O cabo-de-guerra entre governo e oposição nos bastidores do Orçamento forçou o Planalto ao atalho das medidas provisórias. Considerando o gesto autoritário, a oposição promete brigar agora contra as medidas que liberam R$ 26,2 bilhões para o presidente Lula, em campanha pela reeleição, azeitar a máquina. A ânsia do Planalto pela votação se explica pela necessidade de dinheiro para obras eleitorais. Mas soa como deboche a insinuação do prefeito do Rio, Cesar Maia, que sugere impedimento do presidente, alegando crime de responsabilidade por conta da edição das MPs. Foi a oposição quem primeiro articulou bloquear a votação, ano passado, para cortar a provisão de recursos para investimentos em ano eleitoral. Acabou dando um tiro no próprio pé ao prejudicar Estados comandados por correligionários, muitos deles candidatos à reeleição, que também tiveram de apertar a cinta.É de olho no apoio desses governantes que o governo recuou, aumentando o repasse pelas perdas de receita com a Lei Kandir. Em troca, espera ver o Orçamento votado terça-feira e sepulta as despóticas MPs. Eis aí um bom teste para o novo ministro da Coordenação Política, Tarso Genro. Íntegra da coluna de sábado de Klécio Santos em Zero Hora
Postado por Klécio Santos


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