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Casamento inviável

29 de maio de 2006 0

Marcos Nagelstein / Agência RBS
Não há lógica na insistência de Lula em atrair o PMDB para o seu palanque, adiando a escolha do vice. Uma coisa é Lula é ter o PMDB como garantia de governabilidade em um eventual segundo mandato. Outra, é acreditar que, por conta do seu favoritismo, possa formar uma aliança como o PMDB ainda no primeiro turno. O que está em jogo hoje no PMDB é ter ou não candidato à Presidência. O partido está dividido e o apoio a Lula ou a Geraldo Alckmin inviabiliza qualquer acordo regional com o PT e PSDB. A estratégia peemedebista é clara – eleger 10 governadores e a maior bancada do Congresso. Com isso, aumenta seu poder de barganha, seja qual for o governo. Assim pensa a maioria fisiológica que há muito tempo dita os rumos do PMDB. E é justamente isso que idealistas históricos como Pedro Simon não entendem. Sua candidatura atrapalha e cria embaraços até entre amigos. Companheiro de Simon, o catarinense Luiz Henrique da Silveira está na maior saia-justa. Como empregar apoio a Simon e abandonar as costuras com PSDB e PFL? A mesma pergunta vem sendo feita em vários Estados, nos quais PMDB e PT pretendem caminhar juntos. De qualquer forma, Ciro Gomes, do PSB, já está de sobreaviso, pronto para ocupar o espaço que Lula um dia sonhou reservar para Nelson Jobim.

Postado por Klécio Santos

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