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Previsão de embarques em seis meses e retomada de investimentos

17 de novembro de 2010 0

foto Sirli Freitas

Os primeiros efeitos da liberação dos Estados Unidos devem ser concretizados em seis meses, segundo o secretário da Agricultura de Santa Catarina, Enori Barbieri. Ele informou que o Ministério da Agricultura já agendou uma missão ao Japão, com a presença de empresários, que deve ocorrer até o final do mês.

-As negociações estão adiantadas e as empresas estão se preparando- afirmou o secretário. Ele citou a construção de um frigorífico de abate de suínos em Campos Novos, que deve começar a operar no início do próximo ano, para a BRF Foods. A estimativa é de uma capacidade de abate de até 10 mil suínos por dia.

O presidente da Coopercentral Aurora, Mário Lanznaster, disse que a notícia de abertura do mercado norte-americano é um fator que estimula a retomada dos abates na planta de Joaçaba, que foi fechada em abril de 2009.

Lanznaster disse que a planta será reformada, para a produção de cortes, e também será dobrada a capacidade de abate, de mil para dois mil suínos dia. A Aurora lidera os abates de suínos em Santa Catarina, com 8,8 mil animais por dia.

No entanto o presidente da Aurora acredita que os primeiros embarques devem ocorrer somente a partir de agosto ou setembro. Ele afirmou que primeiro uma missão norte-americana deve visitar as plantas catarinenses. –Não deve ter problema pois já temos uma planta aprovada para os Estados Unidos- avaliou Lanznaster.

O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi, é mais otimista. Ele espera que os primeiros embarques sejam feitos em janeiro ou fevereiro de 2011. Lorenzi destacou que a suinocultura vive um momento de recuperação depois uma longa crise. O preço base pago ao produtor subiu de R$ 1,80 no ano passado, para R$ 2,55 nesta semana.

O suinocultur Clair Dariva, de Chapecó, que tinha diminuído o número de matrizes de 500 para 400 em 2008, voltou com a produção normal neste ano. No entanto outros produtores abandonaram a atividade. A expectativa agora é de retomada da produção, mas de forma sustentável, sem um crescimento exagerado que possa derrubar os preços.

Para o presidente da Aurora, Mário Lanznaster, os preços das carnes não devem cair nos próximos dois anos, principalmente pela baixa oferta de carne bovina, que puxou os preços para cima. Além disso houve um aumento no preço do milho e da soja, que também aumentaram os custos.

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