Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Epidemia de cólera no Haiti começou com militares do Nepal, diz relatório

30 de junho de 2011 0

Reportagem publicada nesta quinta-feira tem como fonte o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

Cliquei aqui e veja a matéria no site do Diário Catarinense.

Pablo Gomes, Lages

Correia Pinto, com muito orgulho, com muito amor!

05 de maio de 2011 1

O soldado Rafael Mariano Rodrigues, de 22 anos, e eu. Dois correiapintenses cheios de orgulho e emoção no Haiti. FOTO: PABLO GOMES

Alô, Correia Pinto! Sempre tive o maior orgulho de dizer que sou teu filho, e para sempre levarei teu nome para onde quer que eu vá.

No Haiti, vivi um momento extremamente emocionante. Encontrei um correiapintense servindo ao Exército por lá.

E segue, para teu e nosso orgulho, uma foto em que eu e o soldado Rafael Mariano Rodrigues, de 22 anos, aí da nossa amada “Koreia”, seguramos a tua bandeira junto a uma viatura da Organização das Nações Unidas (ONU).

Te amamos, Correia Pinto!

Continua…

Os herois catarinenses no Haiti

05 de maio de 2011 1

Alguns militares do 10º Batalhão de Engenharia de Construção do Exército, sediado em Lages, durante a missão e em momento de lazer no Haiti. FOTOS: PABLO GOMES

Antes de sair do Haiti consegui fazer uma entrevista bem bacana com alguns dos 29 militares do 10º Batalhão de Engenharia de Construção (10º BEC) que trabalham por lá.

Praticamente todos são jovens que voltarão com uma experiência de vida única. Tem gente de Lages, Correia Pinto, Painel, São Joaquim, Rio do Campo, Florianópolis, Laguna…

Em breve, as histórias deles no Diário Catarinense.

Continua…

Culturas diferentes é o que não falta no Haiti

05 de maio de 2011 0

Militares do Nepal andam tranquilamente de mãos dadas. FOTO: PABLO GOMES

No Haiti existem 19 países participando da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).

Obviamente, as culturas são as mais diversas. Chama a atenção o Exército do Nepal, que permite sem o menor problema o homossexualismo.

É comum ver homens, fardados, andando de mãos dadas pelas ruas de Porto Príncipe.

Sinal de que preconceito já era, pois macho mesmo é aquele que arrisca a própria vida pelos outros…

Continua…

O Haiti pobre e o Haiti nobre...

05 de maio de 2011 1

O Haiti nobre, com o qual todos sonham. FOTOS: PABLO GOMES

Você passa pela Cozinha do Inferno, onde pessoas comem lixo junto com porcos e cabras, por Cité Soleil e por Cité Militaire, dois pontos críticos de Porto Príncipe, e de repente chega a Petion-Ville, Boutilier, Montagne Noire, Pelerin, Thomassin e Fermathe, bairros ricos, com mansões e carros importados, e vê a desgraça da desigualdade.

Aliás, o Haiti tem uma peculiaridade: os mais pobres vivem à beira do mar; os mais ricos, no alto dos morros…

Continua…

Os idosos abandonados e as crianças escravas sexuais...

05 de maio de 2011 0

FOTOS: PABLO GOMES

Em Cité Soleil, um dos bairros mais pobres e violentos de Porto Príncipe, mães com filhos que nasceram desnutridos, idosos abandonados pelos filhos, crianças órfãs ou que são vendidas por até 4 dólares – menos de R$ 7,00 – pelos seus próprios pais por exploradores sexuais encontram-se em entidades que as ajudam a recuperar a vida.

A história das Rest Avec (crianças escravas) me partiu ao meio…

Pablo Gomes, Haiti

Jovens haitianos vão estudar em Santa Catarina

05 de maio de 2011 0

A vinda de estudantes do Haiti para complementar os estudos na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está mais próxima.

Quase um ano depois do anúncio do convênio internacional com base na ajuda humanitária entre os governos brasileiro e haitiano, a Secretaria de Relações Institucionais e Internacionais (Sinter) da UFSC recebeu, na semana passada, a notícia.

No próximo dia 12 sai o resultado da segunda seleção de universitários haitianos dispostos a vir para o Brasil terminar o último ano de estudos. A expectativa é de que estejam em Florianópolis em agosto.

Ao todo serão 1.524 inscritos, mas somente 170 vagas foram colocadas à disposição pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Para a UFSC devem vir entre 20 e 30 estudantes. As outras três instituições são a Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O objetivo é capacitar os profissionais para que eles reergam o país devastado.

_ Estamos desde o ano passado com a logística pronta para acolher os estudantes, tanto na universidade quanto nas famílias que irão hospedá-los _, conta o secretário de Relações Internacionais da UFSC, professor Enio Luiz Pedrotti.

Ele esclarece que alguns fatores contribuem para a demora da chegada dos haitianos, prevista inicialmente para setembro do ano passado.

_ O terremoto fez desaparecer a documentação e os registros escolares dos estudantes. Não havia nem como provar que realmente estavam no último ano do curso _, explica.

Para ajudar a solucionar o problema, a Capes montou uma comissão de especialistas para ir ao Haiti e conversar com os estudantes e testá-los para ver se tinham conhecimento em determinados conteúdos.

Mas houve um surto de cólera e, por precaução, o governo brasileiro impediu que os professores viajassem.
Aos poucos, a seleção foi feita. No primeiro momento foram 500, agora são mais 1.024 inscritos.

Mas ainda há outro problema: os haitianos terão que passar pelos Estados Unidos, e a demora na obtenção do visto preocupa os organizadores da viagem.

Em 18 meses, seis serão para aprender a língua portuguesa. O processo de reconstrução do país exige conhecimento em áreas específicas – como engenharias, agronomia e zootecnia –, assim como médicos, enfermeiros e nutricionistas para cuidar da população, e isso eles aprenderão no Brasil.

Todos os alunos que virão para o Brasil estão na quarta fase e, antes de ingressarem no curso normal, terão que aprender a falar português. No Haiti, a língua oficial é o francês.

A permanência no Brasil será de 18 meses – seis para aprender o português e um ano para finalizar a graduação.

Para custear as despesas com material para o ensino do Português, a UFSC receberá cerca de R$ 20 mil. Os professores serão alunos do curso de doutorado em Português.

Ângela Bastos, Floranópolis

A honestidade haitiana...

04 de maio de 2011 2

Um militar brasileiro deixou cair, sem perceber, uma nota de 1 dólar do seu bolso. Um gurizinho haitiano, mesmo com fome, juntou do chão e entregou ao soldado.

Outro militar derrubou, também sem perceber, o seu óculos de sol. E a atitude de outro haitianinho foi a mesma.

Um terceiro disse que o pai morreu no terremoto e pediu para ir embora conosco para o Brasil, mesmo que precisasse deixar a mãe. Tudo isso com um belo sorriso no rosto.

Ah, as crianças do Haiti… vocês são tudo de bom!

Continua…

´"Eiú, bon bagay"...

04 de maio de 2011 2

Eiú, eiú, eiú, eiú, eiú, bon bagay. Ficou doido, Pablo?

Não, não fiquei. As palavras acima são as mais ouvidas pelos brasileiros no Haiti.

“Eiú” veio dos militares norte-americanos, quando ocuparam o Haiti pela primeira vez. Eles diziam “hey, you” aos haitianos, e isso virou mania por lá.

Bon Bagay significa, em crioule, língua oficial haitiana, “boa gente”. Mas fico pensando: geralmente o “ei, você” sai de uma forma um tanto ríspida.

É… os norte-americanos são mesmo simpáticos…

Eiú, Bon Bagay. Brasil e Haiti são amigos, povo irmão!

Continua…

Deu tudo certo, mãe. Muito obrigado...

04 de maio de 2011 4

Uma exeperiência inesquecível... FOTOS: PABLO GOMES

Acabou a viagem. E acredito que o Diário do Haiti também. Foi incrível passar uma semana em um dos países mais miseráveis do mundo.

Nesta quarta embarco às 8h45min no Aeroporto Internacional de Brasília em direção a São Paulo, onde tomo outro avião para Florianópolis. À noite estarei em Lages. As reportagens no Diário Catarinense saem em breve. Não percam!

Vi de tudo no Haiti. Dormi pouco, suei bastante, sorri e chorei. Mas volto feliz. Feliz por ter tido uma rara oportunidade para um jornalista com 10 anos de profissão. Triste por ter encarado o desespero humano.

Voltarei ao Haiti, com certeza. Talvez daqui a um, dois ou três anos. Voltarei, sim. Me apaixonei por aquela nação. Aprendi um monte e sei que posso fazer mais.

Agradeço aos amigos do Diário Catarinense que apostaram em mim e que tão cuidadosamente fizeram o blog.

Agradeço às pessoas que conviveram esses dias comigo em Porto Príncipe. Agradeço à minha linda mulher pela compreensão, ao meu pai pela força e à minha querida mãe pelas bênçãos.

Aliás, minha mãe merece todos os cumprimentos pelo êxito da minha missão. Partiu há menos de dois meses com a certeza de que eu conseguiria.

Não pude abraçá-la antes da viagem e não poderei mostrar as fotos a ela, mas sei que ela me aplaude lá do céu.

Mãe… onde quer que tu estejas, meu anjo, saiba que essa conquista é sua. Um beijo no coração. Te amo muito, para sempre!

Pablo Gomes, Haiti