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Posts na categoria "Fraiburgo"

Maçã registra prejuízos de R$ 100 milhões

17 de fevereiro de 2014 0
Pomares foram bastante prejudicados pela falta de chuva e pelo forte calor. Foto: Pablo Gomes

Pomares foram bastante prejudicados pela falta de chuva e pelo forte calor. Foto: Pablo Gomes

O forte calor que superou recordes históricos nas últimas semanas deixou marcas negativas nas plantações de Santa Catarina.

Maior produtor de maçã do Brasil, o Estado perderá cerca de 20% da atual safra, cuja colheita está apenas no início.

A associação que representa os 2,7 mil produtores catarinenses espera um prejuízo de nada menos que R$ 100 milhões, numa média de R$ 37 mil por produtor.

E por conta dessa realidade preocupante, as prefeituras de quatro cidades cujas economias dependem da maçã decretaram situação de emergência.

Bom Retiro, Rufino, Urubici e Urupema, na Serra, somam 25 mil moradores, e a maioria deles trabalha na cadeia produtiva da maçã, responsável por aproximadamente 80% da economia da região.

Os decretos de emergência ajudarão os produtores a negociar suas dívidas junto aos bancos, uma vez que não terão o lucro esperado na atual safra.

Os municípios de Bom Jardim da Serra, Painel e São Joaquim, que completam a maior região produtora do país, não chegaram a decretar emergência, mas também sentirão os efeitos negativos do problema.

Continua…

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Inverno bom, verão ruim

17 de fevereiro de 2014 0
Expectativa do setor era colher 625 mil toneladas, mas o total não deve passar das 500 mil. Foto: Pablo Gomes

Expectativa do setor era colher 625 mil toneladas, mas o total não deve passar das 500 mil, uma queda de 20%. Foto: Pablo Gomes

A Associação dos Produtores de Maçã e Pêra de Santa Catarina (Amap), com sede em São Joaquim, tinha a expectativa de que nestes sete municípios da região mais fria do Brasil a colheita chegasse a 400 mil toneladas na atual safra, sendo 285 mil só no município de São Joaquim, o maior produtor do país.

Incluindo as demais cidades, especialmente Fraiburgo, no Meio-Oeste, o total colhido em todo o Estado chegaria a 625 mil toneladas, o equivalente a 625 milhões de quilos. Só que com a queda de 20%, a safra não deve passar das 500 mil toneladas.

Mas o que o inverno garantiu de bom, com quase mil horas de frio (são necessárias 700 horas com temperatura igual ou abaixo de 7,2ºC para uma boa maçã), o verão trouxe de ruim.

A estiagem interrompeu o crescimento da fruta por falta d’água justo na fase da maturação, quando a fruta retira os nutrientes do solo, quase já na hora de colher.

E o calor intenso foi o grande vilão. Com as altas temperaturas não registradas há décadas, a maçã perdeu a cor que a deixa atraente e, não bastasse isso, o sol forte a queimou, levando-a a ser descartada.

_ Como não havia água, as plantas se estressaram e precisaram se livrar de muitas frutas para sobreviver. E as que sobraram estão pequenas e queimadas. Até a cor foi prejudicada, pois nem amplitude térmica (diferença de temperatura entre o dia e a noite) teve nesse começo de ano, de tão grande que foi o calor _, diz o presidente da Amap, Salvio Rodrigues Proença.

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Chuva, frio e preço alto trazem esperança

17 de fevereiro de 2014 0
Renato de Souza Andrade, de Urupema, pretende investir em um sistema de irrigação para evitar mais prejuízos. Foto: Pablo Gomes

Renato de Souza Andrade, de Urupema, pretende investir em um sistema de irrigação para evitar mais prejuízos. Foto: Pablo Gomes

Diante da perspectiva de um quadro negativo, os produtores de maçã se amparam em alguns fatores que lhes dão esperança de uma safra nem tão desastrosa.

Com o retorno da chuva e a consequente queda das temperaturas, principalmente durante as noites na Serra, a expectativa é de que pelo menos a coloração da maçã melhore, o que pode garantir mais qualidade à fruta.

Outro ponto que pode contribuir é que, com menos maçã disponível no mercado, voltará a entrar em vigor a famosa lei da oferta e da procura e, assim, os preços devem subir.

No ano passado, o fruticultor recebeu em torno de R$ 0,60 pelo quilo da maçã e, na atual safra, o valor deve chegar a pelo menos R$ 0,80.

_ O preço mínimo ideal seria R$ 1, mas com R$ 0,80 já dá para cobrir o custo de produção, de R$ 0,50 por quilo, e minimizar o prejuízo _, diz o presidente da Amap.

E é realmente isso que os produtores esperam. Afinal, têm compromissos a honrar e planos a executar.

Renato de Souza Andrade, de 43 anos, cultiva maçã em 11,5 hectares na localidade de Fundo Doce, no interior de Urupema.

A previsão inicial dele era colher 650 toneladas, mas este número não deve passar de 400. Assim, já sabendo logo na primeira semana de colheita que terá um faturamento bem menor que o esperado, Renato será obrigado a adiar o sonho de comprar um apartamento e precisará investir em um sistema de irrigação no seu pomar, caso contrário, não vê outra alternativa.

_ Ou eu faço isso, ou eu paro de produzir maçã, porque é triste olhar para o pomar e ver que o custo foi alto para ter uma fruta com pouca qualidade.

Continua…

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Dados da produção de maçã em Santa Catarina

17 de fevereiro de 2014 0

* Produtores: 2.718

* Área plantada: 18.209 hectares

* Previsão inicial da safra: 625 mil toneladas (625 milhões de quilos)

* Quebra de safra estimada: 20%

* Expectativa após a estiagem e o calor histórico: 500 mil toneladas

* Prejuízo estimado: R$ 100 milhões, média de R$ 37 mil por produtor

* Preço mínimo ideal para o produtor: R$ 1 o quilo

* Preço esperado pelo produtor em 2014: R$ 0,80 o quilo

* Preço pago ao produtor em 2013: R$ 0,60 o quilo

* Municípios que decretaram emergência: Bom Retiro, Rio Rufino, Urubici e Urupema

* Maior município produtor: São Joaquim, com 228 mil toneladas (já com a quebra de 20%)

* Período da colheita: 10 de fevereiro a 15 de maio

Fonte: Associação dos Produtores de Maçã e Pêra de Santa Catarina (Amap)

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Moradores exigem rodovia decente

20 de novembro de 2013 0
Trecho da SC-355 entre Fraiburgo e Videira está em péssimas condições e coloca em risco a segurança dos usuários. Foto: Pablo Gomes

Trecho da SC-355 entre Fraiburgo e Videira está em péssimas condições e coloca em risco a segurança dos usuários. Foto: Pablo Gomes

Cansados de esperar por uma rodovia decente que os leve até em casa, moradores de Videira, no Meio-Oeste de Santa Catarina, decidiram se manifestar.

Há aproximadamente dois meses foi colocada uma grande placa às margens da SC-355 (antiga SC-453), no trecho entre Videira e Fraiburgo, em protesto contra as péssimas condições do asfalto.

O outdoor está na localidade de Vista Alegre, na altura do Km 46, justamente um dos pontos mais críticos com relação à intensidade do tráfego e ocorrências de acidentes, conforme a Polícia Militar Rodoviária de Lebon Régis, que atende a região.

Os manifestantes destacam o descontentamento com o governo do Estado e pedem que a placa só seja removida quando a rodovia finalmente estiver com o mínimo de conforto e segurança.

Aliás, viajar pelas rodovias do Meio-Oeste de Santa Catarina requer muito cuidado e paciência, pois é difícil encontrar um asfalto de qualidade, sem crateras e com a sinalização visível.

Pablo Gomes, Videira

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