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Salários nababescos

30 de maio de 2006 0

Divulgação / clicRBS
A impressão dentro do PT é que mais uma vez Tarso Genro colocou a carreta na frente dos bois. E, no governo, nenhuma voz respaldou a proposta do ministro de rever direitos adquiridos. A tese tem apelo popular e soa bem no empresariado brasileiro. Por que então tocar em um tema delicado justamente em um ano eleitoral? Além de afagar o setor privado, outra dica pode estar na entrevista do ministro ontem a Zero Hora. Ao usar como exemplo de padrão salarial decente, Tarso afirmou que um professor universitário não deveria ganhar menos de R$ 7 mil mensais e que é impossível pagar esse valor sem cortar privilégios. Com isso, também fala diretamente a uma categoria que se sentiu atingida pela reforma da Previdência patrocinada pelo PT. Soa mais como uma tentativa de recuperar um eleitorado perdido do que o embrião de uma nova e necessária reforma. Até porque, segundo especialistas, não será com corte dos salários mais altos na administração pública que se poderá corrigir os salários médios.

_ É importante do ponto de vista moral, para dizer que o governo não remunera nababescamente seus servidores, mas isso não resolve o desequilíbrio fiscal _ avalia um dos maiores especialistas no assunto, o ex-ministro da Previdência José Cechin.

A crítica à proposta se estende a setores do PT que, nos bastidores, têm criticado a inclusão do assunto polêmico na agenda do governo justamente no momento em que a crise arrefeceu.

Íntegra da coluna de quarta-feira de Klécio Santos em Zero Hora

Postado por Klécio Santos

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