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Posts com a tag "Violência"

Zambiasi comenta a violência nas escolas

26 de abril de 2011 0

O texto abaixo está na coluna de Sérgio Zambiasi, na contracapa do DG desta terça-feira.

Crachás nas escolas

A violência nas escolas é um verdadeiro rastilho de pólvora. Infelizmente, mesmo admitindo o problema o governo é muito lento na busca de soluções. Andei pesquisando alternativas para minimizar a questão e uma delas, que me parece muito simples, relativamente barata e de bons resultados, é o uso de crachás. Atualmente, apenas algumas escolas têm sistemas de segurança como o uso de câmeras e identificação de visitantes e, em sua maioria são particulares.

Os colégios públicos normalmente não possuem infraestrutura de segurança e acabam reféns da violência, pois é frequente a presença de estranhos, ou pessoas de má-fé que efetuam tráfico de drogas em suas imediações. O crachá permitiria ao porteiro identificar tais indivíduos que tentam acessar e circular nos pátios das escolas, sendo, ao mesmo tempo, um dos meios mais eficazes de ordenar entradas e saídas de alunos, familiares e visitantes.

Seu uso é absolutamente comum em empresas públicas e privadas, sejam de grande porte ou não. Imagine numa escola com mil ou mais alunos. Além disso, o crachá facilitaria a identificação e a comunicação entre os colegiais, tornando o ambiente escolar além de mais seguro, mais acolhedor. E quem sabe no futuro as secretarias de educação avancem para o sistema de catracas, limitando ainda mais o acesso de estranhos nas escolas, oferecendo tranquilidade aos professores, pais e estudantes.

Até amanhã, se Deus quiser.

Zambiasi comenta a violência nas escolas

12 de abril de 2011 0

O texto abaixo está na coluna de Sérgio Zambiasi, na contracapa do DG desta terça:

Descruzando os braços

Acomoção nacional provocada pela chacina dos estudantes do Rio acendeu a luz amarela em relação à violência nas escolas. Aqui no Rio Grande do Sul, leio que a Secretaria de Educação quer criar comissões antiviolência nas quase três mil escolas estaduais. Acho a proposta muito válida. Espero que esses grupos ajudem a encontrar soluções práticas e, assim, possam melhorar o convívio entre os alunos, e também com os professores, especialmente, nas grandes escolas.

Aliás, li uma pesquisa alertando que as escolas maiores, com centenas de alunos, são mais sujeitas ao descontrole e, em consequência à violência. É tanta gente que, as vezes, nem os educadores se conhecem o suficiente, imagine os estudantes. O mesmo estudo oferece dicas sugeridas pelos próprios alunos, como mais policiamento junto às escolas, equipamentos de segurança como câmeras e detectores de metais, além de mais conversa, acompanhamento e carinho dos pais e apoio psicológico.

Eles sugerem também mais atenção e supervisão da diretoria e dos professores e punições aos alunos infratores, especialmente no que se refere aos praticantes de atos agressivos, sejam físicos ou verbais. A hora de descruzar os braços é agora, como forma de superar o trauma do massacre e buscar soluções que levam a um ambiente de paz e segurança nas escolas.

Até amanhã, se Deus quiser.

Reportagens sobre o Litoral

17 de julho de 2010 0

Crédito: Andréa Graiz
Na foto, Carolina Rocha!

A repórter Carolina Rocha e a fotógrafa Andréa Graiz passaram os últimos dois dias no Litoral, entre Capão da Canoa e Cidreira. Abaixo, o relato sobre o trabalho delas feito pela Carolina:

"Durante dois dias percorremos a faixa do Litoral Norte que vai de Quintão a Capão da Canoa. Nos próximos dias os leitores poderão acompanhar o resultado desta viagem. Já neste sábado, os leitores poderão ver como a chegada do crack tem modificado os índices de criminalidade no Litoral. E ainda temos outras histórias de quem aproveita o inverno para conseguir emprego, de quem enfrenta o frio para garantir o peixe de cada dia, que o frio e o abandono facilitam a ação dos arrombadores e como estão esburacadas algumas ruas e avenidas das nossas praias."

O perigo nas paradas de ônibus

28 de junho de 2010 0

O editor de Fotografia André Feltes selecionou, especialmente para o blog, as melhores imagens das paradas de ônibus em Porto Alegre - o assunto foi a manchete da edição impressa do Diário Gaúcho desta segunda-feira.

A reportagem, assinada pela repórter Mariana Mondini, mostra que de cada dois passageiros, um reclama da insegurança nos pontos.

Confira mais imagens da matéria.

Fotos: André Feltes

O assunto já foi notícia no Diário

26 de junho de 2010 0

 

O texto abaixo está na Conversa da Redação, assinado pelo editor-chefe Claudio Thomas, e faz parte da edição deste fim de semana do Diário Gaúcho.

Cobrança permanente

Existe uma regra obrigatória no Diário Gaúcho: nunca esquecer os assuntos já tratados pelo jornal, principalmente quando se referem a promessas de solução para denúncias sobre problemas nas áreas de saúde, transporte e educação, entre outros, e o anúncio de projetos pelos governos federal, estadual e municipais. Todas as edições contam com reportagens que mostram quais as medidas que foram adotadas pelas autoridades para os fatos apresentados ou se o que foi alvo de alguma denúncia permanece na mesma situação. Um pequeno quadro reproduz a primeira matéria e a data da sua publicação para que os leitores lembrem do que ocorreu.

Na edição de sexta-feira, por exemplo, três reportagens reproduziram a expressão O assunto já foi notícia no Diário. A primeira tratou da falta de 134 professores nas escolas da rede de Porto Alegre. Foi, na verdade, outra cobrança do jornal. Em 28 de maio, o problema já fora tema de uma reportagem. A segunda destacou uma boa notícia, com a reabertura da Unidade Básica de Saúde Vila Vargas. O posto, no Bairro Partenon, estava fechado há dois anos por falta de condições de atendimento. O DG já havia cobrado da prefeitura de Porto Alegre uma solução em 11 de março deste ano, quando completou o segundo ano do fechamento.

O terceiro O assunto já foi notícia no Diário mostrou que a Praça da Juventude e outros projetos do Território da Paz, ações do Programa Nacional de Segurança e Cidadania, anunciados pelo presidente Lula em 26 de junho de 2009, no Bairro Bom Jesus, até agora não saíram do papel. A repórter Carolina Rocha revelou o jogo de empurra entre o governo federal e a prefeitura da Capital e como a disputa política travou a implementação do projeto.

Os leitores podem ficar tranquilos. O nosso compromisso é a cobrança permanente.

>> Para ler a matéria completa sobre o Território da Paz, clique aqui.

Choque de ordem

19 de março de 2010 0

O texto abaixo é do editor-adjunto Claiton Magalhães e está na coluna Ponto Final, na contracapa da versão impressa do Diário Gaúcho:

Nos verões, a prefeitura do Rio de Janeiro adota uma série de operações dentro do chamado Choque de Ordem. A iniciativa prevê tratamento rígido, com multas e até detenção para desocupados que fazem xixi na rua, jogam sujeira nas calçadas. As proibições foram estendidas até para fumantes, que estão proibidos de pitar nos bares, inclusive na área externa. Bem que por aqui as prefeituras da Região Metropolitana poderiam fazer o mesmo.

Imagina uma ação de tolerância zero na Cidade Baixa, por exemplo, onde o fedor de urina causa náuseas nos pedestres que se arriscam a circular por ali. É que nem na casa da gente. Podemos até deixar tudo bagunçado, mas se a nega veia vê e nos passa um pito, levantamos rapidinho para dar um jeito na confusão. Pô, pensa bem, tá faltando ordem por aqui. Ou uma tiazona bem forte, daquelas com braços de amassar pão, para puxar as orelhas dessa gurizada medonha.

A coluna Ponto Final

12 de março de 2010 0

Depois de um período de férias, o editor-adjunto Claiton Magalhães reassumiu as suas funções no último domingo e, nesta sexta-feira, estreia na coluna Ponto Final, no rodízio com Claudio Thomas, Alexandre Bach e Luiz Carlos Prates.

Abaixo, o primeiro texto de Claiton Magalhães:

Boca do inferno

É claro que a prisão de um grande traficante anima a gente. Vai que agora as coisas entrem nos eixos e as autoridades coloquem um freio na violência. Mas eu fico com a pulga atrás da orelha. Não pela prisão do malandro. Pô, Copacabana, hein? Te mete. Ponto para a polícia.

Mas porque fatalmente outros vão aventurar-se na venda de drogas. E outros mais jovens, que, geralmente, provocam brigas e execuções mais violentas e cruéis. O fato é que enquanto tiver alguém para comprar, alguém vai estar disposto a vender.

Só espero que, agora, com a prisão de Paulão, o intenso movimento de carrões na Rua Paulino Azurenha, numa verdadeira romaria em busca de entorpecentes, tenha um fim e pare de atazanar a vizinhança. É um dos pontos de venda mais conhecidos da cidade.

O patrão foi preso, não há mais desculpa para aquela boca do inferno continuar aberta.

O primeiro dos procurados

11 de março de 2010 0

O Diário Gaúcho revelou, na edição de 25 de fevereiro, quais eram os dez bandidos foragidos mais procurados do Rio Grande do Sul.

Um deles, Paulo Ricardo Santos da Silva, o Paulão, de 51 anos, acabou preso nesta quinta-feira em plena Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

O líder do tráfico de drogas na Vila Maria da Conceição, na Zona Leste de Porto Alegre, foi capturado por dois delegados e um agente do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc).

O Diário Gaúcho mostra nesta edição como foi toda a operação da Polícia Civil do Estado.

Ponto Final desta segunda

08 de março de 2010 0

Jovens sem futuro

Bem esclarecedora a reportagem de Mariana Mondini, publicada no sábado, sobre as ações de grupos de adolescentes baderneiros na Capital. Os bondes, denominação dada a esses agrupamentos, se transformaram em uma escola de bandidos. Criatividade para praticar arrastões, furtos, agressões e espancamentos não faltam. As páginas de relacionamento na internet servem como impulso para marcar os confrontos entre os arruaceiros. O que esperar do futuro desses jovens? Será que os pais sabem e compactuam com as atividades criminosas dos seus filhos? Penso que não, porque nenhum pai ou mãe concordaria com a prática da violência.

A atuação dos bondes do bem, que tem no funk e no hip hop os alicerces para uma vida melhor, acaba obscurecida pelos atos dos baderneiros. Tomara que a Brigada Militar consiga monitorar e prevenir novas arruaças.

O Ponto Final de Prates

06 de março de 2010 0

Abaixo, a terceira coluna Ponto Final assinada pelo jornalista e psicólogo Luiz Carlos Prates.

Falta de vergonha

Dona Maria disse que tinha cinco filhos. Quem lhe fez a pergunta foi um psicólogo social, num dos morros do Rio de Janeiro. Onde andam e o que fazem os seus filhos, perguntou o pesquisador. Dona Maria disse que um deles estava preso, um outro tinha morrido num confronto com a polícia, uma garota trabalhava num supermercado, uma outra filha estava terminando o Segundo Grau e um dos filhos trabalhava num hospital, como enfermeiro. Essa pesquisa e respostas desse tipo me irritam.

Alguns idiotas dizem que a pobreza produz bandidos, não produz. O que produz bandidos é a falta de vergonha na cara, a vadiagem. Como é que a Dona Maria tinha filhos bandidos e filhos estudiosos, trabalhadores, um era até enfermeiro? Como é que se explica isso se todos vieram da mesma mãe, do mesmo morro, do mesmo barraco?

Enquanto os bandidos inventam desculpas, os pobres e honestos trabalham. Pua nos bandidos.