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Posts na categoria "Painel"

Papagaio-charão busca pinhão na Serra de SC

02 de maio de 2014 0
Simpático bichinho sai da Serra Gaúcha para comer pinhão na Serra Catarinense. Foto: Dario Lins, Divulgação

Simpático bichinho voa em bandos de até três mil exemplares. Foto: Dario Lins, Divulgação

Nativo dos campos da Serra Gaúcha, o Papagaio-Charão vive em casais no Rio Grande do Sul. A partir de meados de março, quando o pinhão começa a ficar maduro, ele migra para a Serra Catarinense para comer.

Quando estão reunidos, chegam a voar em bandos de até três mil exemplares. Todos os dias, ao amanhecer, as aves vão para a região de Urupema e Urubici para comer pinhão nas araucárias e, ao entardecer, voltam para a região de Painel e Bocaina do Sul para dormir.

O biólogo Ari Fernando Raddatz, um dos organizadores do evento deste fim de semana e proprietário de uma pousada em Urupema que já se tornou referência nacional em observação de aves, explica que atualmente existem cerca de 25 mil exemplares do Charão vivendo entre as serras de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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Papagaio-de-peito-roxo corre risco de extinção

02 de maio de 2014 0
Espécie vive na faixa de mata atlântica entre o Rio Grande do Sul e a Bahia. Foto: Dario Lins, Divulgação

Espécie vive na faixa de mata atlântica entre o Rio Grande do Sul e a Bahia. Foto: Dario Lins, Divulgação

O Papagaio-de-peito-roxo vive na faixa de mata atlântica entre o Rio Grande do Sul e a Bahia. Porém, existe em quantidade bem menor que o Charão e está seriamente ameaçado de extinção.

Atualmente, estima-se em apenas três mil exemplares, motivo pelo qual a espécie é alvo de estudos de especialistas e palestras de conscientização nas comunidades onde está presente, uma vez que é comum ser capturado por moradores para ficar trancado em gaiolas.

Em Santa Catarina, o peito-roxo está mais presente nos municípios de Bom Retiro, Painel, Rio Rufino e Urubici, onde faz seus ninhos nas encostas de morros.

E assim como o “primo” charão, nessa época do ano o peito-roxo migra para Urupema a fim de comer pinhão.

Pablo Gomes, Urupema

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Começa a colheita do pinhão em Santa Catarina

01 de abril de 2014 0
Semente da araucária terá aumento de produção. Foto: RBS TV Centro-Oeste, Reprodução

Semente da araucária terá aumento de produção. Foto: RBS TV Centro-Oeste, Reprodução

Começou nesta terça-feira e vai até o início do inverno um dos períodos mais aguardados do ano para muitas famílias catarinenses.

A colheita e a venda do pinhão já estão liberadas, e a expectativa fica por conta da produção, em queda nas últimas três safras. A atual, porém, deve marcar o retorno da normalidade e o aumento da quantidade de frutos nas araucárias.

Dados da Secretaria da Agricultura de Lages, na Serra, apontam que a média histórica por safra na região, maior produtora do Estado, é de 250 mil sacos de 50 quilos, o equivalente a 12,5 mil toneladas, ou 12,5 milhões de quilos.

Acontece que nos últimos três anos os números despencaram. Das 12,5 mil toneladas colhidas em 2011, a quantidade caiu para 10 mil em 2012 e 7,5 mil em 2013, numa redução de 40% em apenas três safras.

Já para 2014 a previsão é de que a produção volte a subir e fique em 8,75 mil toneladas, mas ainda 30% abaixo do normal. A expectativa é de que o produtor receba cerca de R$ 3 por quilo no começo da safra e R$ 5 no fim. No mercado, o preço pode até dobrar para o consumidor.

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Amadorismo e estudos escassos na atividade

01 de abril de 2014 0

Como a atividade ligada ao pinhão ainda beira o amadorismo, os estudos e os dados relacionados ao cultivo ainda são escassos e imprecisos. Instituições como a Epagri e o Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV) da Udesc, localizado em Lages, investem em pesquisas e já têm informações relevantes.

Porém, muito ainda precisa ser descoberto, principalmente sobre os motivos que levam a produção da araucária a variar tanto de uma safra para a outra.

Alguns agrônomos acreditam que por ser a araucária uma planta nativa, que não recebe manejo e nem a interferência do homem, está sujeita à flutuação de produção.

Observações empíricas no campo indicam que a árvore passa por ciclos de aproximadamente três anos, alternando volumes altos e baixos de pinhão.

Uma das hipóteses para essa alternância é que a planta retira nutrientes do solo e a sua fisiologia regula a produção. Depois, é necessário um período estimado em três anos para a situação voltar ao normal.

— Tem também a polinização e as questões ligadas ao clima, como geadas tardias e estiagem. Nos pinheiros próximos a galpões, onde há esterco dos animais, a produção é maior porque as árvores recebem mais nutrientes. Mas são poucos os estudos que dizem exatamente o que acontece com o pinhão —, diz o agrônomo Raul Cerqueira, responsável pelo escritório da Epagri em Painel, pequeno município de 2,4 mil habitantes, distante 25 quilômetros de Lages e considerado o maior produtor do Estado, com previsão de colher 1,3 mil toneladas neste ano.

Pablo Gomes, Painel

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Maçã registra prejuízos de R$ 100 milhões

17 de fevereiro de 2014 0
Pomares foram bastante prejudicados pela falta de chuva e pelo forte calor. Foto: Pablo Gomes

Pomares foram bastante prejudicados pela falta de chuva e pelo forte calor. Foto: Pablo Gomes

O forte calor que superou recordes históricos nas últimas semanas deixou marcas negativas nas plantações de Santa Catarina.

Maior produtor de maçã do Brasil, o Estado perderá cerca de 20% da atual safra, cuja colheita está apenas no início.

A associação que representa os 2,7 mil produtores catarinenses espera um prejuízo de nada menos que R$ 100 milhões, numa média de R$ 37 mil por produtor.

E por conta dessa realidade preocupante, as prefeituras de quatro cidades cujas economias dependem da maçã decretaram situação de emergência.

Bom Retiro, Rufino, Urubici e Urupema, na Serra, somam 25 mil moradores, e a maioria deles trabalha na cadeia produtiva da maçã, responsável por aproximadamente 80% da economia da região.

Os decretos de emergência ajudarão os produtores a negociar suas dívidas junto aos bancos, uma vez que não terão o lucro esperado na atual safra.

Os municípios de Bom Jardim da Serra, Painel e São Joaquim, que completam a maior região produtora do país, não chegaram a decretar emergência, mas também sentirão os efeitos negativos do problema.

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Inverno bom, verão ruim

17 de fevereiro de 2014 0
Expectativa do setor era colher 625 mil toneladas, mas o total não deve passar das 500 mil. Foto: Pablo Gomes

Expectativa do setor era colher 625 mil toneladas, mas o total não deve passar das 500 mil, uma queda de 20%. Foto: Pablo Gomes

A Associação dos Produtores de Maçã e Pêra de Santa Catarina (Amap), com sede em São Joaquim, tinha a expectativa de que nestes sete municípios da região mais fria do Brasil a colheita chegasse a 400 mil toneladas na atual safra, sendo 285 mil só no município de São Joaquim, o maior produtor do país.

Incluindo as demais cidades, especialmente Fraiburgo, no Meio-Oeste, o total colhido em todo o Estado chegaria a 625 mil toneladas, o equivalente a 625 milhões de quilos. Só que com a queda de 20%, a safra não deve passar das 500 mil toneladas.

Mas o que o inverno garantiu de bom, com quase mil horas de frio (são necessárias 700 horas com temperatura igual ou abaixo de 7,2ºC para uma boa maçã), o verão trouxe de ruim.

A estiagem interrompeu o crescimento da fruta por falta d’água justo na fase da maturação, quando a fruta retira os nutrientes do solo, quase já na hora de colher.

E o calor intenso foi o grande vilão. Com as altas temperaturas não registradas há décadas, a maçã perdeu a cor que a deixa atraente e, não bastasse isso, o sol forte a queimou, levando-a a ser descartada.

_ Como não havia água, as plantas se estressaram e precisaram se livrar de muitas frutas para sobreviver. E as que sobraram estão pequenas e queimadas. Até a cor foi prejudicada, pois nem amplitude térmica (diferença de temperatura entre o dia e a noite) teve nesse começo de ano, de tão grande que foi o calor _, diz o presidente da Amap, Salvio Rodrigues Proença.

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Chuva, frio e preço alto trazem esperança

17 de fevereiro de 2014 0
Renato de Souza Andrade, de Urupema, pretende investir em um sistema de irrigação para evitar mais prejuízos. Foto: Pablo Gomes

Renato de Souza Andrade, de Urupema, pretende investir em um sistema de irrigação para evitar mais prejuízos. Foto: Pablo Gomes

Diante da perspectiva de um quadro negativo, os produtores de maçã se amparam em alguns fatores que lhes dão esperança de uma safra nem tão desastrosa.

Com o retorno da chuva e a consequente queda das temperaturas, principalmente durante as noites na Serra, a expectativa é de que pelo menos a coloração da maçã melhore, o que pode garantir mais qualidade à fruta.

Outro ponto que pode contribuir é que, com menos maçã disponível no mercado, voltará a entrar em vigor a famosa lei da oferta e da procura e, assim, os preços devem subir.

No ano passado, o fruticultor recebeu em torno de R$ 0,60 pelo quilo da maçã e, na atual safra, o valor deve chegar a pelo menos R$ 0,80.

_ O preço mínimo ideal seria R$ 1, mas com R$ 0,80 já dá para cobrir o custo de produção, de R$ 0,50 por quilo, e minimizar o prejuízo _, diz o presidente da Amap.

E é realmente isso que os produtores esperam. Afinal, têm compromissos a honrar e planos a executar.

Renato de Souza Andrade, de 43 anos, cultiva maçã em 11,5 hectares na localidade de Fundo Doce, no interior de Urupema.

A previsão inicial dele era colher 650 toneladas, mas este número não deve passar de 400. Assim, já sabendo logo na primeira semana de colheita que terá um faturamento bem menor que o esperado, Renato será obrigado a adiar o sonho de comprar um apartamento e precisará investir em um sistema de irrigação no seu pomar, caso contrário, não vê outra alternativa.

_ Ou eu faço isso, ou eu paro de produzir maçã, porque é triste olhar para o pomar e ver que o custo foi alto para ter uma fruta com pouca qualidade.

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Dados da produção de maçã em Santa Catarina

17 de fevereiro de 2014 0

* Produtores: 2.718

* Área plantada: 18.209 hectares

* Previsão inicial da safra: 625 mil toneladas (625 milhões de quilos)

* Quebra de safra estimada: 20%

* Expectativa após a estiagem e o calor histórico: 500 mil toneladas

* Prejuízo estimado: R$ 100 milhões, média de R$ 37 mil por produtor

* Preço mínimo ideal para o produtor: R$ 1 o quilo

* Preço esperado pelo produtor em 2014: R$ 0,80 o quilo

* Preço pago ao produtor em 2013: R$ 0,60 o quilo

* Municípios que decretaram emergência: Bom Retiro, Rio Rufino, Urubici e Urupema

* Maior município produtor: São Joaquim, com 228 mil toneladas (já com a quebra de 20%)

* Período da colheita: 10 de fevereiro a 15 de maio

Fonte: Associação dos Produtores de Maçã e Pêra de Santa Catarina (Amap)

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Geada cobriu os campos Serranos

26 de julho de 2013 0

Fotos: VANI BOZA

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Serra gelada nessa quarta-feira

17 de julho de 2013 0

FOTOS: VANI BOZA

Painel amanheceu coberta de geada na manhã dessa quarta-feira!

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