderia ter rendido muito mais dinheiro aos suspeitos se não tivesse sido descoberto a tempo.

Por bem pouco, os valores desviados dos cofres públicos não dobraram, e isso dificultaria ainda mais o ressarcimento por parte dos responsáveis, mesmo estando mais ricos.

Os promotores de Justiça Samuel Dal-Farra Naspolini, que iniciou as investigações em maio de 2011, em São Joaquim, e Joel Rogério Furtado Júnior, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Lages, contam que, entre 2009 e 2011, teriam sido fraudadas pelo menos 15 licitações, com um total de R$ 3,7 milhões já desviados.

Em dezembro, o Gaeco começou a monitorar ligações telefônicas dos investigados e descobriu que uma nova fraude de R$ 3 milhões estava prestes a ser concretizada.

O suposto golpe só não foi colocado em prática porque o departamento jurídico da prefeitura de São Joaquim não autorizou o pagamento e, assim, a prefeita Marlene de Fátima Kayser da Rosa (PP), que assumiu o cargo em janeiro após a cassação de José Nérito de Souza (PSD), não fez a homologação.

_ Foi muita sorte, porque os valores pagos somariam R$ 6,7 milhões, e o ressarcimento aos cofres públicos é um dos fatos mais difíceis _, diz o promotor Joel.

Continua…

Bookmark and Share

Compras exageradas e produtos bem mais caros

16 de maio de 2012 0

Os promotores contam que as fraudes iniciaram com cartas-convite, para compras com valores entre R$ 8 mil e R$ 80 mil.

Depois, o esquema partiu para a modalidade de pregão, para valores acima de R$ 80 mil. Só no ano de 2010 teriam sido fraudadas 12 licitações.

E em todas, os produtos licitados – pneus, peças e lubrificantes automotivos – seriam bem mais caros que os efetivamente entregues, além do fato de as quantidades adquiridas pelas prefeituras serem muito além das necessidades dos municípios.

_ É bem parecido, do mesmo jeito _, completa o promotor Samuel, numa comparação deste esquema com o descoberto em um hospital público do Rio de Janeiro e que escandalizou o Brasil após ser exibido pelo programa Fantástico, da Rede Globo, em março deste ano.

Ao todo, 19 suspeitos estão presos. De uma forma geral, eles poderão responder a crimes como fraude em licitação (crime básico para todos), formação de quadrilha, peculato (apropriação e/ou desvio de bens públicos em benefício próprio), corrupção ativa ou passiva e falsidade ideológica.

Pablo Gomes, Lages

Bookmark and Share

Polícia ocupa prefeituras no combate à corrupção

16 de maio de 2012 1
O trabalho mais intenso do Gaeco ocorreu na prefeitura de São Joaquim na noite de segunda-feira. Foto: Dionata Costa, São Joaquim Online, Divulgação

O trabalho mais intenso do Gaeco ocorreu na prefeitura de São Joaquim na noite de segunda-feira. Foto: Dionata Costa, São Joaquim Online, Divulgação

Três pequenas cidades da Serra Catarinense que, juntas, somam menos de 40 mil moradores, viveram momentos atípicos nesta segunda e terça-feira.

E uma delas, conhecida por ser uma das mais frias do Brasil e que todo inverno é visitada por milhares de turistas do país inteiro, desta vez virou destaque por um grande trabalho policial no combate à corrupção.

Durante a Operação Bola de Neve foram presas sete pessoas em São Joaquim, uma em Cerro Negro e uma em Anita Garibaldi.

Todas em virtude de mandados de prisão temporária de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco. As nove são suspeitas de envolvimento no esquema de fraude em licitações e estão à disposição da Justiça no Presídio Regional de Lages.

Em São Joaquim foram presos José Nérito de Souza (ex-prefeito), Flares Fabre Melo (ex-secretário de Obras e atual vereador), Jader Prochnow Nunes (contador concursado da prefeitura), André de Souza Spolti (servidor concursado do setor de compras da prefeitura) e outros três servidores diretamente ligados à administração de José Nérito.

Continua…

Bookmark and Share

Ex-prefeito vai do céu ao inferno na vida política

16 de maio de 2012 0

Após dois mandatos consecutivos de vereador, um deles como o mais votado da história do município, José Nérito de Souza chegou à prefeitura em 2008 com mais de 52% dos votos válidos, mas em menos de quatro anos perdeu apoio político, enfrentou CPI, foi cassado e agora está preso. Fotos: Dionata Costa, São Joaquim Online, Divulgação

Após dois mandatos consecutivos de vereador, um deles como o mais votado da história do município, José Nérito de Souza chegou à prefeitura em 2008 com mais de 52% dos votos válidos, mas em menos de quatro anos perdeu apoio político, enfrentou CPI, foi cassado e agora está preso. Fotos: Dionata Costa, São Joaquim Online, Divulgação

Em São Joaquim, um dos destaques da operação Bola de Neve foi a prisão do ex-prefeito José Nérito de Souza, que nos últimos quatro anos viveu o céu e o inferno no meio político.

Vereador por dois mandados consecutivos (eleito em 2000 e 2004 pelo PTB, sendo o mais votado da história do município em 2004, com 1.311 votos, 429 a mais que o segundo colocado), chegou à prefeitura em 2008 pelo PPS, obtendo 8.209 votos de um total de 15.642 válidos, o equivalente a 52,5%.

Mas os problemas não tardaram a surgir. Em 2011, ele precisou cancelar a tradicional Festa Nacional da Maçã por não encontrar apoio junto a entidades de classe e empresas ligadas ao setor rural do município.

Ainda em 2011, enfrentou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Vereadores por não ter feito a prestação de contas da Festa da Maçã do ano anterior.

Já em janeiro de 2012, José Nérito foi cassado pelos vereadores sob a acusação de ter contratado sem licitação uma empresa da cidade para fazer a vigilância do Parque Nacional da Maçã.

E agora, José Nérito, já como ex-prefeito e agora filiado ao PSD, foi para a cadeia pela suspeita de estar envolvido num milionário esquema de fraudes em licitações quando era o chefe do Executivo.

Continua…

Bookmark and Share

A defesa dos presos em São Joaquim

16 de maio de 2012 0

* JOSÉ NÉRITO DE SOUZA: o advogado Ivo Carminati disse não conhecer o conteúdo da investigação do Gaeco e solicitou cópia integral do inquérito. Ele não deve entrar com pedido de habeas corpus e vai aguardar os cinco dias da prisão temporária. Porém, entende a prisão do ex-prefeito como desnecessária, uma vez que ele está à disposição da Justiça à espera do resultado de um recurso impetrado junto ao Tribunal de Justiça na tentativa de reverter a sua cassação na Câmara de Vereadores, e porque os documentos apreendidos pelo Gaeco são públicos e integram o balanço da prefeitura entregue anualmente à própria Câmara e ao Tribunal de Contas.

* FLARES FABRE MELO: o assessor jurídico da Câmara de Vereadores de São Joaquim, Fabrício Zílio de Souza, destaca que, neste caso, não é o defensor do vereador preso. A reportagem do DC entrou em contato com uma irmã de Flares, mas ela não se manifestou sobre o caso e não indicou o advogado de defesa.

* JADER PROCHNOW NUNES: a advogada Sarita Nunes disse não conhecer o conteúdo da investigação do Gaeco e preferiu não se manifestar sobre o caso.

* ANDRÉ DE SOUZA SPOLTI: o advogado Juliano Martorano Vieira disse não ter conhecimento total das investigações e vai aguardar os cinco dias da prisão temporária, mas garantiu que André não tem ligação com o suposto esquema criminoso e que não deve nem ser denunciado.

Pablo Gomes, São Joaquim

Bookmark and Share