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Posts na categoria "Urupema"

Observadores de aves voltam a invadir Urupema

02 de maio de 2014 0
Praticantes do birdwatching (turismo de observação de aves), como Lesther Lins (E) e o pai Dario (D) estarão neste fim de semana na cidade mais fria do Brasil. Foto: Alvarélio Kurossu, Agência RBS

Praticantes do birdwatching (turismo de observação de aves), como Lesther Lins (E) e o pai Dario (D) estarão neste fim de semana na cidade mais fria do Brasil. Foto: Alvarélio Kurossu, Agência RBS

Considerada a cidade mais fria do Brasil, a pequena Urupema, de 2,5 mil habitantes e localizada a 50 quilômetros de Lages, na Serra Catarinense, sedia neste fim de semana mais uma edição de um evento que não para de crescer e atrai cada vez mais adeptos do birdwatching, o turismo de observação de aves.

O Festival do Papagaio-Charão chega à sua terceira edição com palestras, aulas de educação ambiental para crianças e as tão esperadas saídas a campo para avistar e fotografar o simpático bichinho. Paralelamente ocorrerá também o 1º Festival do Papagaio-de-peito-roxo.

As atividades começam às 9h30min deste sábado, no Centro de Eventos de Urupema, e se estenderão até as 17h de domingo. Vinhos, produtos coloniais e artesanatos da região estarão à venda no local.

As inscrições são gratuitas, e qualquer pessoa pode participar. A expectativa da organização é de que todos os cerca de 160 leitos da rede hoteleira de Urupema estejam ocupados por turistas de várias partes do país.

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Papagaio-charão busca pinhão na Serra de SC

02 de maio de 2014 0
Simpático bichinho sai da Serra Gaúcha para comer pinhão na Serra Catarinense. Foto: Dario Lins, Divulgação

Simpático bichinho voa em bandos de até três mil exemplares. Foto: Dario Lins, Divulgação

Nativo dos campos da Serra Gaúcha, o Papagaio-Charão vive em casais no Rio Grande do Sul. A partir de meados de março, quando o pinhão começa a ficar maduro, ele migra para a Serra Catarinense para comer.

Quando estão reunidos, chegam a voar em bandos de até três mil exemplares. Todos os dias, ao amanhecer, as aves vão para a região de Urupema e Urubici para comer pinhão nas araucárias e, ao entardecer, voltam para a região de Painel e Bocaina do Sul para dormir.

O biólogo Ari Fernando Raddatz, um dos organizadores do evento deste fim de semana e proprietário de uma pousada em Urupema que já se tornou referência nacional em observação de aves, explica que atualmente existem cerca de 25 mil exemplares do Charão vivendo entre as serras de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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Papagaio-de-peito-roxo corre risco de extinção

02 de maio de 2014 0
Espécie vive na faixa de mata atlântica entre o Rio Grande do Sul e a Bahia. Foto: Dario Lins, Divulgação

Espécie vive na faixa de mata atlântica entre o Rio Grande do Sul e a Bahia. Foto: Dario Lins, Divulgação

O Papagaio-de-peito-roxo vive na faixa de mata atlântica entre o Rio Grande do Sul e a Bahia. Porém, existe em quantidade bem menor que o Charão e está seriamente ameaçado de extinção.

Atualmente, estima-se em apenas três mil exemplares, motivo pelo qual a espécie é alvo de estudos de especialistas e palestras de conscientização nas comunidades onde está presente, uma vez que é comum ser capturado por moradores para ficar trancado em gaiolas.

Em Santa Catarina, o peito-roxo está mais presente nos municípios de Bom Retiro, Painel, Rio Rufino e Urubici, onde faz seus ninhos nas encostas de morros.

E assim como o “primo” charão, nessa época do ano o peito-roxo migra para Urupema a fim de comer pinhão.

Pablo Gomes, Urupema

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Sepultado o corpo de ex-prefeito de Urupema

28 de abril de 2014 0
Nelton Rogério de Souza teve intensa participação na vida política catarinense. Foto: Divulgação

Nelton Rogério de Souza teve intensa participação na vida política catarinense. Foto: Divulgação

Foi sepultado na manhã desta segunda-feira, em Urupema, na Serra Catarinense, o corpo do ex-prefeito da cidade e vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), Nelton Rogério de Souza, que morreu na manhã de domingo, no Hospital de Caridade, em Florianópolis, vítima de câncer e complicações cardiorrespiratórias.

Nelton tinha 72 anos e ocupava a vice-presidência da Faesc desde 1997. Ele nasceu em 10 de fevereiro de 1942 em Urupema, filho de Evaldo Pereira de Souza e Neci Fontanella de Souza. Casou-se com Neusa Carmem Formighieri de Souza, com quem teve duas filhas: Maria Cláudia de Souza Moia e Eloísa Cristina de Souza Santiago. Graduou-se pela Escola de Agronomia Eliseu Maciel, de Pelotas (RS).

Nelton teve intensa atividade comunitária, política e sindical. Elegeu-se prefeito de Urupema para o mandato de 1993 a 1996. Presidiu a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) no período de 1979 a 1983. Foi secretário executivo da Acaresc e presidente do Núcleo de Engenheiros Agrônomos do Vale do Rio do Peixe.

Presidiu o Conselho Paritário Produtor/Indústria do Estado de Santa Catarina (Conseleite) e foi um dos principais interlocutores do setor primário da economia barriga-verde.

Acometido de câncer na bexiga há vários anos, submetia-se a um tratamento rigoroso em Santa Catarina e, nos últimos anos, sofreu várias internações hospitalares. Mesmo assim, nunca abandonou suas funções nas instituições onde trabalhava.

* Com informações da MB Comunicação Empresarial/Organizacional.

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Começa a colheita do pinhão em Santa Catarina

01 de abril de 2014 0
Semente da araucária terá aumento de produção. Foto: RBS TV Centro-Oeste, Reprodução

Semente da araucária terá aumento de produção. Foto: RBS TV Centro-Oeste, Reprodução

Começou nesta terça-feira e vai até o início do inverno um dos períodos mais aguardados do ano para muitas famílias catarinenses.

A colheita e a venda do pinhão já estão liberadas, e a expectativa fica por conta da produção, em queda nas últimas três safras. A atual, porém, deve marcar o retorno da normalidade e o aumento da quantidade de frutos nas araucárias.

Dados da Secretaria da Agricultura de Lages, na Serra, apontam que a média histórica por safra na região, maior produtora do Estado, é de 250 mil sacos de 50 quilos, o equivalente a 12,5 mil toneladas, ou 12,5 milhões de quilos.

Acontece que nos últimos três anos os números despencaram. Das 12,5 mil toneladas colhidas em 2011, a quantidade caiu para 10 mil em 2012 e 7,5 mil em 2013, numa redução de 40% em apenas três safras.

Já para 2014 a previsão é de que a produção volte a subir e fique em 8,75 mil toneladas, mas ainda 30% abaixo do normal. A expectativa é de que o produtor receba cerca de R$ 3 por quilo no começo da safra e R$ 5 no fim. No mercado, o preço pode até dobrar para o consumidor.

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Maçã registra prejuízos de R$ 100 milhões

17 de fevereiro de 2014 0
Pomares foram bastante prejudicados pela falta de chuva e pelo forte calor. Foto: Pablo Gomes

Pomares foram bastante prejudicados pela falta de chuva e pelo forte calor. Foto: Pablo Gomes

O forte calor que superou recordes históricos nas últimas semanas deixou marcas negativas nas plantações de Santa Catarina.

Maior produtor de maçã do Brasil, o Estado perderá cerca de 20% da atual safra, cuja colheita está apenas no início.

A associação que representa os 2,7 mil produtores catarinenses espera um prejuízo de nada menos que R$ 100 milhões, numa média de R$ 37 mil por produtor.

E por conta dessa realidade preocupante, as prefeituras de quatro cidades cujas economias dependem da maçã decretaram situação de emergência.

Bom Retiro, Rufino, Urubici e Urupema, na Serra, somam 25 mil moradores, e a maioria deles trabalha na cadeia produtiva da maçã, responsável por aproximadamente 80% da economia da região.

Os decretos de emergência ajudarão os produtores a negociar suas dívidas junto aos bancos, uma vez que não terão o lucro esperado na atual safra.

Os municípios de Bom Jardim da Serra, Painel e São Joaquim, que completam a maior região produtora do país, não chegaram a decretar emergência, mas também sentirão os efeitos negativos do problema.

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Inverno bom, verão ruim

17 de fevereiro de 2014 0
Expectativa do setor era colher 625 mil toneladas, mas o total não deve passar das 500 mil. Foto: Pablo Gomes

Expectativa do setor era colher 625 mil toneladas, mas o total não deve passar das 500 mil, uma queda de 20%. Foto: Pablo Gomes

A Associação dos Produtores de Maçã e Pêra de Santa Catarina (Amap), com sede em São Joaquim, tinha a expectativa de que nestes sete municípios da região mais fria do Brasil a colheita chegasse a 400 mil toneladas na atual safra, sendo 285 mil só no município de São Joaquim, o maior produtor do país.

Incluindo as demais cidades, especialmente Fraiburgo, no Meio-Oeste, o total colhido em todo o Estado chegaria a 625 mil toneladas, o equivalente a 625 milhões de quilos. Só que com a queda de 20%, a safra não deve passar das 500 mil toneladas.

Mas o que o inverno garantiu de bom, com quase mil horas de frio (são necessárias 700 horas com temperatura igual ou abaixo de 7,2ºC para uma boa maçã), o verão trouxe de ruim.

A estiagem interrompeu o crescimento da fruta por falta d’água justo na fase da maturação, quando a fruta retira os nutrientes do solo, quase já na hora de colher.

E o calor intenso foi o grande vilão. Com as altas temperaturas não registradas há décadas, a maçã perdeu a cor que a deixa atraente e, não bastasse isso, o sol forte a queimou, levando-a a ser descartada.

_ Como não havia água, as plantas se estressaram e precisaram se livrar de muitas frutas para sobreviver. E as que sobraram estão pequenas e queimadas. Até a cor foi prejudicada, pois nem amplitude térmica (diferença de temperatura entre o dia e a noite) teve nesse começo de ano, de tão grande que foi o calor _, diz o presidente da Amap, Salvio Rodrigues Proença.

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Chuva, frio e preço alto trazem esperança

17 de fevereiro de 2014 0
Renato de Souza Andrade, de Urupema, pretende investir em um sistema de irrigação para evitar mais prejuízos. Foto: Pablo Gomes

Renato de Souza Andrade, de Urupema, pretende investir em um sistema de irrigação para evitar mais prejuízos. Foto: Pablo Gomes

Diante da perspectiva de um quadro negativo, os produtores de maçã se amparam em alguns fatores que lhes dão esperança de uma safra nem tão desastrosa.

Com o retorno da chuva e a consequente queda das temperaturas, principalmente durante as noites na Serra, a expectativa é de que pelo menos a coloração da maçã melhore, o que pode garantir mais qualidade à fruta.

Outro ponto que pode contribuir é que, com menos maçã disponível no mercado, voltará a entrar em vigor a famosa lei da oferta e da procura e, assim, os preços devem subir.

No ano passado, o fruticultor recebeu em torno de R$ 0,60 pelo quilo da maçã e, na atual safra, o valor deve chegar a pelo menos R$ 0,80.

_ O preço mínimo ideal seria R$ 1, mas com R$ 0,80 já dá para cobrir o custo de produção, de R$ 0,50 por quilo, e minimizar o prejuízo _, diz o presidente da Amap.

E é realmente isso que os produtores esperam. Afinal, têm compromissos a honrar e planos a executar.

Renato de Souza Andrade, de 43 anos, cultiva maçã em 11,5 hectares na localidade de Fundo Doce, no interior de Urupema.

A previsão inicial dele era colher 650 toneladas, mas este número não deve passar de 400. Assim, já sabendo logo na primeira semana de colheita que terá um faturamento bem menor que o esperado, Renato será obrigado a adiar o sonho de comprar um apartamento e precisará investir em um sistema de irrigação no seu pomar, caso contrário, não vê outra alternativa.

_ Ou eu faço isso, ou eu paro de produzir maçã, porque é triste olhar para o pomar e ver que o custo foi alto para ter uma fruta com pouca qualidade.

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Dados da produção de maçã em Santa Catarina

17 de fevereiro de 2014 0

* Produtores: 2.718

* Área plantada: 18.209 hectares

* Previsão inicial da safra: 625 mil toneladas (625 milhões de quilos)

* Quebra de safra estimada: 20%

* Expectativa após a estiagem e o calor histórico: 500 mil toneladas

* Prejuízo estimado: R$ 100 milhões, média de R$ 37 mil por produtor

* Preço mínimo ideal para o produtor: R$ 1 o quilo

* Preço esperado pelo produtor em 2014: R$ 0,80 o quilo

* Preço pago ao produtor em 2013: R$ 0,60 o quilo

* Municípios que decretaram emergência: Bom Retiro, Rio Rufino, Urubici e Urupema

* Maior município produtor: São Joaquim, com 228 mil toneladas (já com a quebra de 20%)

* Período da colheita: 10 de fevereiro a 15 de maio

Fonte: Associação dos Produtores de Maçã e Pêra de Santa Catarina (Amap)

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Polícia admite ação do tráfico nas pequenas cidades

22 de novembro de 2013 0
Operação policial com 50 agentes resultou na prisão de 12 pessoas na manhã desta sexta-feira em Bom Retiro e São José. Foto: Pablo Gomes

Operação policial com 50 agentes resultou na prisão de 12 pessoas na manhã desta sexta-feira em Bom Retiro e São José. Foto: Pablo Gomes

Foram quatro meses de investigação até uma preocupante constatação: o tráfico chegou a lugares onde até pouco tempo atrás não se falava nisso.

A Polícia Civil de Santa Catarina admite a presença de fornecedores de drogas nas pequenas cidades turísticas da região mais fria do Brasil e procura agir com firmeza para evitar que a situação fuja do controle.

Na manhã desta sexta-feira, uma grande operação com 50 agentes de várias delegacias, inclusive da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), resultou na prisão de 12 pessoas suspeitas de distribuir entorpecentes nas cidades de Bom Retiro, Bom Jardim da Serra, Bocaina do Sul, Rio Rufino, São Joaquim, Urubici e Urupema, na Serra.

Dez prisões ocorreram em Bom Retiro e duas em São José, na Grande Florianópolis, provável origem da droga.

Foram apreendidos também dois quilos de crack e maconha, uma balança de precisão, munições de armas de fogo, dez celulares e uma moto furtada.

— As investigações apontam para uma quadrilha com várias ramificações. Queremos saber agora quem recrutava adolescentes para atuar no tráfico de drogas nas cidades da região —, diz a delegada Raquel de Souza Freire, de Bom Retiro.

Conhecidas nacionalmente por suas belezas naturais, pelas menores temperaturas do país e pela constante ocorrência de neve durante o inverno, as cidades envolvidas nas investigações policiais somam juntas apenas 60 mil moradores.

E são essas pessoas que vivem basicamente da agricultura familiar, da pecuária, do cultivo de maçã e do turismo os novos alvos dos traficantes.

— O tráfico está uma crescente na região e conta com braços locais nas cidades. As drogas estão começando a entrar agora —, comenta o delegado Gustavo Gigliotti Murijo, de Urubici.

Todos os 12 detidos na operação desta sexta-feira, denominada Leão Baio 1 em referência ao felino silvestre típico da região e conhecido por sua agilidade ao caçar suas presas, cumprirão mandados de prisão temporária de 30 dias no Presídio Regional de Lages.

Pablo Gomes, Bom Retiro

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