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Posts na categoria "Florianópolis"

Protótipo do avião a ser feito em Lages atrasa

25 de abril de 2013 0

Protocolo de intenções entre o governo do Estado e a Novaer Craft foi assinado em setembro do ano passado. Foto: James Tavares, Secom, setembro de 2012

A SC Participações e Parcerias (SCPar), empresa criada em 2005 pelo governo de Santa Catarina para gerar investimentos no território catarinense, admite que o projeto para trazer uma fábrica de aviões para o Estado não é o mesmo em relação ao que foi apresentado em setembro do ano passado, quando foi assinado um protocolo de intenções entre o governo e a empresa paulista Novaer Craft.

As principais mudanças estão no atraso do primeiro protótipo da aeronave, que deveria ficar pronto agora, em abril, e o “rebaixamento”, para um segundo plano, do centro de engenharia que seria construído em Florianópolis.

O presidente da SCPar, Paulo César da Costa, o Costinha, explica que o atraso no protótipo, que está sendo feito na sede da Novaer, em São José dos Campos (SP), ocorreu por motivos técnicos na área de tecnologia, como a demora na chegada de peças importadas.

A nova previsão é de que o projeto fique pronto em agosto, a fim de que a primeira aeronave esteja voando em setembro.

A Novaer confirma as informações e planeja realizar o primeiro voo oficial em Lages. Depois, será necessário certificar o aparelho junto à Aeronáutica e à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para que se possa começar a produzi-lo em série e encaminhá-lo ao mercado.

Com o atraso na conclusão do protótipo, e como o processo de certificação leva dois anos, a fábrica, em Lages, que empregará cerca de 300 trabalhadores, deverá ser construída de janeiro a dezembro de 2014.

O primeiro avião começará a ser feito no início de 2015 e concluído em junho. Assim, a primeira aeronave deve ficar pronta ao mesmo tempo que a certificação, possibilitando o início das vendas.

Continua…

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Centro de engenharia deixa de ser prioridade

25 de abril de 2013 0

Avião a ser produzido em Lages custará cerca de US$ 700 mil, o equivalente a R$ 1,4 milhão. Foto: Divulgação

Dos R$ 80 milhões programados para o empreendimento, R$ 15 milhões (pouco menos de 20%) são capital acionário da SCPar.

O restante é dinheiro da Novaer e financiamento. De todo o investimento, apenas R$ 4 milhões, ou 5% do total, foram aplicados até agora.

Fora deste orçamento e diante da dificuldade de recursos, o centro de engenharia, desenvolvimento e negociação planejado para Florianópolis está sob análise.

O presidente da SCPar destaca que seria um deslocamento de São José dos Campos e, por enquanto, isso não é prioritário.

_ Nossa primeira prioridade é terminar o protótipo, a segunda é certificá-lo e a terceira é construir a fábrica _, diz Costinha.

O avião a ser fabricado na Serra Catarinense será de fibra de carbono, e um único modelo terá duas versões: a treinador, acrobática, que poderá ser usada no treinamento de pilotos; e a utilitária, não acrobática, que servirá para o transporte de passageiros e cargas. Possíveis clientes dessa versão são aeroclubes e empresas de táxi aéreo.

A previsão é fabricar 50 aeronaves no primeiro ano, entre 60 e 70 no segundo e 120 no terceiro. A estimativa é de que 75% da produção vá para o mercado internacional. Cada unidade custará aproximadamente US$ 700 mil, o equivalente a R$ 1,4 milhão.

Pablo Gomes, Lages

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Bolsas do ensino superior: inscrições abertas

15 de novembro de 2012 0

Estão abertas até o dia 19 de dezembro as inscrições do processo de seleção para as bolsas de estudo oferecidas pelo Fundo de Apoio à Manutenção e ao Desenvolvimento da Educação Superior (Fumdes), nos níveis pós-graduação, lato sensu e strito sensu.

São 330 bolsas de estudo divididas entre especialização, mestrado e doutorado em modalidade presencial.

A chamada pública, os procedimentos e formulários estão disponíveis na página da Secretaria de Estado da Educação (www.sed.sc.gov.br/secretaria/bolsas-fumdes-2013).

Mais informações pelo e-mail bolsafumdes@sed.sc.gov.br

* Com informações da Assessoria de Imprensa da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac).

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Diário Catarinense cria o Conselho de Colunistas

05 de novembro de 2012 0

Primeira reunião dos colunistas ocorreu nesta segunda-feira, na sede do DC, em Florianópolis. Foto: Flávio Neves, Agência RBS

O Diário Catarinense criou um conselho de colunistas. A primeira reunião ocorreu nesta segunda-feira e reuniu Roberto Alves, Moacir Pereira, Marcos Castiel, Rodrigo Faraco, Estela Benetti, Marcos Edpíndola, Upiara Boschi e Rafael Martini, além da editora do leitor, Carolina Spricigo, e do diretor de redação dos jornais SC, Ricardo Stefanelli.

A exemplo do que ocorre no conselho de leitores, os colunistas se reúnem na sede do jornal para falar da qualidade editorial do DC, sugerir pautas e tirar dúvidas.

_ O conselho é mais um canal para as pessoas dizerem o que pensam do jornal, mostrarem para nós o que não estão vendo. E é esta contribuição que queremos também dos colunistas do DC. O jornal precisa conversar mais com o leitor e melhorar editorialmente _, explica Ricardo Stefanelli.

As reuniões do conselho de colunistas devem ocorrer sempre na primeira segunda-feira de cada mês.

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DC vai a Israel e localiza os órfãos vendidos

03 de agosto de 2012 0

Duas décadas e meia depois, o Diário Catarinense localiza no Oriente Médio parte das crianças exportadas ilegalmente entre 1985 e 1988, cuja repercussão nacional provocou mudanças na legislação brasileira de adoção.

A série de reportagens, que começa a ser publicada neste domingo, 5 de agosto, terá a duração de sete dias e mostrará como o DC conseguiu fazer o que as autoridades dos países envolvidos – especialmente o Brasil – não conseguiram até hoje: estabelecer laços entre mães e filhos vendidos.

Já neste sábado, estará disponível na internet um endereço especial, o www.diario.com.br/orfaosdobrasil

O site traz um documentário emocionante, que mostra o reencontro virtual entre uma mãe e sua filha, intermediado pelo jornal.

A página traz ainda uma gravação localizada nos arquivos da Justiça, com o resultado do grampo produzido pela Polícia Federal na época.

A fita cassete resgatada pela reportagem contém 30 minutos de conversas entre uma mãe arrependida e os líderes do tráfico de bebês. São diálogos impressionantes, frios e cruéis.

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Criminosos desfrutam do dinheiro até hoje

03 de agosto de 2012 0

Mônica Foltran e Julio Cavalheiro viajaram a Israel para conhecer os órfãos. Fotos: Julio Cavalheiro

A repórter Mônica Foltran, que desde o ano passado se interessou pelo tema ao descobrir um grupo de jovens que busca por seus pais biológicos no Brasil, foi a Israel conversar pessoalmente com os adultos que têm, hoje, idades entre 25 e 28 anos.

Em Jerusalem e Tel Aviv, Mônica e o fotógrafo Julio Cavalheiro, também do DC, testemunharam as feridas nunca curadas: jovens em busca de sua verdadeira identidade e pais adotivos impotentes e tristes diante do sentimento de abandono dos filhos que eles adotaram.

Santa Catarina e o Paraná foram os principais polos de atuação das quadrilhas de compra e venda de bebês.

As gangues, extremamente organizadas, continham em seus quadros advogados, juízes, médicos, enfermeiros, funcionários de cartórios e até policiais coniventes.

O esquema foi desbaratado em 1986 pela Polícia Federal, que acabou colocando os líderes na cadeia – onde só permaneceram por um ou dois anos e, hoje, usufruem, inclusive, do dinheiro arrecadado na época.

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Bebês "custavam" entre 10 mil e 40 mil dólares

03 de agosto de 2012 0

Capa do Diário Catarinense que circulará na edição deste domingo, 5 de agosto. Foto: Reprodução DC

As quadrilhas aliciavam mães em condições vulneráveis, como agricultoras muito pobres ou prostitutas.

As mulheres entregavam seus bebês – alguns ainda no ventre – diante da justificativa de que seriam cuidadas por abastadas famílias europeias.

Em troca, as mães recebiam um pagamento equivalente a um salário mínimo e mais dinheiro para remédios pós-parto.

Os bebês da região Sul eram os preferidos de casais estrangeiros pela sua herança genética e pele clara. Na Europa e no Oriente Médio, eram vendidos por valores entre 10 mil dólares e 40 mil dólares.

Com base nos arquivos da Justiça catarinense e paranaense, a repórter teve acesso a informações fundamentais para poder localizar mães e filhos.

A reportagem de Mônica tem um viés importante no jornalismo contemporâneo: é um dos raros casos nos quais a jornalista não contou com a colaboração policial, nem do Ministério Público e nem de qualquer outro organismo governamental.

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Se liga, Floripa!

16 de julho de 2012 12

De nada adianta ter belíssimos cartões-postais como a Ponte Hercílio Luz e a Praia Mole se o atendimento ao visitante ainda deixa a desejar. Fotos: Julio Cavalheiro, abril de 2012 (ponte) e Daniel Conzi, dezembro de 2011 (praia)

Semana passada estive em Florianópolis para pegar um voo e, ao tomar um táxi no Centro da cidade para ir ao aeroporto, fiquei chocado com tamanha estupidez por parte do motorista.

O cidadão não foi capaz de me cumprimentar, de interagir comigo durante a corrida de aproximadamente 20 minutos (sabe aquelas conversas tipo “muito trabalho, amigo?” ou “caramba, como esse trânsito é complicado” ou ainda “sou de Lages e estava tão frio hoje por lá”).

O indivíduo simplesmente me ignorou, cara feia e fechada, e sequer me agradeceu ao fim da corrida.

Tudo bem que ele é motorista e precisa prestar atenção à estrada. Mas poxa, pelo menos um “boa noite”, uma cordialidade e um “obrigado” não fazem mal a absolutamente ninguém.

Pelo contrário, até ajuda a melhorar o senso de humor e a relação entre as pessoas.

Não é a primeira vez que isso acontece comigo em Florianópolis, e vejo muita gente fazer a mesma reclamação.

Falando de maneira generalizada, os taxistas da capital catarinense (tomara que seja a minoria, e acredito que sim) não são nada simpáticos e parecem estar prestando um favor aos passageiros ou, pior, parecem considerar que os passageiros estão cumprindo uma obrigação ao procurar os seus serviços.

É essa a Floripa que quer ser vista pelo mundo inteiro como uma cidade agradável e de turismo requintado? Que tenta a todo custo fazer parte da Copa do Mundo?

É? Então precisa começar a se profissionalizar pela raiz, ou seja, pelo taxista que, de fato, é a primeira pessoa com quem muitos turistas têm contato ao chegar à Ilha da Magia.

Pablo Gomes, Lages

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Governador fala da exoneração do diretor da Deic

09 de abril de 2012 0
Governador garante que fez o que era certo e necessário em autorizar a exoneração do delegado Cláudio Monteiro. Foto: Pablo Gomes, junho de 2010

Governador garante que fez o que era certo e necessário em autorizar a exoneração do delegado Cláudio Monteiro. Foto: Pablo Gomes, junho de 2010

Recluso em sua fazenda na região da Coxilha Rica, distante 51 quilômetros do Centro de Lages por uma estrada de chão batido que é uma agressão a qualquer veículo, o homem mais poderoso de Santa Catarina está tranquilo.

Cercado por campos nativos a perder de vista e por belezas naturais que emolduram os corredores de taipa utilizados há 300 anos pelos tropeiros que conduziam gado de Viamão (RS) a Sorocaba (SP), ele não leu o jornal do dia, mesmo já sendo à noite, mas já fora informado pelo seu chefe de imprensa sobre a polêmica na capital Florianópolis.

Confortável no friozinho noturno da Serra, num lugar tão interiorano onde não há nem sinal de telefone, mas onde ele se “desliga”, o governador Raimundo Colombo recebeu a reportagem do Diário Catarinense na noite da última sexta-feira para uma rápida entrevista exclusiva sobre a polêmica que envolve a exoneração do ex-diretor da Deic, o delegado Cláudio Monteiro.

Durante a conversa, que durou cerca de 30 minutos, Colombo não demonstrou arrependimento com a decisão tomada, explicou os motivos e garantiu: fez o que era certo e faria o mesmo com qualquer outro servidor.

_ Imagine se fosse o inverso, ou seja, eu acobertando um erro? _, questionou.

Confira a seguir os principais pontos da entrevista.

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Confira a entrevista de Raimundo Colombo ao DC

09 de abril de 2012 0
Raimundo Colombo: "imagine se fosse o inverso, ou seja, eu acobertando um erro?". Foto: Pablo Gomes, junho de 2010

Raimundo Colombo: "imagine se fosse o inverso, ou seja, eu acobertando um erro?". Foto: Pablo Gomes, junho de 2010

* Diário Catarinense – A exoneração do delegado Cláudio Monteiro foi uma decisão sua?

Raimundo Colombo – Houve uma denúncia e uma investigação. O Grubba (César Grubba, secretário da Segurança Pública) ouviu o delegado e me mostrou todas as comprovações de irregularidades. Os documentos não deixam dúvidas. O Grubba sugeriu o afastamento, e eu concordei por entender que ele tinha toda a razão. Imagine se fosse o inverso, ou seja, eu acobertando um erro?

* DC – O senhor teve acesso às investigações?

Colombo – Tive acesso ao relatório. O Grubba é promotor de Justiça da área criminal. Ele sabe fazer o processo e está acima de qualquer suspeita. Ele me apresentou todos os elementos em todo o processo, e a decisão tinha que ser tomada.

* DC – Se o sinal verde para a exoneração ocorreu na segunda-feira à noite, por que só na quinta-feira isso foi divulgado, depois que o delegado participou das operações contra os assaltantes de caixas eletrônicos?

Colombo – Não sei. Mas a decisão foi tomada antes. Quem investiga não pode estar sob suspeita.

* DC – O senhor chegou a conversar com o delegado Monteiro?

Colombo – Não conversei, mas o conheço. Ele prestava um bom serviço, mas cometeu uma falha que não podia ser tolerada.

* DC – O que o senhor tem a dizer sobre o trabalho do delegado na Deic?

Colombo – O trabalho da Polícia Civil de Santa Catarina é muito bom, mas é evidente que não é só um policial. O delegado foi escolhido entre os melhores. Foi uma escolha técnica, como também foi a escolha do sucessor (Laurito Akira Sato).

* DC – Mesmo com o reconhecido bom trabalho do delegado e com a alegação dele de que devolveu todas as diárias, a exoneração era a medida a ser tomada?

Colombo – Tinha que ser a exoneração. Foi um erro grave cometido. E isso pode acontecer com qualquer outro servidor. Qualquer servidor público numa situação como essa precisa ser afastado, ainda mais sendo o chefe de investigação da polícia. Nós fizemos o certo, o que tinha de ser feito. Lamento, mas é uma decisão sem volta.

* DC – É na Deic que está um foco de resistência nas negociações salariais da Polícia Civil. O senhor teme algum problema com relação a isso?

Colombo – Não, pois volto a dizer que fizemos o certo.

* DC – Este caso está repercutindo muito, inclusive com milhares de manifestações nas redes sociais a favor do delegado Monteiro. Isso pode causar algum problema ao governo?

Colombo – O governo fez o que era certo para proteger a própria polícia e o próprio delegado. Talvez as pessoas estejam confundindo o motivo da exoneração com as declarações do delegado na imprensa (de que os criminosos que partissem para o confronto seriam presos ou mortos), mas não tem nada a ver. Eu garanto.

* DC – E agora? O que vai ser da Deic? Qual a orientação ao novo diretor?

Colombo – Buscamos um dos melhores policiais do Brasil, que havia sido chamado para a Força Nacional. Ele entendeu o momento e aceitou o desafio. A orientação é a mesma, de firmeza e combate duro ao crime. A Polícia Civil de Santa Catarina está de parabéns pelo seu trabalho!

Pablo Gomes, Lages

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