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SC deve retomar liderança com abertura dos EUA

17 de novembro de 2010 0

fotos Sirli Freitas

Santa Catarina pode retomar em 2011 a liderança nas exportações de carne suína graças à abertura do mercado norte-americano, anunciada ontem, pelas autoridades sanitárias dos Estados Unidos (Animal and Plant Health Inspection Service). A expectativa é de aumento de 15 a 20% nas exportações segundo o presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi.

Esse aumento não será em virtude das vendas para o mercado norte-americano, mas pela possibilidade que este reconhecimento traz. –Ela traz uma confiabilidade para o Brasil acessar outros mercados- explicou o suinocultor de Chapecó, Clair Dariva, que ficou feliz com a notícia.

Outros países como o Japão, Coréia do Sul e até integrantes da União Européia, consideram o aval norte-americano como um atestado de qualidade. –Um dos mercados que mais nos interessa é o Japão- disse Dariva.

Ele afirmou que o país oriental paga melhor e representa uma alternativa mais estável do que o mercado russo.

Nos últimos anos o estado perdeu a liderança nas exportações devido a um embargo russo, conseqüência de focos de aftosa no Mato Grosso do Sul e Paraná, em 2007. Santa Catarina, por ser vizinha ao Paraná, foi penalizada. O Rio Grande do Sul foi beneficiado com a medida e passou a ser o maior exportador.

A liberação do mercado norte-americano pode representar uma retomada do crescimento em Santa Catarina. –Vamos voltar a crescer depois de anos de estagnação- afirmou o secretário de Agricultura de Santa Catarina, Enori Barbieri.

Ele afirmou que o reconhecimento é fruto de um esforço conjunto dos produtores, agroindústrias e Governo do Estado, que transformaram Santa Catarina no estado com melhor sanidade do país.

O presidente da Coopercentral Aurora, Mário Lanznaster, também lembrou do esforço conjunto da cadeia produtiva. Ele estima um crescimento superior a 20% nas exportações.

É um novo passo no setor produtivo, que somente agora está se recuperando de uma crise.

-Era um momento que a gente sonhava desde 2007, quando obtivemos o certificado de Zona Livre de Aftosa Sem Vacinação- disse Losivânio de Lorenzi, presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos

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