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A incógnita Okamotto

29 de maio de 2006 0

Mais uma CPI chega ao fim sem atingir Lula. Criada para investigar o suposto esquema de financiamento de campanhas petistas por bingueiros, a CPI dos Bingos corre o risco de terminar sem relatório aprovado. Houve tantos desvios de rota que ninguém mais lembra de Waldomiro Diniz, aquele assessor de José Dirceu flagrado cobrando propina de bingueiros – o real motivo da CPI. A oposição, ansiosa para fustigar Lula, preferiu partir para caminhos periféricos. Resultado: ao invés de investigar os negócios suspeitos de Diniz, a CPI preferiu vasculhar os dólares cubanos, o assassinato de Celso Daniel, a família do presidente, Paulo Okamotto e a quebra do sigilo do caseiro. São poucas as conclusões factíveis, apesar de o relator da comissão alardear que pedirá o indiciamento de 50 pessoas. E o caso mais emblemático, que é o de Okamotto, o pagador das contas de Lula, continua uma incógnita. E não por culpa do Supremo, que impediu o acesso às contas, mas justamente pelo leque aberto pela CPI. Durante muito tempo, a CPI dos Bingos foi a única trincheira da oposição. Ou a única que avançava, já que o governo teoricamente controlava a dos Correios e a do Mensalão. Como PSDB e PFL dormiram de touca, após 11 meses de trabalho o governo desfez a maioria oposicionista e promete, agora, derrubar o parecer o relator.

Íntegra da coluna de terça-feira de Klécio Santos em Zero Hora

Postado por Klécio Santos

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