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Candidatura franciscana

25 de maio de 2006 0

O senador Pedro Simon entrou numa sinuca de bico. Se perder a convenção do dia 29, como irá convencer os eleitores de que sua reeleição ao Senado não era segunda opção? De olho na vaga do peemedebista, Miguel Rossetto já acumula munição para a campanha. Irá dizer que os senadores gaúchos não estão preocupados com o Estado, mas sim com seus projetos políticos pessoais. A derrota de ontem na reunião da executiva só deixa uma saída para o senador: reverter na Justiça a decisão. Se Simon estivesse só atrás de mídia ao se lançar à Presidência, como tentam acusá-lo seus adversários, não correria tantos riscos. A prorrogação da convenção para o penúltimo dia era uma forma de tirá-lo da disputa. Mas Simon não só permaneceu no páreo como se transformou na maior pedra no sapato dos candidatos a governador pelo PMDB. Ninguém quer ouvir falar em candidatura própria, o que inviabilizaria os promíscuos palanques regionais que estão sendo montados. A melhor definição sobre o que pensa a maioria peemedebista veio do senador Ney Suassuna:

– Com verticalização, eu prefiro salvar o PMDB do meu Estado. Duvido que alguém de bom senso, entre o seu pescoço e o do outro, decida pelo do outro.

É essa lógica oportunista que Simon terá que dobrar em apenas um mês. Pior, com Anthony Garotinho a tiracolo.

Íntegra da coluna de sexta-feira de Klécio Santos em Zero Hora

Postado por Klécio Santos

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