A semana começa decisiva não só para Antonio Palocci, mas para o governo e para o candidato Lula. O futuro dos dois últimos depende de uma resposta à altura da gravidade da crise aberta com o vazamento ilegal do sigilo bancário do caseiro Nildo. Um bom começo – avaliam alguns estrategistas palacianos – seria a demissão de Palocci e do presidente da Caixa, Jorge Mattoso. A inexistência de culpados até agora só agrava a situação. Daí a disposição de Lula em agir rápido. Embora ainda não haja provas do envolvimento pessoal de Palocci e de Mattoso na violação das contas do caseiro, as investigações apontam para participação de seus assessores diretos. O problema de Lula é encontrar um substituto para um ministro de dupla personalidade. Não para o Palocci provinciano adepto da farra e de negócios inescrupulosos. Mas para o homem equilibrado e sensato, condutor da economia. Com o intuito de socorrer Palocci, o governo não mediu as conseqüências na tentativa de humilhar o caseiro. Agora, tenta consertar o estrago de olho no impacto das denúncias na campanha eleitoral. Nem que para isso tenha que derrubar o seu último pilar.
Íntegra da coluna de segunda-feira de Klécio Santos em Zero Hora
Postado por Klécio Santos


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