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Seara quer recontagem da população

11 de novembro de 2010 0

foto Sirli Freitas


A Prefeitura de Seara vai encaminhar nos próximos dias um recurso administrativo para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O motivo é que o município não concorda com a redução populacional, que pode representar uma perda de R$ 1 milhão anuais repassados pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Isso representa 5% da receita da Prefeitura.

De acordo com os dados preliminares divulgados pelo IBGE, Seara teria 16.848, contra 17.121 de 2007. O maior problema, segundo Verza, é que o indexador de cálculo para o repasse do FPM cairia de 1.2 para 1.0. Para não ter esse número reduzido, Seara teria que ter pelo menos 16.981 moradores. Faltariam 173 moradores.

Ademir Verza disse que o município não vai aceitar essa situação sem pelo menos pedir uma recontagem. Ele acredita que existem pessoas que não foram recenseadas. Citou que foram encontradas 16 casas sem moradores e há pessoas com filhos estudando que não teriam sido contadas.

Um dos casos é do responsável pelo setor de compras de um supermercado Júlio Paludo. Ele tem três filhas que moram fora de Seara. Uma delas já não pode ser considerada moradora, pois já reside em Brasília. Mas outras duas estudam em Florianópolis e poderiam ser contadas em Seara. Ana Paludo faz cursinho pré-vestibular e Virgínia Paludo faz mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina.

Paludo disse que quando foi recenseado perguntaram quem morava na casa e só informou ele, a mulher e seus pais. E afirmou que tem várias famílias com casos similares. Ele não concorda com a redução da população já que várias casas foram construídas no período. O vice-prefeito de Seara, Henrique Fabrin, esteve ontem em Brasília, em reunião da Confederação Nacional dos Municípios, para discutir sobre o problema.

Os representantes do IBGE de Seara discordam de que haveria ficado população sem recensear. –A contagem está correta- afirmou a agente censitária municipal, Magali Canossa. Ela explicou que as casas que não foram contabilizadas eram de pessoas que se mudaram. E que há também pessoas que trabalham em Seara e residem e outros municípios. A supervisora do IBGE, Sephani Steffen, disse que todas as casas foram visitadas, inclusive à noite. Ela afirmou que mesmo nos casos em que foi questionada a contagem, por falta de comunicação dentro da própria família, as pessoas já estavam no cálculo.

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