Perigo no Centro
Vai longe o tempo em que era possível caminhar pelas ruas do Centro de Porto Alegre sem qualquer preocupação. É difícil até lembrar quando foi esse período. Pelo menos, 30 anos atrás, com certeza.
Hoje, as pessoas devem evitar andar pelas ruas expondo correntes ou pulseiras de ouro, relógios e outros adornos de beleza que chamem a atenção. Isso sem falar em bolsas ou carteiras. O perigo é constante e fica ainda mais visível a partir de agora, a pouco menos de um mês do Natal e do Ano-Novo. Portanto, todo o cuidado é essencial, e estar sempre em alerta contribui para evitar surpresas desagradáveis.
O Centro, como revelou reportagem de Carolina Rocha, publicada nas últimas terça e quarta-feiras, transformou-se em um território do tráfico de drogas, principalmente crack e maconha. Furtos, pungas e roubos de celulares ajudam a alimentar a venda de tóxicos na região que vai da Usina do Gasômetro à Vila dos Papeleiros, próximo à Estação Rodoviária. O capitão Vaine da Silva Júnior, da 1ª Cia do 9º PBM, diz que um celular roubado, vendido a R$ 30, rende, pelo menos, seis pedras de crack.
Circulam pelo Centro cerca de 400 mil pessoas diariamente. O número quase dobra com a proximidade do Natal.
Nesta edição, o Diário Gaúcho publica um guia de orientações para as pessoas que pretendam caminhar pelas diversas ruas e calcadões da área. Pequenos cuidados, destaca Carolina Rocha, ajudam a evitar prejuízos, e reduzem a circulação de dinheiro e drogas entre os bandidos. Fique alerta, e cuide-se!
Postado por Claudio Thomas - Editor-chefe