Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Madre é beatificada por suposto milagre a aposentado de SC

09 de novembro de 2010 0

foto Sirli Freitas

O aposentado Onorino Ecker e mais nove familiares saíram de São Lourenço do Oeste, localizada no oeste catarinense, na sexta-feira, para participar da cerimônia de Beatificação da Madre Bárbara Maix, fundadora da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria.

Aos 70 anos Ecker foi dar seu testemunho na cerimônia realizada no sábado, no Gigantinho, e também participou de uma missa no domingo, às 9 horas, na comunidade de São Sebastião do Piai, interior de Caxias do Sul.

Um relato da infância de Onorino, quando morava em São Sebastião do Caí, convenceu o Vaticano a autorizar a beatificação.

Onorino lembra que numa noite fria, em 10 de julho de 1944, brincava com cinco ou seis dos 12 irmãos que viria a ter. Eles corriam em volta de um fogo de chão, onde estava pendurada uma panela de água quente. –De repente alguém me empurrou e eu levei a mão na corrente virando a panela- explicou.

Envolvido numa mistura de fogo, vapor e água quente Onorino teve queimaduras por todo o corpo, inclusive de terceiro grau. –Me levaram bem dizer morto- contou. Até as unhas caíram devido aos ferimentos. Ele foi levado a pé por um trajeto de 15 quilômetros, enrolado num lençol amarrado a duas taquaras. No hospital de Santa Lúcia do Piai. Onorino nem se mexia e o remédio era aplicado pelo buraco de um dente que tinha caído.

Após três dias começaram algumas convulsões. Onorino disse que o médio recomendou que lhe levassem para casa pois não havia mais o que fazer. Uma freira que trabalhava no hospital, de nome Ducídia, disse que ainda havia uma esperança e iniciou uma novena invocando que a madre Bárbara Maix intercedesse pelo menino. –Após três dias de novena comecei a reagir- lembra o aposentado.

Ele começou a passear pelo hospital para ver um porquinho que era engordado nas proximidades até que obteve alta, 15 dias depois. –Minha pele parecia a de uma criança- contou.

Depois disso, aos 12 anos, foi morar em Santa Catarina, onde trabalhou numa fábrica de móveis. Ele sempre foi muito religioso e freqüentava missas. Até há alguns anos uma das responsáveis pelo processo de beatificação encontrou um primo de Onorino na rodoviária de Caxias do Sul. Depois disso o aposentado fez três perícias médicas para comprovar o suposto milagre. Ele tem apenas uma cicatriz num dos braços, provavelmente o que tocou a corrente que segurava a panela no fogo.

Ele acredita que houve mesmo um milagre e à noite pega seu terço na cabeceira da cama e reza para Bárbara Maix. –Parece enxergar ela- afirma o aposentado. Em outras situações difíceis, a família sempre reza para a beata. E seu Onorino continua alegre, carpindo a hora, plantando mandioca e frequentando os bailes da Terceira Idade.

Bookmark and Share

Envie seu Comentário