Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "Rio do Sul"

Barracas usadas em catástrofes em todo o mundo chegam aos desabrigados da grande enchente em SC

19 de setembro de 2011 1

Kits de sobrevivência já beneficiaram mais de um milhão de pessoas em 100 países. Fotos: Shelter Box, Divulgação

Kits de sobrevivência já beneficiaram mais de um milhão de pessoas em 100 países. Fotos: Shelter Box, Divulgação

A enchente que deixou Rio do Sul em estado de calamidade pública colocou a cidade numa lista mundial de vítimas de catástrofes.

Uma organização internacional com sede na Inglaterra e que atua em todo o planeta ofereceu ajuda humanitária aos atingidos pela tragédia no Alto Vale do Itajaí, e já nesta semana os desabrigados terão acesso ao que mais precisam: um lugar para viver.

A Shelter Box (caixa de abrigo) é uma Organização Não Governamental (ONG) sem fins lucrativos ligada ao Rotary Club International e que distribui kits de sobrevivência cujo principal item é uma barraca com capacidade para 10 pessoas, resistente a ventos, chuvas e temperaturas extremas e durabilidade de até seis meses.

Desde 2000, quando foi criado, o programa já beneficiou um milhão de pessoas em mais de 100 países afetados por conflitos, vulcões, enchentes, furacões, tsunamis e terremotos.

No Brasil, onde está presente há pouco mais de um ano com sede em São Caetano do Sul (SP), a shelter box já foi usada por mais de 15 mil pessoas que perderam suas casas em enchentes e deslizamentos de terra no Nordeste e no estado do Rio de Janeiro em 2010 e 2011.

Fabricada por uma empresa da Escócia, cada caixa custa cerca de 1 mil dólares (R$ 1,7 mil) e é custeada pela ONG, que sobrevive de doações em dinheiro e destina 90% à compra e distribuição dos kits.

Desde sua fundação, a Shelter Box já arrecadou 70 milhões de dólares, dos quais, 100 mil foram doados por brasileiros.

Continua…

Bookmark and Share

Custo zero para as famílias e a prefeitura

19 de setembro de 2011 0

Toda a logística, do transporte à montagem das barracas, é providenciada pela organização internacional. Fotos: Shelter Box, Divulgação

Toda a logística, do transporte à montagem das barracas, é providenciada pela organização internacional. Fotos: Shelter Box, Divulgação

As caixas são distribuídas sem nenhum custo às famílias e aos governos das regiões atingidas pelos desastres.

Toda a logística, do transporte à montagem das barracas, é providenciada pela ONG. A única atribuição do poder público é identificar as famílias que precisam do benefício.

Em Rio do Sul, 258 famílias, num total de 913 pessoas, continuavam em 23 abrigos até este domingo. O número de desalojados – nas casas de parentes e amigos – chegava a quatro mil.

O prefeito Milton Hobus acredita, no entanto, que aproximadamente 500 famílias não conseguirão voltar para as suas casas, ou porque os imóveis estão comprometidos ou ficam em áreas de risco.

O representante da ONG na Inglaterra, David Hatcher, que esteve em Rio do Sul neste fim de semana para apresentar o programa, diz que neste momento existem 242 kits disponíveis no Brasil, e todos serão destinados a Rio do Sul.

As caixas devem chegar à cidade até quarta-feira, e a prioridade é que as barracas sejam instaladas no ambiente familiar das pessoas.

Não havendo essa possibilidade, caso os locais sejam áreas de risco, a sugestão é que sejam criados acampamentos coletivos em estádios de futebol ou outros lugares que disponham de banheiros e energia elétrica, já que as barracas não contam com estas opções.

Continua…

Bookmark and Share

Mais de 900 pessoas continuam em abrigos

19 de setembro de 2011 0

Entre as 913 pessoas desabrigadas em Rio do Sul, estão a costureira Neusa e a netinha Cauana e o aposentado Tercílio. Fotos: Vani Boza

Entre as 913 pessoas desabrigadas em Rio do Sul, estão a costureira Neusa e a netinha Cauana e o aposentado Tercílio. Fotos: Vani Boza

Até a tarde deste domingo, 913 pessoas de 258 famílias continuavam nos 23 abrigos públicos espalhados por Rio do Sul.

Cada uma com suas histórias e seus dramas, mas todas na mesma situação: sem um lugar para viver.

Um dos maiores abrigos fica no galpão de uma antiga fábrica no Bairro Barragem, um dos mais atingidos.

No local que chegou a ter 400 pessoas, 120 ainda vivem de forma improvisada com as poucas roupas, móveis e eletrodomésticos que conseguiram salvar ou que receberam de doações.

Gente de todas as idades, como a pequena Cauana, de apenas sete meses, que enfrentou a primeira enchente da sua vida e está refugiada no galpão com a avó, a costureira Neusa Teresinha Berri, de 53 anos; e o aposentado Tercílio Hager, de 80 anos, que está sozinho mas conhece a maioria das outras pessoas que estão no abrigo.

_ Existem pessoas que são vizinhas de outros alojamentos, pois não é a primeira vez que precisam sair de casa por causa de enchentes _, diz o coordenador do abrigo, Lucas Schewinski.

Na quarta-feira, o prefeito Milton Hobus irá a Brasília pedir rapidez na liberação de recursos para a construção de casas populares a fim de beneficiar as famílias que perderam tudo na enchente.

O município vai doar os terrenos e, como a Caixa Econômica Federal já tem projetos e as obras podem ser contratadas em regime de urgência, o prefeito acredita que em seis ou sete meses os novos imóveis já estejam prontos e possam ser utilizados pelas famílias.

Continua…

Bookmark and Share