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Posts na categoria "Ponte Alta"

Vereador ficará preso por mais alguns dias

06 de fevereiro de 2014 0

O vereador Junior Cesar da Silva (PP), de Ponte Alta, na Serra Catarinense, preso na manhã da última segunda-feira após publicar em seu perfil no Facebook algumas fotos para as quais posou em uma praia de Itapema, no Litoral Norte, quando deveria estar em sua cidade cumprindo medidas restritivas impostas pela Justiça por conta de um processo do qual é réu, continua preso e assim ficará por pelo menos 10 dias.

Esse é o prazo estimado pela defesa do vereador para que o juizado da comarca de Correia Pinto, da qual Ponte Alta faz parte e onde tramita a ação, se manifeste sobre o pedido de reconsideração da prisão a ser protocolado nesta quinta-feira.

Caso a decisão seja desfavorável a Junior, os advogados dele, Luiz Carlos Ribeiro e Maurício Marcos Ribeiro, entrarão com um pedido de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em Florianópolis.

Pablo Gomes, Ponte Alta

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Vereador vai à praia, publica fotos e é preso

04 de fevereiro de 2014 0
Junior Cesar da Silva (PP), de Ponte Alta, posou para fotos no dia 7 de janeiro deste ano em Itapema, mas sequer poderia ter viajado. Foto: Reprodução, Facebook

Junior Cesar da Silva (PP), de Ponte Alta, posou para fotos no dia 7 de janeiro deste ano em Itapema, mas sequer poderia ter viajado. Foto: Reprodução, Facebook

Um vereador de uma pequena cidade de Santa Catarina foi preso após publicar fotos suas em uma das mais badaladas praias do Estado.

Junior Cesar da Silva (PP), de Ponte Alta, na Serra, descumpriu uma ordem judicial que o impedia de deixar a comarca onde vive sem prévia autorização, viajou para o Litoral, postou fotos no Facebook e, depois de curtir, agora compartilha uma cela na cadeia.

Junior é um dos seis vereadores que figuram como réus em um processo que apura um suposto esquema de fraudes em diárias na Câmara Municipal de Ponte Alta, cidade de cinco mil moradores e distante 45 quilômetros de Lages.

As irregularidades teriam sido praticadas de janeiro de 2011 a outubro de 2012 e causado um prejuízo de R$ 102 mil aos cofres públicos.

Junior havia sido preso no dia 29 de abril do ano passado em virtude de um mandado de prisão fundamentado em uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Correia Pinto.

E após pagar fiança de 22 salários mínimos, o equivalente à R$ 14.916,00 à época, foi libertado 15 dias depois mediante um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça.

Na ocasião, a prisão foi substituída por medidas cautelares que incluíam, entre vários compromissos, não se ausentar da comarca, que abrange os municípios de Ponte Alta e Correia Pinto, sem prévia autorização judicial. E foi exatamente isso o que Junior não cumpriu.

No dia 7 de janeiro deste ano, ele posou para fotos à beira de uma praia em Itapema, no Litoral Norte, e as publicou dois dias depois em seu perfil no Facebook. Mal sabia Junior que as imagens, curtidas e comentadas por alguns amigos, seriam vistas também pelo Ministério Público, que pediu novamente a sua prisão.

Com novo mandado expedido pela Justiça, o vereador foi preso na manhã de segunda-feira em sua casa, em Ponte Alta, por policiais civis de Correia Pinto, e agora está trancado no Presídio Regional de Lages.

Continua…

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Defesa admite equívoco, mas contesta prisão

04 de fevereiro de 2014 0
Para o advogado, seu cliente se equivocou ao viajar sem a prévia autorização judicial. Foto: Reprodução, Facebook

Para o advogado, seu cliente se equivocou ao viajar sem a prévia autorização judicial. Foto: Reprodução, Facebook

O advogado do vereador, Maurício Marcos Ribeiro, confirma que as fotos foram feitas no dia 7 de janeiro deste ano em Itapema.

Ele explica que Junior não o consultou antes de viajar e considera a atitude um “equívoco” por parte do seu cliente.

Segundo o advogado, Junior acreditava que pelo fato de o Judiciário estar em recesso no fim do ano ele poderia sair da comarca e pedir autorização judicial ao retornar da viagem.

Ainda assim, o advogado considera irregular e desnecessária a nova prisão do vereador. Para Maurício Ribeiro, o descumprimento de uma das medidas cautelares não autorizaria a imediata decretação da prisão preventiva.

Para o defensor de Junior, a Justiça dispõe de outras medidas cautelares que se mostrariam mais ajustadas ao caso.

Maurício Ribeiro entende ainda que o próprio Código de Processo Penal prevê que, em caso de descumprimento, o Juizado deve primeiro substituir a medida, impor outra em cumulação e, só em último caso, decretar a prisão.

Assim, o advogado protocolou na tarde desta terça-feira, no Fórum de Correia Pinto, um pedido de reconsideração da prisão.

Caso a decisão não seja favorável ao seu cliente, ele ingressará no Tribunal de Justiça, em Florianópolis, com um pedido de habeas corpus.

Pablo Gomes, Ponte Alta

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Fiança é parcelada e vereadores podem ser soltos

15 de maio de 2013 1

Suposto esquema de fraudes em diárias da Câmara de Ponte Alta teria causado prejuízo de R$ 102 mil aos cofres públicos. Foto: Alvarélio Kurossu

O juiz Geraldo Corrêa Bastos, da 1ª Vara Criminal de Lages e que também responde temporariamente pela Comarca de Correia Pinto, autorizou na noite desta quarta-feira o parcelamento da fiança dos vereadores Júnior Cesar da Silva (PP) e Edison Portela Alves (PP), de Ponte Alta, presos desde o dia 29 de abril por suspeita de envolvimento em fraudes de diárias da Câmara Municipal.

O suposto esquema, que teria ocorrido de janeiro de 2011 a outubro de 2012, causou um prejuízo de R$ 102 mil aos cofres públicos. Tão logo paguem a primeira parcela, Júnior e Edison poderão sair da cadeia.

Na terça-feira, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) concedeu habeas corpus aos dois presos e a outros quatro vereadores que tiveram a prisão decretada e continuam foragidos: Amauri Fracaro (PT), Claudemir Pereira dos Santos (PMDB), Daniel Angelo Santos de Souza (PP) e Horácio Morais (PMDB).

As liberdades estão condicionadas ao pagamento das fianças, suspensão do exercício do cargo público, proibição de acesso à Câmara, proibição de se ausentar da Comarca – que abrange os municípios de Ponte Alta e Correia Pinto – sem autorização judicial, e comparecimento quinzenal em juízo.

A fiança de Júnior foi estipulada em 22 salários mínimos (R$ 14.916,00), e a de Edison ficou em 20 salários mínimos (R$ 13.560,00). Na tarde desta terça-feira, a defesa dos dois protocolou um pedido para parcelamento da fiança em dez vezes. No início da noite, o juiz Geraldo Bastos deferiu parcialmente e autorizou a quitação em cinco parcelas.

Assim, tão logo apresentem o comprovante de pagamento no Fórum de Correia Pinto, Júnior e Edison, que estão reclusos no Presídio Masculino de Lages, sairão da cadeia, o que pode ocorrer ainda nesta quinta-feira.

Quanto aos outros quatro vereadores que continuam foragidos, as condicionantes do habeas corpus são as mesmas, porém, o pagamento das fianças deve ser integral – 22 salários mínimos para Claudemir (R$ 14.916,00), 20 para Horácio (R$ 13.560,00), quatro para Amauri (R$ 2.712,00) e dois para Daniel (R$ 1.356,00).

Segundo o juiz Geraldo Bastos, todos os quatro foragidos precisam pagar as respectivas fianças até as 13h desta quinta-feira no Fórum de Correia Pinto. Caso contrário, seus habeas corpus perderão a validade e eles irão para a cadeia tão logo sejam localizados.

Pablo Gomes, Ponte Alta

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Vereador sai da cadeia e nega furto de gado

28 de dezembro de 2012 0

Cleber Miranda de Souza, de 36 anos, vereador eleito pelo Partido Progressista (PP) em Ponte Alta, na Serra Catarinense, e preso na última quarta-feira por suspeita de furto de gado, já saiu da cadeia. Ele foi liberado na quinta mediante pagamento de fiança e jura inocência.

Cleber e seu pai, proprietários de açougues em Ponte Alta e na vizinha Correia Pinto, foram presos pela Polícia Civil após investigações que apontaram os dois e um terceiro homem, morador de Otacílio Costa, como envolvidos em um suposto esquema de furto de aproximadamente 15 animais no início do mês, no interior de Ponte Alta.

A operação policial ocorreu na quarta-feira em parceria com a Vigilância Sanitária, que apreendeu 800 quilos de carne sem registro de procedência, carimbo de inspeção e acondicionados de maneira inadequada nos dois açougues.

Na ocasião, segundo o delegado Fabiano Henrique Schmitt, Cleber e seu pai foram presos em flagrante por crime contra as relações de consumo (artigo 7º da lei 8.137, de 27 de dezembro de 1990). O terceiro suspeito foi preso por posse ilegal de arma.

Sete animais foram recuperados em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí, e os brincos de identificação foram reconhecidos pela Cidasc como sendo dos animais furtados.

Além dos crimes pelos quais foram presos, os três suspeitos, ainda segundo o delegado, responderão também a processo por abigeato, como é chamado o furto de gado (furto qualificado), com pena de dois a oito anos de reclusão.

Em entrevista concedida por telefone na tarde de quinta-feira ao Diário Catarinense, Fabiano Schmitt disse que os suspeitos estavam no Presídio Regional de Lages.

Na manhã desta sexta, Cleber e seu pai foram localizados pela equipe de reportagem da RBS TV Centro-Oeste em frente ao açougue de Correia Pinto.

Ambos admitiram que compraram a carne apreendida diretamente de produtores da região, daí a ausência de registro de procedência e carimbo de inspeção.

Com relação ao acondicionamento errado, os dois justificaram ter sido em função de uma queda de energia que deixou a região sem luz por quatro horas, o que provocou a deterioração da carne justamente quando ocorreu a operação da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária.

_ É uma injustiça. Não temos nada a ver com o furto de gado, e serei empossado normalmente no dia 1º de janeiro _, garantiu Cleber.

Pablo Gomes, Ponte Alta

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Vereador é preso suspeito de furto de gado

27 de dezembro de 2012 0

Cléber Miranda de Souza (PP) foi um dos nove eleitos por Ponte Alta em 7 de outubro e diplomado no último dia 18. O açougue dele foi interditado por vender carne sem procedência. Foto: Divulgação

Um vereador eleito em Ponte Alta, município da Serra Catarinense com aproximadamente cinco mil habitantes e distante 45 quilômetros de Lages, foi preso por suspeita de participação em furtos de gado em fazendas da região.

Cleber Miranda de Souza (PP), de 36 anos, foi um dos nove vereadores de Ponte Alta eleitos em 7 de outubro e diplomados no último dia 18. Agora, ele está no Presídio Regional de Lages junto com o pai e outro homem, que teriam participação no esquema.

O delegado Fabiano Henrique Schmitt conta que o caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil após o furto de 15 animais, no início deste mês, no interior de Ponte Alta.

As investigações apontaram para o suposto envolvimento de Cleber e do pai dele, ambos proprietários de um açougue em Ponte Alta e outro na cidade vizinha de Correia Pinto, e de um terceiro homem, morador de Otacílio Costa, também na Serra.

Mediante os indícios, dentre os quais, brincos de identificação de alguns animais furtados que foram localizados pela polícia e reconhecidos pela Cidasc, a Justiça expediu mandados de busca e apreensão, cumpridos na manhã de quarta-feira numa operação entre a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária nas residências, propriedades rurais e açougues dos suspeitos.

Sete animais foram recuperados no interior de Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí. Os demais, segundo o delegado, provavelmente foram abatidos para comercialização da carne nos açougues de Cleber e seu pai.

Os dois foram presos em flagrante por crime contra as relações de consumo pelo fato de a carne apreendida nos açougues, num total de 800 quilos, não ter registro de procedência, carimbo de inspeção e sequer estar acondicionada de maneira adequada.

Os dois açougues foram temporariamente interditados. O outro homem foi preso em Otacílio Costa por posse ilegal de arma. Os três suspeitos estão à disposição da Justiça no Presídio Regional de Lages e, além dos crimes pelos quais foram presos em flagrante, serão processados por furto de gado, conhecido como abigeato e que prevê pena de dois a oito anos de cadeia.

Ao ser informada do caso na tarde desta quinta-feira pela Polícia Civil, a reportagem do Diário Catarinense tentou contato com algum representante de Cleber, mas o nome dele não consta na lista telefônica e ninguém foi localizado na Câmara de Vereadores de Ponte Alta.

Pablo Gomes, Ponte Alta

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Governador não chega, mas libera verba

08 de dezembro de 2012 2

Raimundo Colombo era aguardado em Ponte Alta, mas helicóptero encontrou dificuldades. Prédios públicos são reformados. Fotos: PABLO GOMES

Seis dias após o tornado que devastou a pequena Ponte Alta, na Serra Catarinense, o governador Raimundo Colombo ainda não conseguiu ir à cidade para conferir os estragos.

A visita estava programada para a tarde deste sábado na companhia do secretário de Estado da Defesa Civil, Geraldo Althoff, mas devido à forte nebulosidade, o piloto do helicóptero oficial encontrou dificuldades na viagem e, mesmo tentando rotas alternativas, não conseguiu chegar.

O pouso em Ponte Alta estava marcado para as 14h, no estádio municipal, ao lado de uma das três madeireiras totalmente destruídas no município.

Representantes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar aguardavam Colombo e Althoff, além do prefeito Luiz Paulo Farias (PT), da deputada federal Carmem Zanotto (PPS) e do secretário do Desenvolvimento Regional de Lages, Jurandi Domingos Agustini. A confirmação de que a visita estava cancelada veio por volta das 14h20min, e uma nova programação precisou ser elaborada.

O governador estava na região de Blumenau quando telefonou para o prefeito Luiz Paulo e o convidou para uma reunião na próxima segunda-feira, às 17h30min, em Florianópolis.

Colombo prometeu a liberação de R$ 200 mil para ajudar na reconstrução de prédios públicos bastante danificados, como a secretaria da Educação e a Escola São Francisco, localizada no Bairro Nossa Senhora Aparecida e onde estudam 80% dos 700 alunos da rede municipal de ensino.

Continua…

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Busca por recursos já garantidos em Brasília

08 de dezembro de 2012 0

Prefeito Paulinho (camisa rosa), secretário Jurandi e deputada Carmem acertam os detalhes da viagem à capital federal. Fotos: PABLO GOMES

No dia seguinte, o prefeito e o governador irão a Brasília pedir ajuda da União. A intenção é conversar pessoalmente com a presidente Dilma Rousseff.

Enquanto isso, a deputada Carmem negocia junto aos Ministérios da Integração Nacional e das Relações Institucionais, este comandado pela ex-deputada estadual e ex-senadora por Santa Catarina, Ideli Salvatti, a liberação de recursos de projetos já cadastrados no governo federal, como do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e de emendas dos deputados Décio Lima (PT), Mauro Mariani (PMDB) e da própria Carmem Zanotto.

Segundo o prefeito Luiz Paulo, só as destinações parlamentares somam cerca de R$ 1 milhão, fora o Plano de Habitação, que prevê a construção de 498 casas populares para famílias do município.

A deputada Carmem não prevê prazos, mas acredita que, pelo fato de Ponte Alta ter decretado estado de calamidade pública, a liberação dos recursos deve ser rápida.

Com um orçamento anual de R$ 19 milhões, Ponte Alta calcula um prejuízo superior a R$ 30 milhões só na parte urbana, onde foram atingidas 1,9 mil casas e vivem 90% dos cinco mil moradores do município.

Só na agricultura os danos chegam a R$ 2,5 milhões, e a prefeitura ainda calcula os estragos na pecuária e no reflorestamento.

As aulas da rede municipal voltariam nesta segunda-feira, mas não será possível por conta dos estragos nas escolas. Já o abastecimento de água potável, a energia elétrica e a comunicação voltaram à normalidade.

Pablo Gomes, Ponte Alta

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Governador deve anunciar ajuda a Ponte Alta

07 de dezembro de 2012 0

Tornado destruiu toda a cidade de cinco mil habitantes no último domingo e causou prejuízos de R$ 30 milhões. Foto: PABLO GOMES

O governador Raimundo Colombo e o secretário estadual da Defesa Civil, Geraldo Althoff, estarão neste sábado em Ponte Alta, na Serra Catarinense, para conferir pessoalmente os estragos provocados pelo tornado que devastou o município de cinco mil habitantes no fim da tarde do último domingo e levou a prefeitura a decretar de estado de calamidade pública.

A visita ocorre a partir das 14h, e a expectativa é quanto ao possível anúncio de ajuda financeira do Estado.

Com um orçamento anual de R$ 19 milhões, a administração municipal calcula prejuízos de R$ 30 milhões para reconstruir a área urbana, totalmente atingida e onde vive 90% da população.

Foram atingidas 1,9 mil casas, incluindo escolas, centros comunitários e imóveis públicos. Sete postes caíram no Centro e a cidade ficou sem água, energia elétrica e comunicação a maior parte da semana.

Duas pessoas ficaram feridas e passam bem. No interior do município, os prejuízos passam de R$ 2,5 milhões na agricultura, base da economia local.

A ajuda do Estado chegou logo após a passagem do tornado, ainda no domingo. Telhas, lonas, colchões e cestas básicas foram enviadas a Ponte Alta, além de doações particulares.

O governador Colombo conversou com o prefeito Luiz Paulo Farias (PT) para se inteirar da situação e, neste sábado, fará a primeira visita in loco à cidade após o tornado.

Pablo Gomes, Ponte Alta

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A iluminação de Natal que o tornado apagou

05 de dezembro de 2012 0

Família lamenta a demolição da casa poucos dias após decorá-la para o Natal. Fotos: PABLO GOMES

Fazia apenas quatro anos que o serviços gerais Alvino Ribeiro Pereira, 47, havia comprado uma casa no Bairro Nossa Senhora Aparecida para viver com a mulher, a professora Elisângela Moreira, 36, e a filha, a estudante Bianca Moreira Marcelino, 11.

A casa própria era o sonho dos três, e tudo se encaminhava certinho para mais um agradável Natal em família. Na semana passada, Alvino, Elisângela e Bianca decoraram a residência com lâmpadas e bolinhas coloridas.

A iluminação chamava a atenção na rua e era o orgulho de pai, mãe e filha. Até que, na tarde do último domingo, a alegria virou desespero e o sorriso deu lugar ao choro.

Os três tomavam café na cozinha quando o tempo fechou. E, de repente, o temporal chegou. A grande e pesada porta da frente da casa voou para dentro da sala e o teto começou a se despedaçar.

Alvino foi com a mulher e a filha para o banheiro, única peça de alvenaria da casa, para se proteger do funil que sugava tudo o que encontrava pela frente.

Os três entraram em pânico e, quando a cobertura do banheiro começou a ceder, a morte parecia muito perto.

_ Naquela hora eu achei que ia morrer. Pensei que era o fim de tudo _, lembra Alvino.

Passaram-se aterrorizantes 15 minutos até que o tornado foi embora. Tudo estava destruído, mas todos estavam salvos e sem ferimentos.
Lamentaram a perda da casa, mas agradeceram pela vida. Depois, mudaram-se para a pequena garagem de cimento, onde devem ficar um bom tempo.

E na manhã de terça-feira, com a ajuda do Corpo de Bombeiros, o que sobrou da residência foi demolido para que a madeira possa ser reaproveitada em um novo lar.

_ Não estava nos planos fazer outra casa. A nossa estava pronta, pintada, enfeitada e linda para o Natal. Mas vamos reconstruir nossas vidas, e no próximo Natal, volte aqui, pois tudo estará novamente em pé e iluminado _, disse Elisângela, esperançosa, à reportagem do Diário Catarinense.

Continua…

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