A candidatura de Pedro Simon à Presidência já nasceu fadada ao fracasso. A extrema-unção, porém, foi dada na manhã do dia 31 de maio, antes mesmo de qualquer decisão judicial ou da executiva. Naquele dia, após ter se reunido com o presidente Lula, Orestes Quércia almoçou com Simon e o presidente do PMDB, Michel Temer. Foi entre os espetos da churrascaria Porcão, em Brasília, que Simon caiu na real. Não à toa, em seguida Temer reconheceu a inviabilidade de uma candidatura própria por conta dos acordos regionais. Ou seja: a renúncia de Simon, que deve ocorrer nesta semana, não tem relação com o dia da convenção – se 11 ou 29 de junho –, mas sim com a falta de votos na convenção. E mesmo que conseguisse uma vitória, Simon temia repetir Ulisses Guimarães e o próprio Quércia, que foram abandonados à própria sorte nas eleições de 1989 e 1994, respectivamente. Com a saída de cena de Simon, Lula pode ganhar no primeiro turno. Mas não garante o PMDB no palanque da reeleição. A ala governista do partido se resume ao raio de ação de José Sarney e Renan Calheiros, e eles não têm força suficiente para impor uma aliança. E nem interesse. Tanto que, em Alagoas, Calheiros apóia o candidato do PSDB, Teotônio Vilela Filho. E, no Maranhão, Sarney apóia o PFL da filha Roseana.
Íntegra da coluna de terça-feira de Klécio Santos em Zero HoraPostado por Klécio Santos





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