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As agruras do cangaceiro

04 de junho de 2006 1

Divulgação / clicRBS
É triste a sina de Geraldo Alckmin. Inspirado em Fernando Henrique Cardoso – que em 1994 deixou a pompa de lado para posar em cima de um jegue –, vestiu-se de vaqueiro para galopar nas pesquisas. Mas Alckmin não dispõe de montaria no Plano Real, que levou FH à eleição. Ainda longe da popularidade de Lula nas classes mais baixas, Alckmin não empolga nem o eleitorado simpático a ele. Os empresários têm criticado a falta de programa. Figuras expressivas do partido, como José Serra e Aécio Neves – ambos favoritos nas disputas em São Paulo e em Minas Gerais – querem distância. A empolgação dos tucanos se mede pela solidão do candidato nos aeroportos. Alckmin diz que prefere o abandono a andar com um séquito a tiracolo. E que aproveita para tomar café, dar autógrafos e tirar fotografias com eleitores. Amadorismo puro. A situação é tão cômoda para Lula que, após um ano do escândalo do mensalão, o presidente é incapaz de uma autocrítica. Para quê? Convicto da impunidade e da própria vitória, desafia a oposição a usar na campanha as denúncias de corrupção. Nem mesmo os recentes ataques de Alckmin o tiram do sério. Tanto que Lula se dá ao luxo de silenciar sobre política numa entrevista de duas páginas ao Globo. Só fala de futebol. Afinal, o clima é de Copa do Mundo e ninguém segura esse país. Tampouco o presidente, pensam os petistas.

Íntegra da coluna de segunda-feira de Klécio Santos em Zero Hora

Postado por Klécio Santos

Comentários (1)

  • Geraldo De Boni diz: 5 de junho de 2006

    Eu levava mais fé. Mas enquanto Lula anda de trem,com boné de maquinista,o picolé de água anda passeando de jegue. Troca as pilhas do Geraldo,do contrário Lula passa de 100% dos votos válidos. É muito lento.

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