Antecipo aqui o texto que estamos publicando na edição de amanhã. E o leitor vai entender o motivo de ser uma Conversa Especial: ela marca os 12 anos do jornal, que vamos comemorar na próxima terça. Mas a festa para o leitor será nesse domingo, a partir das 10h, no Parque Marinha. Todos lá!
12 anos de sangue, suor e lágrimas
Na minha memória e de alguns colegas da Redação ainda estão frescas as imagens da algazarra que tomava conta de muitas mesas na Churrascaria Garcia, na Avenida Praia de Belas, na madrugada de 17 de abril de 2000. O grupo de jornalista que estava ali celebrava o início de uma aventura que, naquele momento, não sabíamos aonde iria acabar.
Pouco antes da algazarra começar e as garrafas de cerveja aparecerem geladas sobre as mesas (afinal, somos todos filhos de Deus...), havíamos saído do parque gráfico do Grupo RBS, naquela época instalado na esquina das avenidas Ipiranga com Erico Verissimo, com os primeiros exemplares de um jornal que nascia, fruto do sangue, suor e lágrimas daquele grupo: a edição número 1 do Diário Gaúcho.
É verdade que a gente não sabia bem aonde aquela aventura de fazer um jornal popular em Porto Alegre iria terminar, mas ainda na noite surgiram pistas que o futuro prometia ser bom. A tiragem inicial (o total de exemplares que é impresso numa edição), prevista para 70 mil exemplares, havia passado para 140 mil. E ainda na manhã do dia 17, mais 70 mil exemplares foram impressos. Sinal que o público, desde cedo, nos mandava um recado: nosso leitor nos aceitava como seu canal de notícias e nos elegia como um parceiro de diálogo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.
Essa história volta com força nesses dias, às vésperas de completarmos 12 anos de existência, que serão celebrados na próxima terça-feira, 17 de abril. E faz a Redação refletir, sempre, porque conseguimos manter laços tão estreitos durante tanto tempo. E eu arrisco um palpite. Acredito que seja pelo mesmo motivo que um casamento dure tanto tempo: pela sua capacidade de renovação a cada dia.
Desde o início, de uma coisa não abrimos mão: de fazer um jornalismo em nome do nosso leitor. E, com o passar dos anos, conseguimos entender que mesmo essa profissão de fé precisa ser ajustada a cada dia, a cada edição, sempre tocada por um ar de renovação. Por isso, a cada final de tarde, quando um grupo de jornalistas se reúne para fazer a capa da edição do dia seguinte, a pergunta é sempre a mesma, há 12 anos: como vamos surpreender nosso leitor amanhã? É da resposta que surgem a manchete, a foto principal, a ilustração e todos os outros elementos da capa que vai estar nas mãos de cerca de 1,3 milhão de leitores tão logo o dia seguinte amanheça.
Muitas histórias foram contadas nesses últimos 12 anos. E como presente de aniversário, em nome de toda a equipe do Diário, eu gostaria de fazer um pedido: que o prezado leitor continue nos convidando a entrar em sua casa e a falar com sua família e nos permita continuar contando suas histórias pelas próximas décadas.
De nossa parte, o leitor pode ter certeza: vamos seguir trabalhando com dignidade, com sangue, suor e lágrimas, para merecermos esse privilégio.
Feliz aniversário a todos.




