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Posts com a tag "crack"

Zambiasi comenta o poder do crack

08 de julho de 2011 0

O texto abaixo está na coluna de Sérgio Zambiasi, na contracapa do DG desta sexta-feira.

A vitória do crack

Sei que o assunto é recorrente. Mas é assim também com as drogas. Os dramas repetem-se a todo o instante, todos os dias. Esta semana, acompanhei o sofrimento de uma mãe, com o filho desaparecido, e de uma mulher, cujo ex-marido já desistiu inclusive dos filhos. O poder do crack é tão devastador que seus dependentes acabam envolvendo toda a família. A ponto de pais ou irmãos, muitas vezes, sujeitarem-se a extremos de pagar as dívidas com os traficantes por medo que algo mais grave possa acontecer com o viciado.

O pior de tudo é que a gente se sente meio impotente diante do desespero de uma mãe que procura os estúdios da Farroupilha só para tentar notícias do filho, que largou tudo, casa, mulher e uma criança, agora com seis anos, para se entregar ao crack. Ela estava resignada com seu destino, sentindo-se sem forças para lutar diante do tamanho do inimigo. Contentou-se em saber que o rapaz está vivo, pois precisava acompanhar o irmão dele, que optou por aceitar internação numa clínica e ainda tem alguma chance.

Enquanto isso, a ex queria saber se dava para internar à força o pai do bebê que ela carregava nos braços. Seu olhar transmitia frustração e tristeza, pois o homem, que um dia lhe prometera uma vida melhor, afundou de tal maneira nas drogas que, nas últimas semanas, nem pelo garotinho ele perguntava. "Um homem bom, trabalhador, dedicado e que de uma hora para outra, nem sei como, abandonou tudo e foi morar na rua, por causa da maldita da droga", desabafou a pobre mulher. "Mas ele é pai do meu filho e eu gostaria de ajudá-lo, o problema é que ele não aceita, está perdido".

Relato estes dois casos para, mais uma vez, chamar a atenção das consequências que drogas como o crack, óxi e a cocaína provocam nos usuários e suas famílias. Ao mesmo tempo, tenho esperança de que esses exemplos possam servir como um alerta.

Boa reflexão e até amanhã, se Deus quiser.

A série especial sobre o crack

21 de maio de 2011 0


O texto abaixo está na coluna Conversa da Redação, na edição deste sábado do DG.

O flagelo do crack

O Diário Gaúcho foi um dos primeiros meios de comunicação a estampar, com destaque, no início da década passada, o flagelo imposto pelo crack, droga produzida a partir da mistura da pasta de cocaína. A pedra, que estala ao ser fumada em cachimbos improvisados em latas de refrigerante ou cerveja, disseminou o drama provocado pelos entorpecentes por ser mais barata.

O baixo custo contribuiu para ampliar, em ritmo alucinante, a quantidade de viciados e a atuação de traficantes que buscam futuros usuários. O crescimento acelerado da criminalidade está diretamente ligado à explosão do consumo da droga. Para a polícia, 70% dos crimes no Rio Grande do Sul estão relacionados ao crack.

Uma série do DG, publicada na terça, quarta e quinta desta semana, mostrou como os traficantes e ladrões viciados sitiaram estudantes, vistos como potenciais novos consumidores ou vítimas fáceis de pequenos furtos.

O repórter Renato Gava e o fotógrafo Mateus Bruxel flagraram três homens usando crack encostados no muro dos fundos do Colégio Liberato Salzano Vieira da Cunha, no Bairro Sarandi. Na Escola Municipal Senador Alberto Pasqualini, na Restinga, o desfile de traficantes e viciados é frequente, para desespero de mães e professores.

O coronel da Brigada Militar Atamar Cabreira, do comando de Policiamento da Capital, lembra que o ambiente escolar está entre o alvo do tráfico, que busca novos consumidores.

As três páginas surpreenderam pelo visual diferenciado. O editor Felipe Bortolanza explica que o objetivo foi apresentar o assunto de acordo com a abordagem das matérias.

Na terça, a ideia foi reproduzir uma página como se fosse uma folha de caderno usada pelos alunos em sala de aula. Na quarta, o ilustrador Alexandre Oliveira elaborou uma história em quadrinhos com base nos dados apurados pelo repórter Renato Gava. E, na quinta, as explicações da Polícia Civil, Brigada Militar e governo do Estado saíram em forma de ofício. O responsável pelo visual foi o diagramador Carlos Ismael Moreira.

Mais informações sobre como combater a droga no site www.cracknempensar.com.br

Um bom fim de semana!



A pena de morte dos viciados em crack endividados

01 de fevereiro de 2011 0

O texto abaixo está na coluna Ponto Final, na contracapa do DG desta terça-feira. O autor é o jornalista Roberto Jardim, editor de Polícia.

Um preço muito caro

Não é difícil entender o que leva um comerciante a eliminar um consumidor que lhe deve muito. Claro, isso quando acontece em um tipo específico de comércio: o da pedra do crack.

Para esse negociante, acredito, é a mesma lógica que o leva a vender um produto tão nocivo – que pode levar à morte de quem o consome – para um cliente que, ali adiante, já não existirá. É mais ou menos o que acontece com os fabricantes de cigarro. Eles sabem que vendem um produto que mata, mas, como tem tanta gente que usa, não se importam com uma perda aqui, outra ali. Só que no mundo da pedra, a perda do consumidor é muito mais rápida.

Na matéria da editoria de Polícia de hoje, o repórter Eduardo Torres mostra bem essa relação fatal entre traficante e usuário. Apesar do crack ser vendido por até R$ 1, é um preço caro demais para se ter alguns segundos de prazer. Afinal, se ficar devendo, o juro é a vida.

 

O excelente ano para o Diário Gaúcho

18 de dezembro de 2010 0

André Feltes

O texto abaixo está na coluna Conversa da Redação, na edição deste sábado do Diário Gaúcho.

Um prêmio para o DG

Já escrevi três vezes sobre esse assunto neste espaço. Volto ao tema por uma razão bem especial. A de agradecer às professoras Luciane da Silva Dutra, Paula Severo, Cátia Espíndola, Marinês Lysakoski, Eunice Lanes Berté e Ana Beatriz Müller e ao professor Tiago Tiepner Lima por terem aberto as salas de aula para receber o projeto DG nas Comunidades e Escolas desde julho.

Criado para aproximar ainda mais o Diário Gaúcho dos seus leitores, o programa reuniu, até agora, mais de 400 estudantes dos ensinos fundamental, médio, Eja (Ensino de Jovens e Adultos) e ProJovem. Dos oito encontros em colégios de Viamão, Alvorada, Canoas, Gravataí e Sapucaia do Sul, participei de sete e sempre retornei à Redação emocionado com o conhecimento que os alunos – jovens e adultos – tinham do jornal.

Agora, o projeto figura entre os 16 trabalhos vencedores da etapa final do Prêmio RBS de Jornalismo e Entretenimento na categoria Relação Comunitária. Mais de 600 trabalhos foram inscritos em várias categorias em 40 unidades do Grupo RBS. Na próxima quarta-feira, concorreremos ao Prêmio Jayme Sirotsky, o maior reconhecimento. A principal vitória, contudo, foi o carinho que o DG recebeu em todas as escolas, e que esperamos ampliar ainda mais a partir de março na volta às aulas.


l Os destaques de 2010

A Redação parou, por uma hora, no final da tarde da última segunda-feira. Foi para celebrar os seis destaques do ano do jornal. Mariana Mondini, que trabalhou durante mais de um ano na área policial e há um mês está nos esportes, foi escolhida como a repórter revelação de 2010. A sacada do ano foi para a redatora Karen Sica, pelo blog Bicharada, no online, que se transformou em uma contracapa às quartas-feiras no impresso. Cynthia Vanzella recebeu o reconhecimento como melhor fotógrafa pelo conjunto dos trabalhos, especialmente o videodocumentário sobre o bailarino Gabriel Fernandes. A melhor edição foi para Flávia Kampff pelo visual gráfico criado para a série especial sobre o crack Infância Vira Fumaça.

O destaque do ano em reportagem foi para Carolina Rocha pela série de reportagens Praça de Papel, o território da paz que ficou só na promessa na Vila Bom Jesus, na Capital. As repórteres Aline Custódio e Carolina Rocha receberam uma consagração especial pela reportagem Infância Vira Fumaça, finalista em dois prêmios de jornalismo, o da Imprensa Embratel e o da Associação Rio-Grandense de Imprensa.

Parabéns para os profissionais e muito obrigado aos leitores!


Uma história de superação após o calvário

20 de setembro de 2010 6

Marcelo Oliveira

A repórter Aline Custódio e o fotógrafo Marcelo Oliveira voltaram para a Redação impressionados com a determinação de uma mulher, que agora está renascendo para a vida depois de viver um turbilhão de problemas por causa das drogas.

Aos 45 anos, Maria Conceição da Silva Ruiz não esquece o dia em que provou a "espuminha" da cerveja, quando tinha oito anos, oferecida por um familiar. Era só o início. Depois do álcool, Maria Conceição conheceu as anfetaminas, o LSD, a cocaína, a heroína e o crack. Foram 25 anos de um calvário.

Em 1998, ela decidiu que era hora de renascer. Buscou ajuda e está em recuperação. Hoje, mais segura de si, e ainda em tratamento, decidiu contar a própria história. Maria Conceição quer provar que existe vida após as drogas.

O relato de recuperação de Maria Conceição estará no DG impresso nos próximos dias.

O crack em Passione

29 de agosto de 2010 0

Antes um ciclista de sucesso, Danilo (Cauã Reymond) irá se afundar nas drogas – Foto: TV Globo

A pedra maldita também estará no horário nobre da televisão.

É que o revela a seção Retratos da Fama nesta segunda-feira.

Na novela Passione, Danilo, interpretado pelo ator Cauã Reymond, vai comprar crack primeira vez nos próximos capítulos.

O Retratos da Fama vai revelar a data desse capítulo.

O péssimo exemplo de Pedro Ivo

26 de julho de 2010 0

O texto abaixo está na coluna Ponto Final, na contracapa da versão impressa do Diário Gaúcho.

Péssimo exemplo

Sinto o quanto perdi ao não ter tido a bênção de ouvir os ensinamentos e as histórias dos meus avós. Um deles morreu antes de eu nascer. E o outro, quando eu tinha cinco anos. Avós representam a sabedoria, a voz da experiência e reforçam os valores morais dos pais e mães, fundamentais para a formação do caráter dos filhos e netos. O que resta para os 15 netos e nove filhos de Pedro Ivo da Silva e Maria Gessi Silva da Silva, 65 anos? Aos 75 anos, ele foi preso, sexta-feira passada, quando vendia crack para um adolescente de 14 anos. O pior é que não era uma atitude isolada. Pedro Silva contou fazer sempre que se apertava de dinheiro. Como se quisesse se livrar do crime, o idoso disse vender crack somente para os viciados, porque "já estão mortos mesmo". Um horror.

Agora, no Presídio Central, Pedro Silva terá tempo de refletir sobre o péssimo exemplo que transmitiu aos seus filhos e netos. Afinal, essa é uma história que eles não gostariam de ouvir.

Os efeitos do crack no Litoral Norte

19 de julho de 2010 0

O texto abaixo está na coluna Ponto Final, na contracapa do Diário Gaúcho.

Uma onda sem fim

Tal como um vendaval, o crack espalha desgraça por todos os cantos. É difícil encontrar alguma região que ainda não tenha sentido os efeitos da escalada do crime. Até as mais tranquilas e pacatas, como as praias do Litoral Norte, como bem revelam as reportagens de Carolina Rocha, publicadas no último sábado e nesta segunda-feira. O pior é que esse vendaval é mais complexo e exige uma ampla ação de toda a sociedade para ser apenas amenizado. A campanha Crack, Nem Pensar, do Grupo RBS, deu a dimensão dos efeitos devastadores da pedra.

Os números são reveladores em Capão da Canoa. Dez dos 12 homicídios registrados este ano no município têm o crack como motivação. Para manter o consumo da droga, os viciados começam a vender coisas de dentro de casa e depois partem para os arrombamentos a residências de veraneio. As mortes estão relacionadas, principalmente, aos confrontos entre traficantes rivais. É uma onda sem fim.

Reportagens sobre o Litoral

17 de julho de 2010 0

Crédito: Andréa Graiz
Na foto, Carolina Rocha!

A repórter Carolina Rocha e a fotógrafa Andréa Graiz passaram os últimos dois dias no Litoral, entre Capão da Canoa e Cidreira. Abaixo, o relato sobre o trabalho delas feito pela Carolina:

"Durante dois dias percorremos a faixa do Litoral Norte que vai de Quintão a Capão da Canoa. Nos próximos dias os leitores poderão acompanhar o resultado desta viagem. Já neste sábado, os leitores poderão ver como a chegada do crack tem modificado os índices de criminalidade no Litoral. E ainda temos outras histórias de quem aproveita o inverno para conseguir emprego, de quem enfrenta o frio para garantir o peixe de cada dia, que o frio e o abandono facilitam a ação dos arrombadores e como estão esburacadas algumas ruas e avenidas das nossas praias."

Série do DG na TVCOM

03 de junho de 2010 0

O jornal da TVCOM, primeira edição, mostrou ontem os vídeos que foram feitos pelo fotógrafo Marcelo Oliveira para a série especial que o Diário Gaúcho publicou na semana passada sobre os efeitos do crack entre as crianças.

A repórter Aline Custódio participou do programa e revelou como foi a produção das reportagens. Assista ao vídeo: